Em reviravolta de ICMS, governo Darci aumenta faturamento de Parauapebas para 2022

Cota-parte é 4ª mais alta da história do município e só perde para época do final do mandato de Darci, em 2012, quando índice chegou a 20,12%, mas desabou a 9,48% de 2016 para 2017

O prefeito Darci Lermen não sossega. A hiperatividade do gestor da terceira maior praça financeira da Região Norte garantiu um golaço para as contas públicas de Parauapebas a partir do próximo dia 1º de janeiro. Para quem pensava que o que já está excelente não poderia melhorar, equivocou-se. Neste apagar de luzes de 2021, o Governo do Estado publicou a lista final das cotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a Capital do Minério vai receber uma fatia ainda maior do que aquela divulgada em caráter preliminar, em primeira mão, pelo Blog do Zé Dudu (relembre aqui).

A publicação do Diário Oficial do Estado (DOE) de ontem (10), com os índices de ICMS revisados, revela que Parauapebas vai receber 19,43% do ICMS destinado aos municípios, e não somente os 14,92% definidos em caráter preliminar. É um acrescimento na cota da ordem de 4,51%, duas vezes mais que a fatia a que faz jus o município de Santarém. Com esse percentual, a Capital do Minério se distancia da capital paraense, que receberá 13,57% do bolo.

Esse aumento se deve ao esforço do prefeito Darci Lermen, Keniston Braga e sua equipe em tentar reverter o quadro de deterioração das contas municipais com que se deparou em 2017, no retorno ao governo de Parauapebas. De 2016 para 2017, a gestão anterior havia deixado a cota-parte do ICMS local chegar a 9,48%, o menor índice da década.

Darci saiu peregrinando de gabinete em gabinete, de Belém a Brasília, e conseguiu aumentar tanto o faturamento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), por meio de um movimento histórico no Congresso, quando o recebimento do ICMS, ao sensibilizar o Governo do Estado sobre a importância de Parauapebas para a economia e as finanças do Pará, bem como sobre o honesto retorno financeiro.

“Embora tenhamos enfrentado grande dificuldade, conseguimos a revisão do índice provisório da cota-parte do ICMS para 2022, com acréscimo de 4,5%”, comemora Darci, estimando que isso se refletirá no recolhimento das transferências de ICMS na ordem de R$ 620 milhões, além de R$ 165 milhões em Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), totalizando cerca de R$ 825 milhões para 2022.

Darci destaca que sua atual gestão está chegando a um nível de importância financeira que só se vira quando ele concluiu o mandato em 2012. “Agora, seguiremos trabalhando para que o índice de 2023 alcance o resultado real, que é uma cota-parte entre 25% e 27% do ICMS”, projeta.

Movimentação na participação

No embalo das mudanças, outros municípios da região com grande peso na economia do estado por conta da indústria extrativa mineral também experimentaram aumento na cota-parte do ICMS para 2022. Quem, inclusive, teve o maior aumento proporcional foi Canaã dos Carajás, que viu seu índice saltar 30%, passando de uma cota de 9,7% para 12,67%. Em Marabá, a escalada foi de 6,17% para 7,72%.

Em Curionópolis, o índice se manteve praticamente estável, passando de 0,464% para 0,478%. Já em Eldorado do Carajás e Água Azul do Norte houve diminuição. O primeiro viu a cota-parte cair de 0,286% para 0,219%, e o segundo, de 0,382% para 0,27%.

  • Parauapebas — de 14,92 para 19,43 ↑
  • Canaã dos Carajás — de 9,7 para 12,67 ↑
  • Marabá — de 6,14 para 7,72 ↑
  • Curionópolis — de 0,464 para 0,478 ↑
  • Eldorado do Carajás — de 0,286 para 0,219 ↓
  • Água Azul do Norte — de 0,382 para 0,27 ↓

Posts relacionados

Contenda sobre ICMS de Parauapebas tem ‘2º round’ no STF

Prefeitura da Capital do Minério buscou STF, mais uma vez, para barrar decreto estadual publicado no apagar das luzes de 2024 que confirma critérios lesivos de distribuição da cota-parte do ICMS e os quais prejudicam Parauapebas. Decreto afronta a inconstitucionalidade já reconhecida pelo Supremo

Contenda sobre ICMS de Parauapebas tem ‘2º round’ no STF

Prefeitura da Capital do Minério buscou STF, mais uma vez, para barrar decreto estadual publicado no apagar das luzes de 2024 que confirma critérios lesivos de distribuição da cota-parte do ICMS e os quais prejudicam Parauapebas. Decreto afronta a inconstitucionalidade já reconhecida pelo Supremo