Com 7ª pior expectativa, paraense vive 4 anos a menos que média nacional

Entre municípios do Pará, só Novo Progresso, Belém e Ananindeua tinham longevidade acima da média brasileira no censo 2010. Além disso, mortalidade infantil é quase dobro da capixaba.
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Em 2018, a expectativa de vida de um homem do Pará era de 68,7 anos e de uma mulher, 76,7 anos. Essa suposição numérica de quanto uma pessoa pode viver, do nascimento a morte, está abaixo da média nacional, cujo resultado é 72,8 anos para homem e 79,9 anos para mulher. Na média, um cidadão paraense qualquer vive 72,5 anos, cerca de quatro anos a menos que um brasileiro de outras regiões, que vive 76,3 anos. Esse é um panorama que revela o baixo grau de desenvolvimento humano e progresso social do Pará, estado que parece ter parado no tempo no quesito qualidade de vida.

As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu, que analisou os números da “Tábua Completa de Mortalidade”, levantamento anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que projeta e revisa tendências demográficas. Os resultados da pesquisa foram apresentados ontem (28) e não fazem recorte por município. No ranking das Unidades da Federação, o Pará tem a 7ª pior expectativa de vida. Só no Maranhão (71,1 anos), Piauí (71,4), Rondônia (71,7), Roraima (72,1), Alagoas (72,3) e Amazonas (72,4) se vive menos.

Para quem já chegou a 60 anos no Pará, a boa notícia é que poderá viver, em média, mais 20,6 anos, ou seja, marchar ao menos até os 80 anos. Se for homem, no entanto, viverá até 78,9 anos, no máximo. Mas se for mulher, certamente chegará a 82,3 anos. Nos anos de 1980, a probabilidade de um paraense com 60 anos chegar aos 80 era de 37,5%, sendo que as chances para o homem eram ainda piores: 32%. Hoje em dia, a possibilidade subiu para 52,8%, de modo que 59,8% das mulheres com 60 anos com certeza vão até, pelo menos, 80.

Outro aspecto relevante da Tábua de Mortalidade é a taxa de mortalidade infantil. De acordo com o IBGE, a mortalidade das crianças menores de 1 ano é importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região. Enquanto a menor taxa foi encontrada no Espírito Santo (8,1 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos), no Pará a incidência foi de 15,6, quase o dobro da capixaba. No Brasil, a taxa de mortalidade média é de 12,4 óbitos entre cada mil nascidos vivos.

Longevidade nos municípios paraenses

O Blog do Zé Dudu foi atrás dos números oficiais de expectativa de vida nos municípios brasileiros, ainda decorrentes do censo de 2010 e que serão revisados apenas ano que vem, por ocasião do censo de 2020. Segundo o IBGE, os municípios paraenses com maior longevidade são Novo Progresso (74,66 anos), Belém (74,33), Ananindeua (74,24), únicos a superar a expectativa de vida média do Brasil à época, de 73,94 anos. Na sequência aparecem Tucumã (73,76 anos), Altamira (73,64), Almeirim, Parauapebas, Brasil Novo (empatados com 73,55) e Curionópolis (73,53).

Por outro lado, dos dez municípios com menor expectativa, cinco estão no sudeste do estado (Goianésia do Pará, Brejo Grande do Araguaia, Novo Repartimento, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia). Por ordem, a menor longevidade é em Santa Luzia do Pará (68,41 anos), Ourém (68,63), Quatipuru (68,89), São Domingos (69,25), Concórdia do Pará (69,45), São João (69,47), Repartimento (69,48), Igarapé-Açu (69,55), Brejo Grande (69,57) e Goianésia (69,58).

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