Dnit vai contratar “gato” para cuidar da piorzinha do Norte

Trecho da BR-222, entre Dom Eliseu e Marabá, tem orçamento de R$ 206 milhões, dividido em dois lotes, para o período de três anos. Estrada figurou como 3ª pior ligação do Brasil em 2019.
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Quem acompanha o Blog do Zé Dudu deve se recordar de que, no último trimestre de 2019, este canal deu com exclusividade o resumo de um estudo realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), segundo o qual o trecho de 215 quilômetros de rodovia federal (BR-222) entre Marabá e Dom Eliseu é o 3º pior do país (relembre aqui). E não é que, agora, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) disponibilizou orçamento suficiente para dar uma geral naquela que foi considerada a piorzinha do Norte?

Esta semana, o Ministério da Infraestrutura publicou no Diário Oficial da União (DOU) o aviso de um pregão eletrônico (veja aqui) informando a quem interessar possa que a conferência das propostas comerciais para seleção da empreiteira responsável pela manutenção (conservação e restauração) da estrada será realizada no próximo dia 15.

Contrato previsto para ser executado em dois lotes (um trecho entre Dom Eliseu e Abel Figueiredo, passando por Rondon do Pará, de 129,5 quilômetros; e outro entre Abel Figueiredo e Marabá, de 98,2 quilômetros), o primeiro trecho do pacote foi orçado em R$ 77.385.053,02 e o segundo, em R$ R$ 64.424.477,94, totalizando R$ 141.809.531,96, tendo como referência o mês de julho do ano passado. No entanto, o valor global da licitação está disponibilizado em R$ 206.234.009,90, com atualização de janeiro deste ano.

Dezenas de postos de trabalho estão previstos para serem gerados durante os 1.185 dias do contrato, e quem ganhar será responsável por executar roçada mecanizada, tapa-buracos, remendos técnicos, reparos profundos e correção de defeitos com mistura betuminosa; caiação nos dispositivos de drenagem (sarjetas e meios-fios); capina manual ao longo de sarjetas e meios-fios; limpeza de bueiros e remoção de lixo/entulho da faixa de domínio; recomposição de sarjetas, meios-fios, descidas d’água e barreiras; limpeza, manutenção e recomposição de sinalização; e recuperação de áreas degradas com hidrossemeadura.