Estive na Zona Rural de Parauapebas durante todo o período do carnaval. Tomei conhecimento da morte do Evaldo da Opção por amigos que por lá passaram.
Conheci o Evaldo há 31 anos, quando aqui cheguei. Na época ele era um jovem empresário que gerenciava, com a família, a Loja Opção. Sujeito íntegro, bom pai, bom marido, cidadão de primeira qualidade.
Lembro-me de uma passagem, e quero compartilhar com vocês, que mostra bem como era o caráter de Evaldo Benevides Alves. Se não me engano o fato se deu nas eleições de 1996, quando Evaldo foi candidato a vereador. Durante a apuração, Evaldo liderava os votos pela coligação do seus partido e estava praticamente eleito. La pelo final do dia o candidato Altair Borba Soares fez um apelo à juíza eleitoral alegando que havia trabalhado a campanha com o número errado (justamente o número do Evaldo) e que os votos dados ao Evaldo seriam na realidade dele. À época eu trabalhava como delegado nas eleições e fui conversar com o Evaldo, avisando-o do que estava ocorrendo e que o mesmo deveria se defender, pois se a juíza deferisse o pleito do Altair, ele perderia a vaga já assegurada. A resposta do Evaldo foi que eu transmitisse à juíza que o Altair estava certo e que ele deveria receber esses votos. Isso foi feito e Altair foi eleito vereador pelo PDT. Na realidade, pra Evaldo, foi feita a justiça. Conversando com ele depois, ele me disse que não queria ser vereador e sim prefeito.
Para os que o conheceram, esse fato ratifica o homem justo que foi o Evaldo. Fui crítico contumaz das ações dele a frente da Secretaria de Saúde. Sempre o tratei como amigo e ele a mim. Tinha carinho e um grande respeito por ele. Apesar das críticas, sei que ele tentou dar o seu máximo e se as coisas não se deram da forma como ele pretendia, não foi por falta de tentativas ou por corrupção. Bem resolvido financeiramente, Evaldo era um político diferenciado e pouco preocupado com se dar bem na política.
Meus sentimentos à família enlutada e á Parauapebas, que perdeu um de seus melhores filhos.