Desmatamento: veja quais municípios paraenses se destacam

Eldorado do Carajás tem situação mais crítica no sudeste do Pará. São Domingos do Araguaia, Abel Figueiredo, Tucumã e Sapucaia vêm em seguida. Ganância por gado fez mata virar pasto.
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Em uma década, o Pará viu sucumbir à ganância de pecuaristas e madeireiros uma área de floresta amazônica praticamente do tamanho do estado de Alagoas. Foram derrubados 26.179 quilômetros quadrados de vegetação nativa, levando ao sumiço espécies da fauna e da flora, muitas das quais provavelmente desconhecidas pela ciência. As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu, que vasculhou dados recém-divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o ano de 2019.

Até o ano passado, o desmatamento havia feito sumir do mapa 271.863 Km2 de floresta amazônica dentro do Pará. Dez anos antes, em 2009, a extensão do desmatamento era de 245.684 Km2. De 2018 para 2019, o Pará teve devastados 4.469 Km2, praticamente três cidades do tamanho de São Paulo, a maior do mundo ocidental.

Entre os municípios campeões de desmatamento no estado, São Félix do Xingu, rei nacional em rebanho bovino, também ostenta o recorde de 19.278 Km2 de floresta colocados no chão. É praticamente o dobro do segundo colocado, Altamira, que perdeu 9.737 Km2. Paragominas, com 8.818 Km2, e Marabá, com 8.795 Km2, também apresentam números expressivos.

Das dez localidades que mais perderam áreas de vegetação no Pará, sete estão localizadas no sudeste do estado e todas estão entre as gigantes da pecuária nacional. Nesse ranking aparecem, além dos quatro já citados, os nomes de Novo Repartimento (8.268 Km2), Cumaru do Norte (7.411 Km2), Santana do Araguaia (7.275 Km2), Novo Progresso (6.490 Km2), Pacajá (6.239 Km2) e Santa Maria das Barreiras (5.984 Km2). Como esses municípios têm área territorial gigante, aparentemente a extensão dos desmatamento pode dar a impressão de que os números são pequenos, o que é grave

Em termos proporcionais, diga-se de passagem, cinco dos dez municípios que mais perderam suas áreas de floresta também estão no sudeste do estado. A situação mais crítica na região é a de Eldorado do Carajás, onde praticamente 93% da floresta amazônica já virou pasto ou poeira. A extensão de vegetação nativa que ainda resiste em Eldorado, de 210 Km2, é do tamanho de cinco cidades de Parauapebas. É pouco para quem um dia já teve 13 vezes essa área em tapete verde.

Confira a lista dos dez municípios que, proporcionalmente, mais perderam vegetação amazônica no estado.

1º) Mãe do Rio: 95,52%

2º) Eldorado do Carajás: 92,93%

3º) São Domingos do Araguaia: 92,85%

4º) Abel Figueiredo: 92,84%

5º) Bonito: 92,20%

6º) Tucumã: 91,56%

7º) Santa Luzia do Pará: 91,49%

8º) Santa Maria do Pará: 90,39%

9º) Sapucaia: 90,05%

10º) Garrafão do Norte: 89,28%

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