Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Parauapebas

ACIP faz doação de material didático para entidade beneficente

A ação faz parte do trabalho social realizado pela entidade de representativa empresarial e visa minimizar os problemas de classes mais carentes
Continua depois da publicidade

Cumprindo com o compromisso de todos os meses auxiliar entidades e comunidades de Parauapebas, a ACIP – Associação Comercial, Industrial e Serviço de Parauapebas, realizou na manhã desta quarta-feira, 5, mais uma ação social, contemplando, desta vez, a APAE – Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais. “Procuramos a APAE e procuramos saber o que seria mais premente e utilizado com maior proveito, então decidimos doar material para ser usado em trabalho psicopedagógico até o final do ano”, explicou Adilson Santana, diretor na ACIP, qualificando como gratificante para a entidade e útil para a instituição e voluntários que venham coordenar esse trabalho.

De acordo com o diretor da entidade, a compra do material é custeada com recursos da ACIP, advindos de contribuições de diretores e associados.

De acordo com Lidiane Freitas, administradora da APAE, o ato da ACIP representa muito para a entidade beneficente. “Para realizar os trabalhos que a APAE tem em seu planejamento são necessárias as doações; e neste momento a gente precisa exatamente deste material para realizar esse projeto”, conta Lidiane, detalhando que o material doado contém papel, tinta e outros materiais necessário para a realização de trabalho estimulante para a arte e a educação.

Marabá

Apae de Marabá pede ajuda para implantar fisioterapia e fonoaudiologia

Entidade tem 215 crianças e adultos que precisam de serviços especializados e não pode oferecer por falta de profissionais
Continua depois da publicidade

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, dia 28 de agosto, a diretora da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Marabá, Maria do Socorro Cavalcante, usou a tribuna para agradecer a grande contribuição dos alguns vereadores em destinar parte das emendas impositivas a que têm direito para ajudar na manutenção e ampliação daquela entidade, que cuida de crianças e jovens portadores de necessidades especiais.

Durante 30 minutos, Socorro Cavalcante relembrou aos vereadores e pessoas presentes ao Plenário da Câmara como as pessoas especiais passam por muitas dificuldades todos os dias em Marabá. Ela apresentou um vídeo com o histórico da Apae e os avanços alcançados pela entidade até hoje.

Ela também compartilhou as despesas diárias e disse que a única empresa pública que contribui com a Apae é a Prefeitura Municipal. “Não encontramos outros parceiros. Infelizmente, temos hoje 44 crianças, adolescentes e adultos que precisam de fisioterapia, 54 que aguardam um fonoaudiólogo e 81 que esperam por outras especialidades, totalizando 215 pessoas especiais que carecem de atendimento e não recebem”.

Socorro e outros membros da Apae vieram à Câmara pedir apoio pedirem ao prefeito Tião Miranda  para celebrar um aditivo para atender essas 215 pessoas. “Lutarmos pela dignidade de quem necessita e não tem condição de reivindicar direitos. Mesmo com todas essas dificuldades, já atendemos 534 pessoas com deficiência este ano”, revelou.

Socorro informou aos vereadores que a Apae de Marabá é a instituição do movimento Apaiano que mais tem realizado atendimento no Pará. E para fazer frente aos atendimentos, além das contribuições de pessoas e algumas empresas, a entidade promove ações beneficentes todos os meses para arrecadar dinheiro para a instituição. “Servimos quatro refeições diariamente para cerca de 100 pessoas. A sociedade marabaense nos ajuda intensamente”.

Os vereadores Cristina Mutran, Irismar Melo, Alecio Stringari, Márcio do São Félix, Miguelito, Edinaldo Machado, Ilker Moraes, Pedro Corrêa Lima e Pastor Ronisteu Araújo doaram, juntos, R$ 262.173,00 para o ano de 2018 por meio de emendas parlamentares. Essa verba, segundo Socorro, será usada para aquisição de equipamentos e ampliação do setor de reabilitação.

Os vereadores usaram a tribuna para reverenciar o trabalho de referência que a APAE realizar em Marabá há mais de duas décadas. A presidente interina do Poder Legislativo, vereadora Irismar Melo, enalteceu o trabalho da Apae de Marabá e o esforço de seus colaboradores. Ela também elogiou os vereadores que contribuíram com a entidade ao destinarem emendas impositivas. “Estamos sensibilizados com o trabalho realizado diante dos desafios existentes. Vamos mediar um diálogo com o prefeito para expor as necessidades da entidade para assegurar a contratação de equipe técnica para os alunos da APAE”, garantiu.

Canaã dos Carajás

Caminhada abre Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

Objetivo da mobilização é abrir debates e colocar a sociedade em reflexão no dever da igualdade para inclusão.
Continua depois da publicidade

Centenas de pessoas participaram da Caminhada da Inclusão, um movimento promovido pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Canaã dos Carajás e que marca a abertura oficial da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência intelectual e Múltipla.

A caminhada aconteceu na Avenida Weyne Cavalcante e reuniu membros, usuários, pais e voluntários, como os músicos da Banda dos Desbravadores da Igreja Adventista, que tocaram diversas canções ao longo do percurso.

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla acontece todos os anos nos municípios com filiais da APAE, durante o período de 21 a 28 de agosto.

“Família e pessoa com deficiência, protagonistas na implementação das políticas públicas” foi o tema escolhido para a edição 2018. O objetivo da mobilização é abrir debates e colocar a sociedade em reflexão no dever da igualdade para inclusão. “Esta é uma maneira das APAE’s mostrarem como estão sendo desenvolvidos os seus trabalhos. Nosso objetivo, nesta oportunidade, é sensibilizar a população para que possa dar mais apoio aqui em Canaã”, explicou Gladis Freitas, presidente local da entidade.

Há três anos em Canaã dos Carajás, a APAE tem contribuído bastante para o desenvolvimento da comunidade usuária e ajudado dezenas de crianças e jovens especiais. A demanda vem crescendo a cada ano e a instituição já está ampliando a sua capacidade de atendimento.

Confira a programação:

24/08 – Às 13 horas: Exposição APAE para todos – Praça da Bíblia, Av. Weyne Cavalcante;

28/08 – Das 9 às 13 horas: Comemoração interna no prédio da instituição.

Canaã dos Carajás

Jantar da APAE movimenta a sociedade em Canaã dos Carajás

Por uma boa causa, sociedade participa de jantar promovido pela Associação Pais e Amigos dos Excepcionais. Na ocasião, o projeto da sede própria da entidade foi apresentado
Continua depois da publicidade

A Associação Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Canaã dos Carajás realizou na noite desta sábado (17) um jantar beneficente. O evento aconteceu no Espaço São Pedro e São Paulo e reuniu centenas de pessoas. Na ocasião, a sede própria da APAE em Canaã foi apresentada a quem esteve presentes. Enquanto comiam, as pessoas puderam ouvir uma agradável música ao vivo e se servir de diversos tipos de bebida.

A entidade existe no município desde 2015. Apesar de todas as dificuldades, o trabalho de três anos começa a ser reconhecido. A entidade receberá o apoio mensal da Prefeitura Municipal ao longo do ano. O objetivo é ajudar nos custos que a entidade tem no atendimento às crianças especiais. Além disso, a associação recebeu no ano passado, através de um convênio da Câmara Municipal, um veículo próprio para o transporte dos alunos.

Quem esteve por lá aprovou a iniciativa e também a mistura de temperos: “Esse é um evento maravilhoso. Tantas pessoas ficam pensando em como contribuir com o próximo e momentos como esse são grandes oportunidades. É uma causa belíssima levantada pela APAE, que é uma instituição reconhecida e respeitada em todo o Brasil. Aqui em Canaã se faz necessário ainda mais apoio a essa instituição. Melhor ainda é colaborar para uma causa tão nobre e ser agraciado com um delicioso jantar” explicou o participante do jantar, Fabio Queiroga.

A presidente Andreia Santos falou sobre a ação: “São três anos de APAE e nós estamos muito contentes por receber todo mundo aqui. Hoje nós faremos a exposição do projeto da sede APAE e vai ficar marcado na nossa história. Esses três anos foram de muita luta e percebo que conseguimos fazer muita coisa. Queremos a cada dia fazer ainda mais por essas crianças que atendemos.”

A nova sede da instituição foi apresentada através de slides. Atualmente, a APAE atende 50 pessoas com deficiência. No entanto, a demanda da cidade é bem maior. Cerca de 300 pessoas necessitariam do olhar mais atento da instituição. Com a nova sede, o atendimento será possível a mais de 400 pessoas. A próxima meta da instituição é a construção do prédio, que deve ser concluída no ano que vem.

Canaã dos Carajás

APAE comemora três anos em Canaã dos Carajás

“Apesar de todas as dificuldades, hoje a gente está bem melhor” afirma a coordenadora da Associação, Gladis Freitas
Continua depois da publicidade

Já são três anos de existência, lutas e grandes conquistas da Associação Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Canaã dos Carajás. O aniversário foi comemorado na sede da entidade, na tarde desta quinta-feira (22), e contou com a presença de alunos, pais e voluntários. Um bolo homenageando a instituição de caridade foi cortado por Dona Maria, a primeira mãe a ser atendida pela entidade. Em uma oração emocionada, a mãe agradeceu o trabalho da APAE e foi quem recebeu o primeiro pedaço de bolo.

No ano passado, a instituição ganhou, através de emenda parlamentar do vereador Dionísio Coutinho, um veículo para atender à demanda por transporte. Já no início deste mês, a APAE assinou, com a Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás, um convênio no valor de R$ 15 mil mensais, o que totalizará, ao fim do ano, R$ 180 mil. Na ocasião, a presidente Andreia Santos afirmou que o convênio é um sonho realizado e que a entidade lutaria para construir, ainda este ano, o seu prédio próprio.

Na tarde de comemoração, Andreia falou: “O coração bate forte neste momento, já até me emocionei ainda há pouco. A APAE vem crescendo e a nossa demanda também: nós estamos fazendo um trabalho junto a essas pessoas especiais, com o apoio da comunidade. Todo mundo é bem-vindo e todo mundo deve vestir a camisa da APAE para que possamos dar qualidade de vida a essas crianças. Hoje nós recebemos mais três voluntários que vieram de Marabá para nos ajudar, e nós necessitamos ainda mais disso; qualquer um pode participar, este trabalho é muito importante.”

Gladis Freitas, coordenadora da instituição na cidade, também falou sobre a data: “Esse é um dia de muita alegria. Apesar de todas as dificuldades, hoje a gente está bem melhor do que antes: hoje temos voluntários também abraçando a causa.” A coordenadora também lembrou que, apesar das conquistas, ainda há muito o que se fazer no município: “Ainda não conseguimos atender todas as crianças especiais da cidade; ainda não temos estrutura para isso. Queremos atender 50 crianças este ano. Temos três técnicas trabalhando, mas ainda não supre toda a demanda da cidade. Vamos continuar na busca de mais conquistas.”

De forma entusiasmada, voluntários, pais e alunos cantaram os parabéns para a instituição. Logo após o cântico, todos puderam se servir do delicioso bolo preparado para a data. Sabendo das grandes conquistas que ainda estão por vir, o trabalho da instituição continua. A certeza é que os “anjos enviados por Deus”, como definiu Dona Maria, estão bem amparados com o belíssimo trabalho prestado por estes voluntários.

evento

APAE Parauapebas promove almoço beneficente

1ª Galinhada Beneficente acontece na sede da instituição na Rua L, 187, bairro União, a partir das 11 horas.
Continua depois da publicidade

Com a intenção de saldar algumas dívidas com os funcionários, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) realizará no domingo, 10 de dezembro, a 1ª Galinhada Beneficente, na sede da instituição na Rua L, 187, bairro União, a partir das 11 horas.

De acordo com a presidente da APAE, Maria Hilda Falcão, a instituição tem trabalhado no limite para atender cerca de 31 usuários que necessitam do apoio da Associação.

“Estamos trabalhando sem recursos há pelo menos nove meses. Desde então, temos promovido alguns eventos para tentar quitar nosso débito com os funcionários, que chega a cerca de 240 mil reais. O termo de parceria com a Prefeitura já foi assinado, porém, ainda estamos aguardando o repasse”, explicou Maria Hilda.

A presidente da APAE aproveita a oportunidade para solicitar que as pessoas participem do evento e que conheçam a instituição. “Vá ao evento, participe, nos ajude! Caso você queira contribuir com materiais para a galinhada, nós também aceitamos”, disse Maria Hilda, reforçando que as doações podem ser feitas até o dia 9 de dezembro.

Os ingressos para a galinhada custam apenas R$12,00 e podem ser adquiridos na sede da APAE, na Farmácia Zero Hora ou na recepção da rádio Arara Azul FM.

Como ajudar a APAE

A APAE é uma associação reconhecida nacionalmente, que visa promover o bem-estar da pessoa com deficiência e conta com o amparo de empresas ou Poder Público, por meio de convênios.

Atualmente, para levantar fundos no município, a instituição conta com cofrinhos instalados em casas lotéricas e restaurantes espalhados pela cidade e também com o Projeto APAE Energia, cuja pessoa pode se dirigir até a associação, com o número da unidade consumidora do doador (encontrado na conta consumo de energia elétrica) e preencher uma ficha. Além disso, a instituição tenta implantar nas repartições públicas o desconto de doações na folha de ponto dos servidores.

Segundo a responsável pelo setor de capitação de recursos da APAE, Janile Cabral de Sousa, a comunidade precisa conhecer o trabalho desenvolvido pela instituição na cidade e os empresários precisam abraçar a causa.

“A gente precisa que as pessoas tenham um novo olhar, que façam uma visita e que conheçam nossas necessidades. São adolescentes, adultos e jovens, que necessitam do nosso trabalho e estamos lutando para que o atendimento continue”, destacou.

Congresso

Apae Marabá reúne nove municípios da região em Congresso preparatório para as etapas estadual e nacional

Com o tema “Conquistas e desafios no cotidiano da pessoa com deficiência intelectual e múltipla”, o evento contou com a participação de representantes dos municípios de Marabá, Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Parauapebas, São Geraldo do Araguaia, Rondon do Pará,Tucuruí, Itupiranga e Novo Repartimento.
Continua depois da publicidade

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Aconteceu onte, (1º), durante todo o dia, em Marabá, o 1º Congresso Regional das Apaes (Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e o 1º Fórum de Autodefensores. O evento foi realizado no auditório e salas da Faculdade Unopar e reuniu dirigentes das Apae local e dos municípios de Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Parauapebas, São Geraldo do Araguaia, Rondon do Pará,Tucuruí, Itupiranga e Novo Repartimento. O objetivo foi proporcionar formação, trabalhar com todas as unidades e com o município, a fim de mostrar a responsabilidade e a competência do movimento apaeano.

Como 6º Conselho Regional, foi a Apae de Marabá que organizou o primeiro congresso a partir da necessidade nacional: “Pelo fato de sermos federativos, rege o nosso Regimento Interno que, a partir deste ano, todas as regional farão seus congressos para proporcionar conhecimento aos seus sócios-contribuintes, assim como transmitir as atualizações e mudanças ocorridas no movimento”, informa Maria do Socorro Cavalcante, diretora da Apae local.

Segundo ela, em meio à crise econômica que assola o País, hoje as Apaes sobrevivem com dificuldade. No caso de Marabá, a instituição é sustentada pelos sócios-contribuintes, com a realização de eventos e coma parceria oficial apenas da prefeitura, uma vez que nem Estado nem União são parceiros.

Na avaliação do presidente da Apae de Marabá, Winston Diamantino, em verdade, há muitos recursos disponíveis no Estado e na União, porém a dificuldade de chegar a esses recursos é muito grande, não só pela intrincada burocracia oficial quanto pela ausência de informação. “A Apae tem um objetivo muito grande e acaba cumprindo um papel que seria dever Estado, justamente pela deficiência deste. Então, o desafio das Apaes é muito grande”, afirma ele.

Segundo Winston, o maior desafio da Apae Marabá hoje continua sendo financeiro, uma vez que, mesmo sendo “muito bem administrada”, a instituição, que tem 19 anos de existência e hoje mantém 500 alunos, tem uma fila de espera que representa o dobro desse número.

O presidente da Federação das Apaes do Pará, Emanoel Ó de Almeida, explica que o 1º Congresso Regional é uma etapa rumo aos congressos estadual e nacional, este a se realizar em Natal (RN). “O fundamento dos congressos regionais é a capacitação, para que a comunidade conheça o movimento apaeano, que luta sempre com muita dificuldade. Oferecer um serviço de qualidade e gratuito é muito difícil”, afirma ele.

Emanoel destaca que as Apaes precisam sempre da parceria da comunidade e do poder público e elogia o trabalho feito na regional: “Marabá e outros municípios da região estão evoluindo muito bem. É região com maior número de Apaes no Estado”, reforça.

Durante o dia acontecem atividades culturais envolvendo os alunos da Apae Marabá, além de palestras, mesas redondas e oficinas, tudo ministrado por psicólogos, pedagogos, professores e outros profissionais.

Saúde

Os desafios de quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e os serviços de saúde e educação, em Parauapebas, para esse público

O Blog apresenta a primeira de uma série de três matérias que apresentam os desafios enfrentados por quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e como é a sua rotina em Parauapebas.
Continua depois da publicidade

No domingo (2) será comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data instituída pela ONU. Para contribuir com a disseminação de informações sobre o assunto, o Blog fez uma série de três matérias que apresentam os desafios enfrentados por quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e como é a sua rotina. Nas matérias também serão informados os serviços nas áreas de educação e saúde, da rede pública e privada, ofertados para esse público em Parauapebas.

Segundo dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Um dos maiores desafios é o diagnóstico precoce, por conta dos diversos graus e da intensidade dos sintomas, que pode variar, “o grau do autismo pode ir, em uma escala, de zero à 200”, informou a pedagoga Adriana Mol, que atua no Núcleo de Apoio Psicopedagógico (Napp), da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e tem um filho diagnosticado com TEA.

“A criança no extremo do espectro tem seu comportamento bastante comprometido, enquanto a pessoa de grau leve pode ser extremamente brilhante. Enquanto alguns não falam nem se comunicam, outros autistas são muito inteligentes”, diz o doutor Estevão Vadasz, professor do Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP, no trecho de uma matéria intitulada “Um retrato do autismo no Brasil”, publicada na Revista Espaço Aberto, da universidade.

O autismo é uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo, o diagnóstico precoce é muito importante para o desenvolvimento da criança. “A falta de diagnóstico não impede de realizarmos o atendimento à criança, mas atrapalha muito em seu prognóstico terapêutico. O ideal é que esse diagnóstico seja fechado até os três anos de idade, para que se tenha condições de trabalhar melhor o desenvolvimento da criança”, informou a fonoaudióloga, Rita Maia, que já atendeu vários pacientes com TEA e atualmente é coordenadora da Rede de Atenção à Pessoa Com Deficiência, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Em Parauapebas, pais e familiares de autistas, têm se mobilizado e fundaram a Associação de Pais e Amigos dos Autistas (Apaut), há três anos. “Tocar a associação é um grande desafio, pois a maioria dos pais são consumidos pela rotina puxada de ter um filho autista e tem dificuldade de destinar tempo para as questões da associação”, relata o professor Nélio Mol, presidente da Apaut. A entidade vai promover, na próxima quinta-feira (6), um encontro municipal, na Câmara de Vereadores, a partir das 16 horas.

O caso do Félix

Félix Fernandes tem oito anos, ainda usa fraldas e não consegue falar nenhuma palavra ainda, apenas emite vários sons. Ele é filho do casal Paulo Félix dos Santos, de 33 anos, e Maria das Dores Silva, de 52 anos. Foi diagnosticado com TEA quando tinha um ano e meio, depois da família peregrinar por vários hospitais e clínicas.

“Com um mês ele dormia bem, mas depois dos dois meses e ele começou a se mexer muito, não dormia direito. Começou a andar com sete meses, era bem agitado. Depois de um tempo, eu andava com ele na rua e as pessoas diziam que meu filho era ruim do juízo e eu dizia que não, que meu filho era muito esperto”, relatou a mãe.

“Tivemos que ir para São Luís com ele, mas só em Santa Inês encontramos um médico que nos disse que o Félix era autista. Ele passou um medicamento para melhorar a inquietação dele e nos deu um laudo para aposentarmos nosso filho. Antes, os médicos achavam que ele era surdo, fizeram todo tipo de exame e ele não respondia. Depois que ele começou a tomar esse medicamento a gente percebeu que ele começou a gostar de desenhos na TV, e toda vez que passava alguma coisa que ele gostava, ele corria para assistir. Entendemos que ele não era surdo”, informou o pai.

O pequeno Félix começou a se desenvolver bem, de acordo com os pais, depois que entrou na Apae, em Parauapebas, ele tinha três anos na época. “Foi lá que ele entendeu quem era pai e mãe”, disse Maria das Dores ao relatar alguns dos resultados alcançados por seu filho a partir dos trabalhos terapêuticos desenvolvidos pela equipe da Apae.

“Infelizmente a Apae fechou e quebrou nossas pernas”, disse o pai. Até outubro do ano passado, Félix conseguiu fazer terapia com fonoaudióloga, psicóloga e terapeuta ocupacional no Centro de Reabilitação Precoce da Policlínica, inaugurado pela Prefeitura após o encerramento das atividades da Apae para o público infanto-juvenil.

Este ano, porém, em função de estudar pela manhã, a criança está sem apoio dessas terapias, fundamental para o seu desenvolvimento. O atendimento na Policlínica ocorre apenas no período matutino. No restante do dia Félix fica em casa, trancado, pois sua residência tem muros, mas não tem portões e ele tem o histórico de fugir. Sua mãe diz apresentar quadro de depressão em função da dificuldade de lhe dar com a criança. A família sobrevive da aposentadoria e também da venda de latinhas de refrigerante e cerveja, que encontram na rua.

O caso do Davi

“Quando meu filho tinha três anos, a professora e a psicopedagoga identificaram a dificuldade de interação dele com as outras crianças, assim como de aprendizado. Eu achava que ele era imaturo por causa do excesso de cuidado que eu tinha. Ele já conhecia as letras, os números e as cores, mas na escola agia de maneira diferente, como se não conhecesse. A escola me orientou a procurar um neuropediatra. O mesmo diagnosticou o TEA. Procurei uma segunda opinião, de uma médica mais conceituada, que confirmou o diagnóstico e explicou que se tratava de síndrome de Asperger, um grau mais leve do autismo. Não me desesperei ou fiquei triste. Procurei informações para entender o que é autismo” relatou Ana Cristina Costa de Sousa, que é técnica de mineração.

Davi, o filho da Cristina, fala e tem avançado no desenvolvimento por conta das atividades com terapeuta ocupacional, acompanhamento com psicóloga e fonoaudióloga, e claro, do apoio da família, parte dos tratamentos são bancados pelo plano de saúde, outra parte a família tem custear do próprio bolso. Além disso ele estuda normalmente, por tanto, uma rotina bem puxada. “Seria interessante ele fazer uma atividade física, natação, futebol, algo que melhorasse a coordenação motora, mas não consigo dar continuidade, porque não sobra tempo. Estou tentando me organizar”, disse a mãe.

Quando questionada sobre os principais desafios enfrentados, Cristina afirma que é “manter a continuidade das terapias necessárias para o desenvolvimento dele. Aqui na cidade até que temos bons profissionais, mas são poucos. A demanda é grande. Não há neuropediatra na região. A maioria de nós (pais de autista) têm que viajar por TFD para fora do estado. Fico pensando na dificuldade de quem não tem plano de saúde”.

Sobre a questão da aceitação da sociedade, ela diz que no princípio as pessoas não percebem que o Davi é autista, isto só ocorre com uma convivência mais frequente com ele, “eu sempre faço questão de dizer que ele é autista, para que não seja confundido com uma criança mal criada ou mimada demais, e aproveito pra explicar o que é o TEA”.

“Eu faço o possível para que no futuro meu filho seja um adulto funcional e autossuficiente. As terapias, as regras, o acompanhamento escolar, são muito importante para alcançar esse objetivo. Eu e o pai dele lidamos bem com isso, desde o início. Consideramos um privilégio ser pais de uma pessoinha tão especial e sincera. A convivência com o irmão caçula tem ajudado muito no desenvolvimento dele. Não ficamos tristes por ser pais de uma criança autista, pelo contrário, sentimos orgulho de sermos pais de uma pessoa que não sabe o que é ironia, fingimento e sempre expressa o que sente, características que não são muito comuns nos ditos normais”, finalizou a mãe.