Executivo propõe Auxílio Conectividade a professores causa polêmica em Jacundá

O valor do auxílio proposto é de R$ 100,00 e o objetivo é ajudar financeiramente, em tempos de aulas remotas, os professores, com despesas de Internet durante três meses
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“Você é a favor que a Câmara de Vereadores aprove o Auxílio Conectividade para os professores de Jacundá?”. A pergunta feita ontem e divulgada em rede social pelo vereador Daniel Siqueira Neves (Podemos), o Daniel dos Estudantes, causou burburinho em meio a classe dos educadores do município.

Na condição de presidente da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, do Poder Legislativo de Jacundá, cabe a ele e mais dois integrantes apreciar o projeto de lei de autoria do Executivo que institui o Programa Auxílio Conectividade no âmbito da secretaria Municipal de Educação.

O projeto tem como finalidade proporcionar os docentes ajuda financeira no valor de R$ 100,00 para contração de serviços de Internet que serão utilizados durante as aulas on-line, pelo período de três meses e beneficiando 384 profissionais.

Ao questionar a ajuda de custo aos profissionais, o parlamentar fez a pergunta que desagradou a classe. E o Sintepp, subsede de Jacundá, reagiu e publicou uma nota no início da tarde de ontem. “O trabalho no período da pandemia da Covid-19 tem nos custado muito caro, já que agora somos nós que mantemos os recursos para o ensino: internet, energia, aparelhos tecnológicos, entre outros. Lamentavelmente, o reconhecimento, a valorização e o respeito são mitigados e/ou ignorados, principalmente pelas autoridades que reforçam o descaso em postagens como essa do vereador Daniel”, diz trecho da nota, assinada pela coordenação do sindicato.

“Nós, professores, tivemos que usar nossos aparelhos celulares (que é algo particular e não público) para enviar e receber atividades dos alunos. Em muitos casos, o celular não aguentou o tranco, de tanto pesquisar, enviar e receber arquivos de textos, imagens e vídeos das atividades dos alunos e travou, fazendo com que esses professores tivessem quem comprar um aparelho novo com maior capacidade de processamento de dados e de armazenamento. E, consequentemente, mais caro, é claro”, detalha o professor Romário Aguiar.

O projeto de lei será analisado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final e apresentada no Plenário da Câmara Municipal. A ideia surgiu em reunião com a categoria e o governo municipal, que considera importante a ajuda de custo aos servidores da sala de aula.

(Antonio Barroso)

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