ACIACCA reforça medidas preventivas após pedido de MPF para retorno do lockdown no Pará

Associação Comercial divulgou comunicado a empresários e população de Canaã para evitar riscos de contágio da covid-19
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O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) encaminharam um documento à Justiça Federal para uma nova suspensão das atividades e de serviços não essenciais em todo o Pará. Com a possibilidade de um novo lockdown, a Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás (ACIACCA) divulgou nesta sexta-feira, 05, um comunicado a empresários e a população sobre a necessidade de manter a prática de medidas preventivas para evitar o contágio do novo coronavírus (covid-19).

A ACIACCA ressalta a importância de um esforço conjunto para frear o crescimento no número de pessoas infectadas no município. A nota reforça as medidas exigidas pelo decreto municipal, que a entrada de pessoas com máscaras nos estabelecimentos, a marcação de distanciamento entre os clientes e disponibilidade de álcool em gel e pia com água e sabão para clientes e funcionários. “Aproveite para conversar com seu cliente! Peça a ele para evitar de sair mais de uma pessoa de casa, peça para manter as pessoas do grupo de risco longe do perigo. Logo essa pandemia vai acabar e vamos conseguir vencer essa luta”, diz o trecho do comunicado.

Para a ACIACCA, se houver um compromisso de todos em manter as medidas de higiene e o isolamento social, os números da doença podem recuar no município, evitando o risco da suspensão das atividades comerciais, mesmo com a possibilidade de lockdown no Pará. Os comerciantes têm contabilizado perdas com as medidas restritivas, colocando em risco o emprego de seus colaboradores.

Lockdown

Para o MPF e DPU, ao permitir o relaxamento das atividades não essenciais, o governador Helder Barbalho teria ignorado as recomendações da Organização Mundial da Saúde e se equivocado ao considerar que a taxa de contágio no Pará está estável. Os órgãos federais cobram do governo, mais transparência sobre os dados relativos à elaboração e execução de políticas públicas de enfrentamento do novo coronavírus.

O MPF e a DPU ressaltaram que os dados de pessoas infectadas e mortas pela covid-19 pode ser pelo menos sete vezes maior que os números contabilizados oficialmente, conforme apontam as pesquisas da Ufra, UFPA, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o último boletim, divulgado nesta quinta-feira, pela Secretaria Estadual de Saúde, são mais de 48 mil casos e 3.416 óbitos no Pará.

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