Estado silencia sobre a morte de mais quatro detentos de Altamira

Trinta detentos estavam sendo transferidos em um caminhão-cela e tudo leva a crer que com eles não havia sequer um agente prisional ou um policial militar
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

Até o início da tarde desta quarta-feira (31), o Estado, por meio de suas secretarias de Justiça e de Segurança não se pronunciou sobre a morte, entre Novo Repartimento e Marabá, de quatro detentos, que estavam sendo transferidos de Altamira para Belém em um caminhão-cela. José Ítalo Meireles de Oliveira, 22 anos, Denilson de Souza Ferreira, 24, Valdenildo Moreira Mendes, 30, Werik de Souza Lima, 20, faziam parte de um grupo de 30 detentos e morreram estrangulados na madrugada de hoje.    

Os detentos, segundo as primeiras informações, pertenciam à mesma facção, mas, não se sabe por qual motivo, se desentenderam, resultando a confusão na morte de quatro deles.

Os repórteres dos meios de Comunicação de Marabá tentaram, na manhã de hoje, entrevistar o secretário de Justiça, Jarbas Vasconcelos, e o delegado-geral de Polícia Civil, Alberto Teixeira, mas eles preferiram não se manifestar.

Em nota, o Núcleo Regional da Secretaria de Estado de Comunicação informou que “nenhum representante do Governo do Estado dará entrevistas à Imprensa, pois o caso ainda está em fase de apuração”.

“Inclusive pedimos a compreensão de todos os colegas que estão cobrindo o caso em Marabá e informamos que o acesso aos espaços que estão sendo visitados pelo superintendente da Susipe e pelo delegado geral está fechado, por conta do trabalho da perícia. Este serviço não pode sofrer interferências”, diz o comunicado.

Os assassinatos ocorreram entre 19 h de ontem e 1h da madrugada de hoje. Ao chegar a Marabá, os agentes encontraram quatro presos mortos por sufocamento em duas celas. Todos os 26 presos remanescentes foram colocados em isolamento. Diante das circunstâncias das mortes, tudo leva a crer que os 30 presos viajavam no caminhão-cela sem a presença de agente prisional ou policial militar, o que facilitou os assassinatos, com os quais, o número de vítimas da rebelião de Altamira sobe de 57 para 61: 16 decapitados, 21 asfixiados em razão do incêndio e quatro estrangulados.

Publicidade

Relacionados