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Marabá

Audiência Pública vai discutir derrocamento do Lourenção na próxima segunda-feira

Evento será realizado no auditório do MPE, em Marabá, com a presença do titular da Setran, Pádua Andrade

O secretário de Estado de Transportes, Pádua Andrade, apresentará, na próxima segunda-feira (11), o projeto das obras de dragagem e derrocamento da via navegável do rio Tocantins – Pedral do Lourenção, durante audiência pública que ocorrerá às 9h, no auditório do Ministério Público do Estado do Pará, em Marabá.

O titular da Setran vai esclarecer à sociedade civil organizada, os benefícios da obra para a economia do Estado e da região para a vida do cidadão. Será a primeira de uma série de audiências que acontecerão antes do início das obras, previstas para julho deste ano. O evento será presidido pela promotora de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo, Josélia Leontina de Barro Lopes.

Segundo Pádua Andrade, a obra do Pedral do Lourenço parece simples, pois consiste basicamente em desgastar os pedrais que impedem a navegação de embarcações cargueiras durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso, mas é uma obra de grande envergadura, e que depende de muitos pontos para que, efetivamente, seja executada. “A navegação permanente na hidrovia Tocantins-Araguaia vai acelerar o desenvolvimento regional para a implantação de um novo conceito logístico que integrará a hidrovia aos modais rodoviário e ferroviário, garantindo o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral, dentre outras, dos Estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso”, pontua o secretário.

O titular da Setran destaca que a obra do Pedral do Lourenço ganhou importantes avanços com a atuação de Helder Barbalho, governador do Estado, na época ministro da Integração Nacional. “Ele que participou de diversas reuniões com o Dnit, cobrando celeridade no processo, inclusive as formas de agilizar o licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que contou com a participação de representantes do governo e da empresa responsável pelas obras”, ressalta Pádua Andrade.

Marabá

Obra na BR-155 deixa trânsito lento entre Marabá e Eldorado

Serviços iniciaram na segunda-feira, após princípio de rompimento de uma represa em uma fazenda no Km 311

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deve entregar nesta sexta-feira (7), as obras na BR-155, entre os municípios de Marabá e Eldorado dos Carajás. O trabalho é realizado para reparar os estragos causados pelas chuvas e evitar novos problemas.

Os serviços iniciaram na segunda-feira (4) para evitar as erosões que são corriqueiras e que acontecem principalmente devido ao período chuvoso. A obra começou após um princípio de rompimento de uma represa que fica no km-311, da rodovia, próximo a Marabá. Também é feita a colocação de uma tubulação nova.

Segundo DNIT, por conta da obra, o trânsito é desviado por uma pista improvisada que fica na lateral da via. Os trabalhos têm causado transtornos principalmente no horário da noite. Os motoristas reclamam que precisam andar em uma velocidade reduzida, fazendo com que o trânsito fique bastante lento. A previsão é que o DNIT conclua a obra nesta sexta-feira (7).

Em abril de 2018, uma caçamba caiu numa cratera que se abriu no km 166 da rodovia BR-155, próximo ao município de Xinguara. O veículo foi levado pela água. A estrada cedeu e ficou interditada após chuvas fortes na região. O buraco na rodovia não suportou o volume de água e rompeu.

Marabá

“Se invadirem minha fazenda, eu meto bala mesmo”, diz Geraldo Capota

Pecuaristas fazem manifestação em frente ao Fórum de Marabá e querem blindar suas propriedades de invasores

Motivados pelo discurso do atual presidente da República de que “sem terra são bandidos” e que não vai tolerar ocupações de propriedades rurais, um grupo de pecuaristas de várias partes do Estado está reunido em uma manifestação em Marabá para mostrar à sociedade que não vão tolerar ocupação de suas fazendas.

O protesto pacífico está ocorrendo na frente da sede do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), na BR-230, que por sua vez fica localizado em frente o Fórum da Comarca de Marabá. Desde as primeiras horas da manhã eles estão com três grandes tendas armadas ao lado da rodovia federal, para onde levaram dezenas de cadeiras, trio elétrico, churrasco (em abundância) e diversas faixas espalhadas estrategicamente para que quem ser lida por quem passa nas duas pistas.

O imenso espaço existente na frente do DNIT mais parece uma concessionária multimarcas, com dezenas de camionetes adesivadas com os motivos do protesto. Com mais de 30 anos de atuação na região, o pecuarista Geraldo Capota, atualmente vice-presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Curionópolis, é um dos líderes do movimento e alega que o ex-governador Simão Jatene fez muito mal para os produtores do campo, sendo omisso na determinação e envio de tropas estaduais para cumprir as reintegrações de posse determinadas pela Justiça.

Capota diz que a manifestação que está ocorrendo em Marabá é apenas a primeira de uma série que eles pretendem realizar e estavam programadas desde que Jatene deixou o governo do Estado. “Hoje, temos esperança de que o atual governador, Helder Barbalho, faça prevalecer a lei e freie as ocupações de propriedades rurais”, disse ele.

Questionado pela Reportagem do Blog sobre o tempo que pretendem realizar a manifestação, Geraldo Capota não deu pistas e explicou apenas que a manifestação desta quinta-feira não é composta pela “massa” dos pecuaristas, mas por lideranças de vários municípios do sul, sudeste e até oeste do Pará, que têm uma extensa pauta para discutir relacionada à invasão de terras. “Os assuntos aqui discutidos serão levados ao governador Helder Barbalho e repassados aos produtores pelos líderes imediatos representados neste ato”, ressaltou.

Também indagado se a manifestação ocorre em frente o Fórum para pressionar a Justiça em função das recentes ocupações de fazendas e ainda em relação à prisão do pecuarista José Iran Lucena e seu filho Mateus Lucena, Capota negou que essa seja a intenção e ponderou que “justiça não se pressiona e tem de ser livre”.

Ele justificou que a escolha pelo local da manifestação se deu em virtude de ser um espaço de grande visibilidade, contar com uma ampla área de estacionamento e oferecer fácil acesso aos produtores que chegam dos diversos municípios do Estado. “A margem desta rodovia é uma vitrine, todos estão vendo nossa manifestação e devem entender o que está acontecendo”.

Na avaliação do pecuarista, o clima está começando a melhorar (para eles), observando que as duas invasões ocorridas este ano já foram desmobilizadas dentro do chamado esbulho possessório, em que a DECA (Delegacia de Conflitos Agrários) de Marabá agiu com celeridade e negociou a retirada dos ocupantes dentro do prazo de 24 horas, sem recorrer à justiça.

Sobre a prisão de José Iran, Capota avalia que ele agiu corretamente e apenas disse aos invasores que estavam na porta de sua fazenda que se entrassem lá morreriam. “Hoje, se entrarem na minha propriedade eu meto bala. Isso está na Constituição. O direito à propriedade é sagrado”, enfatizou.

Leia também aqui no blog uma nota divulgada hoje e assinada por quatro entidades que representam os trabalhadores rurais.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Rio Tocantins

Obras do Pedral do Lourenço já têm cronograma previsto: 1º de setembro de 2019

Blog mergulhou nos estudos do empreendimento, que terá três frentes de trabalho para dragagem e derrocamento. Dezenas de empregos serão gerados. Quando o serviço estiver concluído, hidrovia dará passagem a mais de 30 milhões de toneladas de commodities.

Está na mesa de analistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) das obras de dragagem e derrocamento da via navegável do Rio Tocantins, um projeto antigo e popularmente conhecido por derrocamento do Pedral do Lourenço — mas que não é só isso. O Ibama precisa analisar os documentos que consubstanciam o licenciamento ambiental da empreitada de autoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que contratou o consórcio DTA & O’Martin, cuja empresa líder é a DTA Engenharia, para a realização do estudo ambiental.

O Blog do Zé Dudu baixou a tonelada de relatórios entregues ao Ibama e disponibilizados em meio virtual desde o dia 23 de outubro do ano passado e levantou, no volume 1 do EIA, o cronograma completo previsto para o desbravamento das pedras que se ergueram no meio do rio. Está na página 267: se a Licença de Instalação sair até 31 de agosto, no dia 1º de setembro o consórcio DTA coloca o bloco no rio e inicia a mobilização para as obras de dragagem e derrocamento, que têm duração prevista de 913 dias.

Segundo o Dnit, o projeto tem o objetivo de aumentar a eficiência do transporte fluvial no trecho entre os municípios paraenses de Marabá e Baião, oferecendo segurança às embarcações de grande porte, responsáveis pela condução de cargas. Para a ampliação da via navegável serão necessários o aprofundamento do canal de navegação em alguns trechos localizados a montante e jusante do reservatório de Tucuruí (chamado de dragagem) e a transposição do Pedral do Lourenço localizado próximo à localidade da vila Santa Terezinha do Tauiri (chamada de derrocamento).

Dragagem e derrocamento

Conforme o Dnit, o empreendimento é dividido em três trechos: o Trecho 1 (obras de dragagem), de 52 quilômetros, entre os municípios de Marabá e Itupiranga; o Trecho 2 (obras de derrocamento), de 35 quilômetros, entre os distritos de Santa Terezinha do Tauiri e a Ilha do Bogéa, nos limites do município de Itupiranga; e o Trecho 3 (obras de dragagem), de 125 quilômetros, entre os municípios de Tucuruí e Baião.

A dragagem é uma técnica de engenharia utilizada para remoção de materiais, solo, sedimentos e rochas do fundo de corpos de água, que se vale de equipamentos chamados de dragas. Ela vai custar R$ 39.082.263,19. Os serviços de dragagem vão ser realizados entre março e outubro para não interferirem no período de defeso (de novembro a fevereiro).

Já o derrocamento é a retirada de material pedregoso que compõe naturalmente o leito do rio e vai custar R$ 508.445.135,71. Essa demolição da área de pedrais do canal de navegação, com 100 metros de largura, será feita por meio de detonações associadas ao uso de escavadeiras hidráulicas de grande porte para remoção e carregamento do material detonado. O cronograma de trabalho prevê 30 meses para o derrocamento, a partir da Licença de Instalação.

Em termos didáticos, de dentro do Rio Tocantins, no trecho de 35 quilômetros que corta Itupiranga, serão retirados o equivalente a 1,26 bilhão de toneladas de pedregulho — mais ou menos metade do que resta de minério de ferro na Serra Norte de Carajás, em Parauapebas. As áreas de bota-fora estão localizadas no próprio leito do rio, mas se o transporte dessa carga de pedras tivesse de ser feito, por exemplo, pela Estrada de Ferro Carajás, o trem da mineradora Vale gastaria o equivalente a nove anos para concluir o serviço. A missão é longa.

Aumento da produtividade

Toda essa megaempreitada vai tornar a navegação segura num trecho de 560 quilômetros — de Marabá até o porto da vila do Conde, no município de Barcarena — e também possibilitar a conexão em seu curso com as malhas ferroviárias e rodoviárias, formando um corredor multimodal. Para o Governo Federal, interessado na obra, essa condição é determinante para a atração de novos investimentos, tais como a instalação de novos portos, que podem favorecer a logística com planejamento, eficiência e ganhos em custo de transporte.

Uma vez concluídos os trabalhos, é estimado que o transporte de cargas pela hidrovia Araguaia-Tocantins, partindo-se de Marabá, chegue a 30 milhões de toneladas em 2030, ampliando-se para 32,5 milhões de toneladas um ano após. Aço, minérios, carvão, soja, farelo de soja e milho serão as commodities que terão lugar cativo. De acordo com o consórcio DTA & O’Martin, a ampliação da via navegável também possui potencial de dinamização da produção rural dos municípios que margeiam o Rio Tocantins.

Empregos a serem criados

O Blog do Zé Dudu também levantou oficialmente quantos postos de trabalho a missão no Rio Tocantins vai gerar. Para cada etapa ou trecho do empreendimento, vários profissionais serão escalados. São previstas 72 oportunidades para os serviços de dragagem, com funções para a execução em rio (30), no canteiro flutuante (30) e administrativas (12). Os profissionais mais demandados serão marinheiro fluvial de convés, piloto fluvial e vigia.

Na etapa de derrocamento, 87 vagas serão preenchidas, com destaque para o cargo de marinheiro, que vai recrutar 18 profissionais. Também serão necessários oito apontadores, seis operadores de perfuratriz, cinco auxiliares de serviços gerais, cinco técnicos de segurança do trabalho, quatro auxiliares de bláster e quatro engenheiros de produção.

Confira a lista completa de oportunidades!