Juiz nega reintegração de posse para suposta proprietária de área de conflito em Curionópolis

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Em sentença publicada no final da semana, o juiz Jonas da Conceição Silva, da Vara Agrária de Marabá,, indeferiu o pedido de reintegração de posse da área denominada “Fazendinha”, cuja propriedade era requerida pela pecuarista Kênia de Freitas Barreto. 

O juiz extinguiu o processo com julgamento do mérito da causa e sentenciou como improcedente o pedido da autora. Para o juiz, a autora estava ocupando ilegalmente terra pública e não preenchia os requisitos para regularizar o imóvel em seu nome.

A área encontra-se parcialmente ocupada, há dois anos, por 280 famílias sem terra ligadas ao MST. O acampamento “Frei Henri”, nome dado em homenagem ao padre e advogado dominicano que trabalha na CPT do sul do Pará, está localizado no município de Curionópolis, próximo da cidade de Parauapebas e vem sendo alvo de constantes litígios entre fazendeiros da região e militantes do MST nos últimos dias.

O MST acusa os fazendeiros de usarem de táticas de guerrilha contra os militantes para que, intimidados, deixem o local.

A Polícia Militar tem acompanhado o desenrolar dos fatos e diariamente vai ao local, todavia, não toma qualquer atitude para melhorar a relação entre fazendeiros e sem terras. Na última semana, durante um bloqueio na PA-275, um sem terra atirou contra uma van ferindo dois passageiros.

O clima no local é de tensão e será necessária uma atitude rápida e eficiente por parte das autoridades para que não ocorra mais derramamento de sangue em virtude da precária política de reforma agrária do governo federal.

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