Denúncia leva Ministério Público a órgãos da Prefeitura de Tucuruí

Servidor da Autarquia Municipal Nossa Água delatou a distribuição de formulários a comissionados, os quais deveriam preenchê-los com dados eleitorais, sob pena de demissão
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O juiz da Comarca de Tucuruí, Thiago Cendes Escórcio, concedeu nesta quinta-feira (12), Tutela de Urgência de Busca e Apreensão no prédio da Autarquia Municipal Nossa Água, na sede da Prefeitura de Tucuruí, na Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Obras. A ordem foi cumprida pelo Ministério Público do Estado do Pará, autor da ação, que investiga uma espécie de “cadastro eleitoral” ordenado pelos agentes públicos.

Até o fechamento desta matéria, o Ministério Público não detalhou a ação de busca e apreensão e a Prefeitura de Tucuruí não se manifestou sobre o assunto. A Reportagem apurou que o MP recebeu uma denúncia anônima de um servidor comissionado.

 O site do Sistema Floresta de Tucuruí informou, baseado na denúncia, que o diretor da Autarquia Municipal Nossa Água, Rildo Nazareno, teria reunido todos os servidores municipais lotados no órgão, com o objetivo de entregar-lhes uma espécie de formulário de preenchimento com dados de eleitores municipais. Na ocasião, teriam sido entregues dez desses papeis por servidor, para preenchimento de campos como o nome, número do título de eleitor, endereço, estado civil outros eleitores da residência.

De acordo com o denunciante, após o preenchimento dos formulários, esses seriam entregues ao prefeito. Nazareno teria alertado que, caso os formulários não fossem devidamente preenchidos, pelos servidores ocupantes de cargos comissionados, estes seriam imediatamente exonerados.

O denunciante informou ainda que, na sala do referido diretor da Autarquia Municipal se encontravam diversas fichas cadastrais, muitas delas já preenchidas pelos servidores. E que o fato poderia estar ocorrendo em outras secretarias da prefeitura.

O promotor Francisco Charles não detalhou a operação. Ele deve falar à Imprensa ainda hoje. Todo o material apreendido na ação será analisado pelo MP. Não houve prisões durante a operação.

(Antonio Barroso)

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