Governo decide fazer teste em massa da população

Brasil planeja comprar pelo menos cinco milhões de kits
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Brasil comprará 5 milhões de kits rápidos para detectar COVID-19

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Brasília – O Ministério da Saúde deve adquirir cinco milhões de kits de testagem rápida do COVID-19 para iniciar um testagem em massa da população. A estratégia do governo é adotar a política que a que Coreia do Sul optou — o país é um dos mais bem-sucedidos em frear o avanço do vírus.

Para isso, adotou uma campanha em massa de exames de diagnóstico. Foram mais de 222 mil até 11 de março. Mas, no Brasil, ao menos por enquanto, o Ministério da Saúde vai manter a orientação de que, nos locais com transmissão comunitária, onde não é possível identificar a origem da doença, os testes se concentrem nos casos graves apenas.

A testagem em massa vai começar pelos profissionais da saúde. Os primeiros testados serão aqueles que foram afastados com sintomas, os casos confirmados cresceram exponencialmente na última semana e até a tarde dessa segunda-feira (23) foram registrados no país 25 mortes e 1.546 casos confirmados.

Os profissionais de Imprensa foram incluídos pelo governo federal como atividade essencial e esses trabalhadores também devem ser enquadrados nos planos de testagem do governo.

No Pará, de acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) foi confirmado nesta segunda o quinto caso do novo coronavírus (COVID-19) no Pará, uma mulher de 29 anos de idade, de Marabá. Ela esteve em São Paulo e retornou ao Pará no dia 16 de março. Seu estado de saúde é estável e segue em isolamento domiciliar.

Nesse momento, o Pará conta com cinco casos confirmados e de acordo com o último boletim informativo de atualização dos casos divulgado neste domingo, 22, às 14 horas, o Pará segue com 101 casos descartados e 207 casos em análise.

Uma nova atualização ocorrerá na tarde desta segunda-feira, 23 de março.

Teste em massa

Teste aplicado no meio da rua na Coréia do Sul foi fundamental para controle da pandemia naquele país asiático

O governo iniciará pelos médicos e profissionais da saúde a testagem para o coronavírus que atingirá até 10 milhões de pessoas de acordo com o plano do Ministério da Saúde. Serão testados profissionais afastados do trabalho por apresentar sintomas. O ministro Mandetta sugeriu a antecipação da formatura de estudantes de medicina.

Os primeiros testes rápidos para detecção do novo coronavírus, dentro da promessa feita pelo Ministério da Saúde de providenciar até dez milhões de unidades nas próximas semanas, serão fornecidos por uma empresa da China, país onde surgiu a COVID-19. Assim que chegarem, serão testados profissionais de saúde afastados do trabalho em razão de sintomas relacionados à doença. A informação foi dada pelo ministério em entrevista coletiva à imprensa — toda ela virtual, sem contato entre jornalistas e autoridades — no fim da tarde de ontem.

No sábado (21), o ministério tinha informado que cinco milhões de testes rápidos serão distribuídos em todo o país, num prazo de oito dias, para detecção da infecção pelo novo coronavírus. Outros cinco milhões serão providenciados nas semanas seguintes, segundo a pasta. O ministério não deu quaisquer detalhes sobre quem serão os fornecedores, para onde especificamente irão os testes e quais os detalhes técnicos desse tipo de procedimento.

O teste rápido será aplicado entre o oitavo e o décimo dia da manifestação de qualquer um dos sintomas da infecção. Se der positivo, o profissional permanece em isolamento. Se der negativo, ele deve voltar ao trabalho.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que “plataformas automatizadas” também serão adquiridas pelo governo para testes do tipo PCR em tempo real. Elas serão utilizadas nos momentos de pico da doença, previstos para as próximas semanas. A ideia é fazer entre 30 e 50 mil exames por dia, segundo o secretário, na modalidade drive thru, o que já vem sendo feito em outros países.

O ministério não deixou claro quem está pagando pelos primeiros kits de exame. Desde sábado, a pasta fala em pagamentos feitos por empresas, como a Vale, mas sem deixar isso explícito e detalhado. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez elogios à Vale, ao falar dos testes rápidos:

“A Vale tem logística no mundo inteiro, e a performance de licitações do poder público não funciona para momentos como esse”, explicou.

A disposição em aumentar o número de testes rápidos levou a uma corrida de laboratórios públicos estaduais, privados e internacionais. Oito potenciais fornecedores já fizeram contato com o Ministério da Saúde. Pelo menos um laboratório público firmou parceria com um privado da Coreia do Sul, país que vem conseguindo uma boa resposta à doença ancorado na ampliação dos testes em massa, e que busca o registro do produto para poder vender ao Ministério da Saúde.

Empresas particulares autorizadas farão o teste

No último dia 18, o Ministério da Saúde e a Anvisa autorizaram cinco empresas brasileiras a registrarem os testes rápidos. Há gigantes também interessados nesse fornecimento. O tipo de teste rápido mais provável é o IGG-IGN, que capta se a pessoa já teve o novo coronavírus e se está com a doença. Esses exames sorológicos não são precisos, sendo apenas de triagem, em que é necessária uma contraprova.

Médicos infectologistas apontam problemas nos testes sorológicos, pois não são capazes de detectar o vírus no primeiro dia de sintomas e sua utilidade seria limitada. Há também o risco de falsos positivos, já que o exame é menos preciso.

Reforço de recursos

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Reportagem: Val-André Mutran – Correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.

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