A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. Mas poderia ter sofrido menos. Os argentinos tiveram um expulso no fim do tempo regulamentar. O que só aumentou o domínio absoluto do time espanhol da partida. Foram 19 finalizações até o chutaço de Torres furar o gol de Dibu no segundo tempo da prorrogação.
Primeiro tempo
Em menos de quatro minutos, Lamine Yamal entrou duas vezss na área da Argentina com a bola dominada. A finalização de perna esquerda foi desviada e depois defendida por Dibu. Na outra chance, cruzou fraco.
Nos primeiros 30 minutos, o jogo de controle da Espanha não foi muito além disso. Paciência e toque de bola, mas pouca contundência.
Do lado da Argentina, muito pouco também. Messi tentou alcançar uma bola que Unai Simón logo saiu para cortar. Mas a Scaloneta terminou a primeira etapa sem qualquer tentativa de finalização.
Nos minutos finais da primeira etapa, a melhor versão da Espanha ameaçou em triangulação que terminou com calcanhar de Olmo para Oyarzabal, que bateu de primeira para boa defesa de Dibu.
Segundo tempo
Com duas substituições – Otamendi entrou no fim da primeira etapa e Paredes no intervalo (saíram Lisandro Martínez e Nico González) -, a Argentina tentava respirar em vão no início da segunda etapa. Com poucos segundos, Baeana roubou a bola logo e chutou para o gol.
Scaloni mexeu mais uma vez antes dos 10 minutos de segundo tempo, mas a pressão espanhola não cessava. Olmo chutou com perigo para outra defesa de Dibu. O time de De La Fuente chegou em linda troca de passes duas vezes, desde o meio de campo até a área. Otamendi cortou em uma e Montiel em outro lance. Em outra boa subida, Yamal cruzou e Fernan Torres – que substituiu Oyarzabal – cabeceou em cima do goleiro argentino.
De La Fuente colocou Nico Willian e Merino aos 29 minutos. O jogo continuava de um time só, mas faltava eficiência ao controle total da Espanha – foram 13 finalizações, mas poucas chances claras, daquelas que o coração sai pela boca do torcedor.
A única chance argentina veio numa rara troca de passes e cruzamento fechado de Simeone, que Unai Simón pegou bem. Nos acréscimos, Enzo Fernández recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Antes da prorrogação, Yamal bateu falta com perigo, mas Dibu espalmou.
Prorrogação
Com um a mais, a primeira chance espanhola parou em quase milagre de Dibu. Nico Williams não cabeceou em cheio e perdeu a chance. No lance seguinte, Merino girou na área e Williams marcou na sobra, mas o árbitro anulou. Marcou falta de ataque.
O drama espanhol aumentou quando Merino perdeu uma chance incrível, a mais limpa da Espanha, em cruzamento de Nico.
Mas logo nos primeiros segundos da segunda etapa da prorrogação, depois de 105 minutos de domínio e 19 finalizações, Lamine Yamal cruzou, Nico arrumou e Torres afundou a Argentina para o vice-campeonato.
Os melhores
Além do cobiçado troféu e Campeão do Mundo, Espanha também levou os troféus de:
- Melhor Jogador Jovem – Pau Cubarsí, 19 anos;
- Luva de Ouro – O goleiro Unai Simón; e
- Bola de Ouro – Rodri.
O mundo é da Espanha pela segunda vez. E em 2030 a Copa é lá.
(Fonte: G1)





