Vereador pede revogação da lei que aumentou salários do Executivo e do Legislativo em Jacundá

O dinheiro a mais nas folhas de pagamento da Prefeitura e da Câmara seria suficiente para garantir renda de R$ 250,00 para 253 famílias por quatro meses
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Em Jacundá, o vereador reeleito Daniel Siqueira Neves (Podemos) enviou ofício à Mesa Diretora da Câmara Municipal, solicitando que seja avaliada a possibilidade de revogação da Lei Municipal 2.659, aprovada no apagar das luzes da legislatura passada. A norma proporcionou aumento de salário ao prefeito, ao vice-prefeito e aos secretários municipais, além de conceder décimo terceiro salário e férias remuneradas aos 13 vereadores do Legislativo, que ganham mensalmente R$ 7 mil cada um.

Daniel lembra que, por ocasião da votação em plenário, foi a única voz dissonante, o único que não aprovou a lei pela qual, o salário do prefeito passou de R$ 11.200,00 para R$ 13 mil; o vice passou a ganhar R$ 10 mil; e os secretários, que ganhavam R$ 4.800,00 passaram a receber R$ 7 mil.

Pelos cálculos do vereador Daniel, esse dinheiro extra, concedido pela Lei 2.659 aos membros do Legislativo e do Executivo, somado, proporcionaria uma renda mensal de R$ 250,00 para 253 famílias carentes do município por, pelo menos, quatro meses.  

“Esse aumento foi aprovado em momento importuno, pois estamos diante de uma crise causada pela pandemia. E agora vamos discutir a revogação dessa lei. Quero ouvir a população de Jacundá e fazer um projeto de lei para criar uma renda cidadã para as famílias de baixa renda”, afirma o vereador.

A Reportagem entrou em contato com a presidência da Câmara Municipal a fim de obter uma manifestação sobre o assunto, mas, até o momento não obtivemos resposta.

(Antonio Barroso)

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