Pará

Indústria do Pará fica estagnada de junho para julho e afunda no acumulado do ano

Produtores de minério de ferro, municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás são maiores responsáveis pelo comportamento do Pará nas estatísticas oficiais de produtividade industrial.

Meio por cento. Ou praticamente nada. Esse foi o crescimento da indústria paraense de junho para julho, de acordo com o que registra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que liberou na manhã desta terça-feira (10) os números oficiais da produção industrial referentes a julho. O Blog do Zé Dudu analisou dados e concluiu que a indústria paraense, altamente dependente da extração de minério de ferro, encontra-se em processo de estagnação, exatamente por depender em quase 90% da movimentação física da atividade mineradora.

De acordo com o IBGE, de janeiro a julho deste ano, a indústria paraense derrapou 3,1%, o terceiro pior desempenho entre as regiões pesquisadas pelo IBGE. Esses números ainda sofrem efeitos da baixa na produção de minério de ferro em Carajás no início deste ano, quando o município de Parauapebas apresentou uma desaceleração histórica, principalmente em razão do inverno rigoroso que assolou as operações da mineradora multinacional Vale.

A partir de maio, no entanto, a produção em Carajás voltou a crescer com força total, e os números da produção melhoraram. Tanto é que, entre maio e julho, o Pará apresentou 1,9% de avanço, segundo o instituto, enquanto a maioria dos estados do país viu seus indicadores de produtividade ruir. Mas o aumento no trimestre encerrado em julho ainda não foi suficientemente capaz de reparar os prejuízos dos meses anteriores.

Rali do minério de ferro

Extraoficialmente, o Blog do Zé Dudu cruzou dados do IBGE com os do Ministério da Economia e levantou que houve um pico de produção de minério em Parauapebas em julho, rendendo 13 milhões de toneladas, ante 4,7 milhões de toneladas registradas em março no mesmo município. O movimento de crescimento se iniciou com a recuperação da produção local em maio, que rendeu 8,2 milhões de toneladas e passou a 8,4 milhões no mês seguinte, junho.

Já a produção em Canaã dos Carajás, que chegou a ultrapassar a de Parauapebas em maio (conforme revelou em primeira mão o Blog do Zé Dudu aqui), voltou à normalidade após o “surto”.

No acumulado deste ano, com dados consolidados pelo Blog do Zé Dudu até agosto (mais atualizados, inclusive, que os divulgados pelo IBGE hoje), a produção física de minério de ferro em Parauapebas é de 64,77 milhões de toneladas, ao passo que a de Canaã dos Carajás soma 44,75 milhões de toneladas. Ainda há a produção de 2,28 milhões de toneladas oriunda do município de Curionópolis, que se encontra em franco declínio e à espera de ampliação da capacidade de processamento da mina de Serra Leste.

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