Vale prevê retomada de Serra Leste entre outubro e dezembro deste ano

Mineradora corre para ajustar produção de minério de ferro, afetada pela pandemia de Covid-19. Por outro lado, produção de manganês na mina do Azul será interrompida até dezembro.
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Está próxima a tão aguardada retomada do projeto SL1, da mineradora multinacional Vale, na Serra Leste de Carajás, município de Curionópolis. Segundo a empresa, manutenções estão em andamento para que haja retorno seguro. A previsão é de que entre outubro e dezembro homens e máquinas, parados desde outubro de 2019, voltem a trabalhar a plenos pulmões. As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu, que analisou o relatório de produção física referente ao segundo trimestre de 2020.

Os dados pormenorizados do balaço revelam, também, que a pandemia do novo coronavírus afetou as operações da mineradora no mundo inteiro, e aqui no Pará forçou quarentena de centenas de empregados que trabalham no sistema norte de produção, do qual fazem parte as minas localizadas em Parauapebas (Serra Norte) e Canaã dos Carajás (Serra Sul). Como efeito cascata, caiu a extração de minério de ferro, principal produto do portfólio da empresa.

Em compensação, a queda no Pará foi leve se comparada a outras praças da multinacional: 0,3% em relação ao primeiro semestre de 2019. Essa derrapagem foi puxada intensamente pelas minas localizadas em Parauapebas, mas o baque foi suavizado pelo avanço na mina de S11D, em Canaã dos Carajás. A produção da Vale no Pará totalizou 82,36 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro nos primeiros seis meses deste ano ante 82,59 Mt no mesmo período do ano passado.

Em Parauapebas, a Vale produziu 45,8 Mt ou 6,3% a menos em relação à produção de 48,87 Mt consolidada em 2019. Já em Canaã o volume físico lavrado saltou de 33,72 Mt em 2019 para 36,56 Mt em 2020, avanço de 8,4%. Não fosse a pandemia, os resultados teriam sido melhores. Isso porque, segundo a Vale, o sistema norte otimizou seu desempenho operacional no segundo trimestre deste ano após condições climáticas severas nos primeiros três meses de 2020.

As restrições devido ao adiamento do start-up da nova seção de lavra da mina de Morro 1 e os 16 dias de manutenção forçada no transportador de correia de longa distância na mina de S11D, aliados aos impactos relacionados à pandemia da Covid-19, frearam a atividade no complexo de Carajás. Apesar disso, S11D alcançou no mês passado desempenho sólido de 91 milhões de toneladas por 12 meses corridos.

Vale paralisa mina em Parauapebas

A produção de manganês diminuiu, sobretudo pela suspensão da mina Azul, em Parauapebas. Em comunicado, a Vale observa que a decisão de interromper baseia-se notadamente no contingente de empregados considerados como grupo de risco e na necessidade de contribuir com a manutenção dos níveis de pessoal-chave nas instalações de produção de minério de ferro. A suspensão provavelmente permanecerá até dezembro de 2020, sendo apoiada pelo nível atual de estoques.

Já a produção da mina de níquel Onça Puma, em Ourilândia do Norte, foi limitada à metade no segundo trimestre deste ano dadas as atividades de manutenção adiadas que estão ocorrendo atualmente com a paralisação do forno durante a maior parte de julho. O processamento de minério de níquel será retomado com capacidade total a partir do mês que vem.

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