Atividade da indústria paraense cai em setembro, diz IBGE

Queda é puxada por produção de manganês, ferro-gusa e madeira compensada. Em 9 meses, retração é de 0,5%, mas ainda pode ser revertida nos dados finais do último trimestre de 2020.
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Em setembro, o Pará apresentou retração de 2,8% na atividade de seu parque industrial, altamente centrado na extração de recursos minerais como ferro, cobre, bauxita e manganês. Essa queda é percebida quando se compara o desempenho do estado frente ao mês anterior, agosto. Na comparação com setembro do ano passado, no entanto, a maior economia da Região Norte até viu sua produtividade física saltar 8,1%, ainda assim é um fenômeno pontual.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta o Paraná (7,7%) como Unidade da Federação com expansão mais acentuada, seguido de Amazonas (5,8%), São Paulo (5%), Espírito Santo (5%), Rio Grande do Sul (4,5%), Santa Catarina (4,5%) e Bahia (4%), todos os quais computaram crescimento industrial em setembro acima da média brasileira de 2,6%.

No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o Pará também reporta queda de 0,5%. O Blog apurou que essa baixa é puxada pela indústria de produtos alimentícios, que recuou 1,91%, embora, por outro lado, a indústria extrativa mineral tenha crescido 0,48%. Mas nem tudo no mundo mineral vai bem porque, apesar do crescimento na extração de ferro, cobre e bauxita, a lavra de manganês está em baixa.

Segundo o IBGE, dos 25 produtos paraenses pesquisados para o levantamento da Pesquisa Industrial Mensal (PIB) da Produção Física Regional, 11 fecharam os primeiros nove meses do ano no vermelho. Um dos principais da cesta paraense, o ferro-gusa, está negativo tanto no acumulado deste ano quanto no comparativo entre setembro de 2020 e setembro de 2019. Essa commodity tem em Marabá seu principal polo de produção. Em igual situação está a produção de madeira.

Mas, se serve de consolo, ainda faltam ao Pará três meses de cômputo da produção industrial (outubro, novembro e dezembro), quando os resultados tradicionalmente melhoram impulsionados pelas demandas de fim de ano e podem levar os indicadores da atividade do estado a fechar no azul. A conferir.