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Debate: ataques no ar, simpatia nos bastidores

Impossibilitado de ver o debate pois Parauapebas não recebe mais o sinal da RBA, transcrevo texto publicado hoje no Diário do Pará sobre o evento acontecido ontem em Belém nos …

Impossibilitado de ver o debate pois Parauapebas não recebe mais o sinal da RBA, transcrevo texto publicado hoje no Diário do Pará sobre o evento acontecido ontem em Belém nos estúdios da RBA que mostra como deve ser feita a política, sempre no campo das ideias :

O debate da RBATV foi o primeiro a reunir os quatro deputados que presidem as frentes a favor e contra a criação dos Estados de Carajás e do Tapajós. O encontro aconteceu um dia após o programa da Frente Pró-Carajás ter feito críticas diretas ao governador do Pará, Simão Jatene. Como todas as frentes são presididas por deputados aliados ao Jatene, o clima inicial foi de tensão. O deputado federal que preside a Frente Pró-Tapajós, Lira Maia (DEM), e o deputado estadual João Salame (PPS), presidente da Frente Pró-Carajás, foram os primeiros a chegar ao prédio da RBA. Antes do debate, ainda se reuniram com o marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela campanha do ‘Sim’, para as últimas instruções.

Lira Maia surpreendeu ao chegar acompanhado da prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins (PT), sua adversária histórica em Santarém. Os dois estão em armistício para divulgar a tese separatista. Os presidentes das frentes contra a criação do Tapajós e do Carajás, deputado estadual Celso Sabino (PR) e deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), chegaram em seguida, acompanhados pelo marqueteiro Orly Bezerra, um dos responsáveis pela campanha do ‘Não’. Os quatro foram recebidos pelo diretor-geral do grupo RBA, Camilo Centeno, e pelo diretor-presidente do DIÁRIO, Jader Barbalho Filho.

Apesar da tensão inicial e dos ataques feitos em perguntas, réplicas e tréplicas, o clima, ao final, foi de confraternização. Os deputados Lira Maia, João Salame, Zenaldo Coutinho e Celso Sabino trocaram cumprimentos e todos disseram estar satisfeitos com o debate.

“Tivemos oportunidade de mostrar que essa divisão interessa a apenas meia dúzia de políticos oportunistas”, disse Sabino. Para Zenaldo, o grupo do ‘Sim’ “insistiu em repetir propostas indecentes”. “Mas a população já está vacinada. A prova mais evidente são as pesquisas. A gente tem se baseado em dados oficiais, e não em estudos encomendados”, afirmou Coutinho.

O presidente da Frente Pró-Carajás, João Salame, foi indagado sobre as relações com o governo após o programa que criticou Simão Jatene e disse não ver problemas. “Estamos debatendo é se a criação dos novos Estados é boa ou não. Não estamos debatendo se somos contra ou a favor do governo. Sou aliado. Não sou serviçal. Até onde está aliança for interessante para o governador e para mim, para nosso partido, continuaremos juntos sem problema nenhum”.

Para Lira Maia, a divisão é um sonho de muitos anos. “O próprio governador deveria ser ‘Sim’ porque a nossa proposta traz de fato uma solução para os problemas do Pará.”

MARQUETEIROS

Diferente da hostilidades esperada, os marqueteiros Duda Mendonça e Orly Bezerra deram um show de civilidade. Trocaram cumprimentos, falaram de amenidades e até posaram, juntos, para fotos. Duda reclamou que está há vinte dias sem sair do hotel. Orly provocou: “A campanha deve estar dando trabalho, não é?”

Indagados sobre a avaliação dos deputados, o baiano Duda disse que os deputados do ‘Sim’ venceram todos os blocos do programa, segundo os quatro grupos de pesquisa qualitativa contratados por ele. Orly Bezerra confessou que tinha apenas um grupo de pesquisa, mas garantiu que, pela avaliação desse grupo, os deputados do ‘Não’ é que venceram.

Para Duda, o resultado ainda pode surpreender. “Quem diz quem vai vencer é o povo”, disse, referindo-se às pesquisas que indicam a vitória do ‘Não’. “Fizemos o melhor que pudemos e acho que essa é uma eleição que pode surpreender”, concluiu. Para Orly Bezerra, o debate foi bom para esclarecer o eleitor. “Mas não acredito que vá influenciar no resultado”. (Diário do Pará)

14 comentários em “Debate: ataques no ar, simpatia nos bastidores

  1. Gleydson Responder

    Duda Mendonça já jogou a toalha e voltou para a Bahia. O desespero dos separatistas começa a dar resultado: Simão Jatene ganhou 10 minutos de direito de resposta na TV e 20 minutos no rádio. A continuar o destempero deles, a propaganda na TV e no Rádio não chegará ao fim.

  2. João Presunto Responder

    Debate evidencia embuste do sim
    O embuste condimentado com a mediocridade. Assim pode ser resumido o que de mais visível emergiu do discurso separatista, no debate promovido pela TV RBA na noite desta última quinta-feira, 1º de dezembro, reunindo lideranças das frentes contra e a favor da divisão do Pará, para a criação dos Estados do Tapajós e de Carajás. Do debate participaram o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB) e o deputado estadual João Salame (PPS), contra e a favor da criação de Carajás, respectivamente. A eles se somaram o deputado estadual Celso Sabino (PR) e o deputado federal Lira Maia (DEM), respectivamente, contra e a favor da criação do Tapajós.
    Dos debatedores destacou-se, positivamente, Zenaldo Coutinho, que revelou-se mais convincente, inclusive driblando, com sagacidade, seus vínculos com os sucessivos governos do PSDB no Pará, de 1995 a 2006, cujo mais visível legado, além de obras faraônicas, foram índices sociais pífios. Índices que a ex-governadora petista Ana Júlia Carepa, cuja gestão se estendeu de 2007 a 2010, repassou de volta a quem sucedera e pelo qual foi sucedida, o governador tucano Simão Jatene, o Simão Preguiça, eleito em 2010 para um segundo mandato, depois de ter governado o Pará de 2003 a 2006.
    Zenaldo, é verdade, acabou favorecido pelo desempenho inocultavelmente medíocre de João Salame, pouco convincente na tentativa de apresentar-se como um político aguerrido e identificado com as causas populares, além dos estreitos limites de suas conveniências. Pretender ostentar esse tipo de perfil soou como o erro crasso do líder do PPS na Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, a despeito do seu colossal coeficiente de desfaçatez, capaz de fazê-lo trombetear austeridade, mesmo quando convive, silente, com a corrupção. Tal qual ocorreu, por exemplo, quando foi 1º vice-presidente da Alepa, na mesa diretora presidida pelo então deputado Domingos Juvenil (PMDB), protagonista de uma das mais corruptas administrações do Palácio Cabanagem, como evidenciam as investigações do Ministério Público Estadual.
    Salame acabou por tropeçar nas próprias pernas. Vociferou contra a Lei Kandir, que isenta de ICMS, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, os produtos e serviços destinados à exportação. A lei, que penaliza o Pará, foi criada em 1996, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de cuja base de sustentação parlamentar figurava o PPS do ilustre deputado. A emenda foi pior do que o soneto, quando o parlamentar jactou-se de se opor a Lei Kandir, como se Salame, na época, tivesse alguma relevância política. De resto, ele não explicou como um Estado que nasceria deficitário, como seria o caso de Carajás, conseguiria driblar a Lei Kandir, na contramão das conveniências do governo federal.

  3. Francisco Guedes Responder

    Depois de assistir aos dois debates na Tv cheguei a uma conclusão: estou indo para Belém me engajar na luta pelo “NÃO”. Ficou mais do que claro que os representantes das frentes do “Sim” só estão pensando em benefício próprio, já sonhando com o governo dos pretensos estados, e não souberam esclarecer baseado em que Lei eles esperam multiplicar os recursos na região. Eu não sou palhaço!

  4. Claudia Responder

    Estou realizada, a caminhada em prol do Carajás e Tapajós fui um sucesso, esteve presentes a população, funcionários públicos, lideres religiosos, autoridades politicas, empresários e comerciantes de vários seguimentos da sociedade..Dom Eliseu vota SIM para CARAJÁS E TAPAJÓS….

  5. osvaldinho Responder

    o que os preguiçosos de belem querem mesmo e ficar naquela preguiça que so eles tem, e povo do sul do pará trabalhado pra sustentar politico pra desviar dinheiro da ALEPA, vamos montar uma portaria na divsa do estado de carajs e proibir esse povo de belem entar aqui, bando de desinformado, se o governo nao tem 60 reais para complementar salario dos professores, imagine reformar ponte no sul do pará, depois vem com coversa fiada de taxa sobre minerio, nos aguardamos esse politicos em suas proximas reeleições. sim sim sim sim 77

  6. kennedy Responder

    Puts, os caras já estão prometendo dádivas, deviam aguardar a votação pelo menos, para a partir daí planejar ou juntar os cacos.

  7. Luana Responder

    Zé, acho teu blog ótimo, mas realmente não tenho mais paciência para ler as bobagens que este povo do Não escreve aqui. Cheguei à conclusão de que quem mais perde se a divisão não ocorrer são os próprios paraenses de Belém. Nós, do Sul e Sudeste não temos medo de trabalhar, de cultivar a terra, de criar alternativas, enfim, somos capazes de construir nosso futuro, independente de onde estejamos. Já o pessoal de Belém e arredores não sabe o que fazer com a terra, só sabem mesmo é plantar mandioca e colher açaí. Por isto, estão sofrendo muito com a miséria, agora que a natureza já não é tão abundante e até o peixe está em falta. Sinceramente, não sei para que querem tanta terra, se não sabem o que fazer com ela e nem tem vontade de aprender. Depois que esta confusão acabar. devo voltar ao blog, porque sempre tem coisas interessantes. Por ora, cansei da absurda grosseria deste povo de Belém e acho que só Freud pode explicar como é que ainda se consideram um povo alegre e hospitaleiro.

  8. Brava gente Responder

    Engraçado que falam que o CARAJAS nascerá pobre, ENTAO PORQUE DIZEM QUE ESTAMOS ROUBANDO AS RIQUEZAS DELES?

    Eu voto SIM 77, eu voto pelo povo e não pelos politicos.

  9. anônimo Responder

    O pretenso Estado de Carajás já nesceu morto. Todos sabiam, inclusive os políticos separatistas. Estes ganharam “fermento” pras proximas eleições… tudo jogo de cintura “para inglês ver”.

  10. Eudes Responder

    o mais hilário foi ver o Lira Maia, com aquela cara de mordomo do Capeta, se comparando ao Jucelino kubitchek e dizendo que vai governar (já se considerando o “governador do Tapajós”!) dentro de um acampamento. Meu Deus do céu, e tem gente levando a sério esses caras!

  11. Senna Responder

    Pelo que se viu o Dep. João Salame quer mesmo é ser governador do pretenso estado de carajás. Prometeu hospitais, escolas, etc…. Espero que ele continue apoiando o governo que ele elegeu e lute para que o sudeste do Pará tenha mais sorte nos projetos e obras.
    Quando se realaciona à divisão o Dep. não evolui, acho mesmo que as argumentações se esvairam.
    Quanto a Duda (não confunda com Dudu) “macaco do c.. pelado”, depois de veicular os tapas, agora ataca de amenidades com os meninos… Está certo Conselho Tutelar? é um caso para ver no ECA, ou não?
    NÃO e NÃO! NINGUÉM DIVIDE O PARÁ!

  12. Gleydson Responder

    Zé dudu, pena que você não pôde transcrever a foto ilustrativa da matéria no “Diário” em que mostra os 4 representantes das frentes sorrindo e aos afagos como se fossem velhos companheiros! A agressividade na propaganda eleitoral não esconde que de fato, todos são raposas velhas que se conhecem e se admiram multuamente nas suas respectivas casas.

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