Analisando a eleição em Parauapebas

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Uma semana depois do pleito eleitoral, ouvidas algumas lideranças políticas, candidatos e militantes, tentaremos analisar os nomes do município de Parauapebas, traçando uma projeção futura para a eleição mais importante para a municipalidade, que é a de 2012.

Parauapebas teve apenas um candidato a uma vaga na Câmara Federal. O vereador Massud, do PTB, tendo conseguido pouco mais de 11 mil votos. Para muitos uma ótima votação e a certeza de que Massud conseguiu se cacifar para a disputa municipal. O blogger pensa diferente!

Massud era o único candidato local e tinha a obrigação de levantar pelo menos 20% dos votos. É sabido que o vereador é um dos que usam a fraca máquina administrativa para fazer política, tendo centenas de cabos eleitorais fichados na secretaria em poder do partido com o único objetivo de pedir votos e trazer outros tantos em prol do nome dele, tudo pago com o dinheiro do município sob a tutela de Darci Lermen. O número de votos obtidos por Massud, em minha opinião, não dá a ele o direito de se auto-intitular o “salvador da pátria” em 2012, até porque se o atual governo tem problemas, um dos problemas é o PTB e a fome insaciável do vereador.

Bel Mesquita

Já na disputa por uma vaga na ALEPA, a grande decepção foi Bel Mesquita (PMDB). Nem mesmo os seus mais ferrenhos opositores poderiam imaginar que a deputada tivesse uma quantidade tão pequena de votos em Parauapebas. Bel Mesquita passou de imbatível candidata em 2012 a mais uma na disputa, que certamente será emocionante. Se houve erros na estratégia de Bel Mesquita, um deles pode ser creditado à sua assessoria local que manteve a candidata longe do eleitor e não soube esclarecer pontos negativos cruciais imputados a ela ao longo da campanha, além de não ver refletido nas urnas as parcerias com candidatos de outras localidades. Como exemplo, o candidato peemedebista a federal Asdrúbal Bentes teve em Parauapebas praticamente a mesma quantidade de votos que a deputada, todavia, em Marabá, onde Asdrúbal foi o campeão de votos, Bel ficou com míseros 500 votos. Para a deputada é hora de lamber as feridas, rever conceitos e traçar estratégias para 2012. Em política tudo pode acontecer, descartar Bel Mesquita a esta altura do campeonato é um erro que, mesmo os mais inflamados cientistas políticos alegando sua morte prematura para a política, não me parece o certo. Bel tem carisma, tem aptidão política, coragem pra enfrentar as adversidades e não deve ser desqualificada para 2012 em hipótese alguma. A palavra de ordem para Bel doravante é reestruturação.

Milton Zimmer

A eleição de Milton Zimmer (PT) foi, em política, o que podemos dizer de força do recurso eleitoral. Vinculado à uma administração desastrosa, a assessoria de Milton buscou acordos fora do município e de lá os trouxe em número suficientes para bancar sua eleição. Ora, todos sabem que Parauapebas é a galinha dos ovos de ouro do Pará, os políticos também sabem e por esse motivo buscaram em Milton Zimmer, o parceiro ideal para consolidar parcerias fora das bases. Trazendo a eleição do petista para o âmbito municipal, Milton no futuro, se inteligente for, deverá participar apenas como coadjuvante, fortalecendo sua figura de líder partidário e apoiando de fato o candidato escolhido pelo partido, caso contrário, poderá receber o mesmo tratamento que seu mentor recebeu no palanque do bairro da Paz. A palavra de ordem para MZ doravante é ponderação.

Valmir da Integral

Com pouco mais de 11 mil votos em Parauapebas, Valmir da Integral voltou a ser a bola da vez no município. Depois de uma desastrosa participação em 2008, onde a indecisão política lhe custou a humilhação e o descarte, Valmir deu a volta por cima contando com o apoio maciço do PDT, partido que já mostrou sua identidade política local elegendo o jovem até então desconhecido Adelson Fernandes como vereador mais votado nas eleições de 2004 e o reelegendo em 2008. A unidade em torno do nome de Sr. Valmir rendeu-lhe fichas suficientes para traçar voos mais altos em 2012. A consolidação dessa trajetória rumo ao Morro dos Ventos certamente passará por alianças políticas que Sr. Valmir já demonstrou não ter habilidade para compor. Se bem assessorado e conseguindo manter o PDT unido, é um candidato de grande potencial. Tem pela frente a discussão administrativa: manter ou não o partido aliado ao governo petista que tentará derrubar em 2012 é o principal e mais importante item da longa pauta que levará Sr. Valmir ao êxito em 2012. A palavra de ordem para Sr. Valmir doravante é afirmação.

Rui Hidelbrando

Depois de pouco mais de 1.000 votos em 2008, Vassourinha viu esses números multiplicarem-se e projetá-lo politicamente em Parauapebas.  Os números foram aquém dos estimados pelo candidato e pelos cientistas de plantão, todavia, foram bons. Em minha opinião o jovem Rui Hidelbrando deve tentar voos mais suscetíveis em 2012, manter a bola à uma altura que possa alcançar e ir se projetando aos poucos. Uma vaga na Câmara Municipal já seria um bom trampolim para o candidato que tem o peso da juventude a seu favor. Sua eleição certamente passará por uma melhor escolha do discurso, o simples fato de ser maranhense me parece não ter mais vez em uma campanha municipal. A rica campanha colocada nas ruas pelo candidato Vassourinha deixou de orelha em pé candidatos e eleitores. Explicar de onde veio o dinheiro e quais compromissos o candidato assumiu com os patrocinadores para o futuro são fatos que Rui terá que conviver em um breve futuro. A palavra de ordem para Rui Hidelbrando doravante é cautela.

Faisal

O blogger, em hipótese alguma concordou com a candidatura do ex-prefeito, ex-deputado estadual por duas vezes e atual vereador pelo PSDB, Faisal Salmen, para uma vaga na ALEPA. Não que o tucano teria melhor sorte, mas evidentemente obteria uma votação expressiva e reabilitar-se-ia a um projeto mais ambicioso em 2012. Coordenando a campanha de Jatene na região Faisal fez uma campanha muito tímida, limitando-se a passear em um carro de som falando mal da atual administração, da Vale e da deputada Bel Mesquita. A recíproca das urnas foi verdadeira. Faisal é o típico candidato cricri, aquele que todo adversário quer ver bem longe. Usa a sua metralhadora giratória e dispara para todos os lados, acerte em quem acertar. Depois, case acerte o alvo errado se desculpa e pensa que tudo fica bem. Ledo engano, em política o gostoso sabor da vingança é se sempre será, um prato que se come frio. Faisal, com bom trânsito junto ao candidato Janete, pode e deve conseguir uma patente mais elevada na política paraense do que a de simples vereador. A palavra de ordem para Faisal é discurso. Terá que mudar o seu caso ambicione algo mais em Parauapebas.

Os demais candidatos, Cláudio Almeida, Dr. Charles, Dr. Hipólito, Marden, Irmão Benny e Apinagés, entraram no pleito apenas como coadjuvantes. Todos com bom potencial e em minha opinião deverão fazer parceria a Vassourinha em busca de uma vaga na Câmara Municipal em 2012, local de onde poderão se auto-afirmar no contexto político municipal. É certo que muitos cobrarão do blogger as renovações, criticando-me no que toca a novos nomes e no que pesa uma renovação. Ora, Parauapebas não soube ainda criar uma renovada classe política e por hora será essa turma que estará no palanque em 2012. A palavra de ordem para eles é manutenção.

Além desses virtuais candidatos, Coutinho da SEMOB, Odilon Rocha, João Fontana, Magliano e um ou outro comerciante deverão aparecer nesses dois anos que separam a eleição municipal, resta saber qual deles terá bagagem para chegar e quais serão os cavalos paraguaios que servirão de escada para os caciques. Mas esse é outro assunto e voltarei nele em outra oportunidade. Para esses ilustres desconhecidos a palavra de ordem é trabalho.

Não se esqueçam que, 2012 depende exclusivamente do resultado do 2º turno de 2010. Teremos quatro formas diferentes de estudar o contexto político futuro, com Dilma e Ana Julia vitoriosas, com Dilma e Jatene, com Serra e Ana Júlia e finalmente com Serra e Jatene. Isso pesará bastante no futuro e no dia 31 pense nisso quando for votar.

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