Feminicida é condenado a 21 anos de prisão em Marabá

Menos de um ano depois do crime bárbaro que chocou a cidade, Márcio Basílio Rocha foi sentenciado em sessão do tribunal do júri
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

Acaba de ser concluído no Fórum da comarca de Marabá, o julgamento de Marcio Basílio Rocha, que matou a ex-esposa, Eliane de Souza Jorge, em novembro do ano passado. O acusado foi condenado a 21 anos de prisão.

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) atuou no caso do Tribunal do Júri, por meio dos promotores de justiça Samuel Furtado Sobral, que envidou todos os esforços para a instrução processual, e pelo promotor de Justiça Erick Ricardo de Sousa Fernandes, que atuou na acusação durante a sessão do Júri, sustentando a tese de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

“Enfatizo aqui a atuação do também promotor de Justiça Samuel Furtado Sobral, que trabalhou diligentemente durante a instrução do caso, bem como o excelente trabalho realizado pela Polícia Civil, sob o comando da delegada Ana Paula Fernandes de Castro”, destaca Erick.

Revolta e comoção popular, de familiares e amigos marcaram o julgamento durante todo o dia desta terça-feira. A época, o crime gerou bastante comoção na cidade de Marabá, pela crueldade com que Basílio assassinou a ex-esposa, com quem tinha quatro filhos. O feminicídio de Eliane aconteceu em novembro do ano passado. Ela foi morta com vários golpes de faca pelo ex-marido, com quem viveu 20 anos. A vítima ainda teve o corpo escondido, soterrado por troncos e galhos de árvores.

À época do crime, a equipe policial localizou Márcio Bazilio que, após matar e enterrar a mulher, foi internado no Hospital Municipal de Marabá com ferimentos pelo corpo provocados por uma briga com a vítima. Aos policiais, ele alegou que tinha sofrido um acidente logo após se encontrar pela última vez com a ex-esposa. Após conversar com o acusado, a equipe policial iniciou as investigações para localizar o paradeiro de Eliane de Souza.

Sem sucesso, os policiais retornaram ao hospital para contestar as diversas contradições encontradas na versão apresentada por Bazilio. O acusado acabou confessando o crime e levou os policiais até o local onde estava o corpo da vítima.

A defesa do acusado ficou a cargo do advogado criminalista Erivaldo Santis, que sustentou a tese de homicídio simples. O advogado pretende recorrer da decisão, visando uma diminuição de pena do acusado.

Publicidade

Relacionados