Atividade industrial do Pará tem crescimento mais intenso do país em agosto

Taxa de 9,8% de um mês para outro é robusta, mas não consegue cobrir perdas de períodos anteriores. Indústrias de transformação e alimentos são as que mais contabilizam baixa intensa
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Com avanço de 9,8% de julho para agosto, a maior economia da Região Norte foi o estado que apresentou o maior crescimento relativo na produção industrial. O desempenho do Pará é puxado pela forte produção de minério de ferro nas serras Norte e Sul de Carajás, situadas respectivamente nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás.

As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu, que analisou os indicadores da Pesquisa Industrial Mensal da Produção Física (PIM-PF) por regiões liberada na manhã desta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, além do Pará, outros 11 locais pesquisados — de um total de 15 — apresentaram crescimento da atividade fabril.

Na média, o Brasil cresceu 3,2% em agosto, mas outros seis estados registraram taxas de avanço ainda maiores: Santa Catarina (6%), Ceará (5,7%), Rio Grande do Sul (5,2%), Amazonas (4,9%), São Paulo (4,8%) e Rio de Janeiro (3,3%). Por outro lado, os estados de Pernambuco (-3,9%), Espírito Santo (-2,7%) e Minas Gerais (-0,4%) reportaram queda no desempenho.

Apesar do bom desempenho do Pará de um mês para outro, o cenário ainda é complexo em decorrência da pandemia de Covid-19. A produção de agosto deste ano, por exemplo, ainda foi 1,8% menor que em relação a agosto de 2019. Já no acumulado de 2020, de janeiro a agosto, a queda é de 1,9%. E para o período de 12 meses corridos, a baixa na atividade é de 1,8%.

No Pará, a indústria extrativa mineral tem reagido com bastante vigor no segundo semestre, mas as indústrias de transformação, de bebidas e, principalmente, de alimentos lutam para se recompor dos efeitos nefastos impostos pelo coronavírus na primeira metade do ano, quando, no auge da pandemia, muitos estabelecimentos foram obrigados a paralisar produção e dispensar empregados.

O Blog apurou que a indústria alimentícia paraense, por exemplo, registrou queda de 44,9% na comparação com agosto do ano passado e a de transformação, 17,9%. Por outro lado, a produção de bebidas cresceu 17,7% e a extração de minérios, 0,3%.