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Só 38% dos municípios paraenses geraram emprego em janeiro, revela Caged

Apenas as 4 prefeituras mais ricas que ainda não entregaram contas ao STN movimentaram juntas R$ 965 milhões em receita líquida. Quanto às câmaras, 70 ainda não revelaram gastos com seus servidores

Apenas 55 dos 144 municípios do Pará apresentaram saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada no primeiro mês deste ano. O Blog do Zé Dudu apresenta agora um levantamento inédito, com o panorama do mercado de trabalho em todos os setores econômicos mensurados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Juntos, os municípios que criaram postos totalizaram 1.476 novas oportunidades formais com vínculo celetista.

No outro extremo, 75 dos municípios do estado, ou 52%, fecharam no vermelho. Esses municípios encerraram 4.396 vagas, o triplo do que foi criado como saldo positivo. Já as localidades de Augusto Correa, Baião, Colares, Curuá, Faro, Gurupá, Peixe-Boi, Rondon do Pará, Rurópolis, Santo Antônio do Tauá, São João da Ponta, Soure, Terra Alta e Trairão apresentaram saldo zerado.

O Blog também investigou os setores econômicos paraenses para analisar a dinâmica da geração de oportunidades entre os municípios. O Caged traz detalhamento para a indústria extrativa mineral, indústria de transformação, serviços de utilidade pública, construção civil, comércio, serviços, administração pública e agropecuária, e o Blog compilou as informações para apresentar a você, leitor.

Indústria mineral

Apenas sete municípios exibiram saldo positivo de empregos com carteira assinada, com destaque para Oriximiná, que criou 62 postos, e Canaã dos Carajás, que abriu 47 vagas. Já 15 localidades mais demitiram que contrataram nesse setor, com destaque negativo para Itaituba, que concentrou 33 baixas, sendo seguido por Bonito, que fechou nove postos.

Transformação

Ao todo, 44 municípios fecharam no azul quanto à geração de empregos no setor. O destaque positivo é concentrado em Parauapebas (97), Ourilândia do Norte (77), Canaã dos Carajás (74), Barcarena (61), Santana do Araguaia (60) e Marabá (53). No entanto, 47 lugares paraenses demitiram mais que contrataram, com destaque negativo para Tailândia (78), Ulianópolis (65), Capitão Poço (51), Belém (44) e Tomé-Açu (42).

Utilidade pública

Enquanto apenas sete municípios geraram postos de trabalho, sendo eles Pau D’Arco (3), Marabá (2), Santarém, Itaituba, Concórdia do Pará e Juruti (um cada), outros 17 demitiram. Tucuruí puxou a fia, com 52 desligamentos no setor, seguido de Parauapebas (8), Belém (5), Tomé-Açu, Altamira e Barcarena (cada um com 3), entre outros.

Construção civil

O setor teve 19 municípios com abertura de postos de trabalho, sendo que as grandes estrelas foram Paragominas (98), Canaã dos Carajás (84), Marituba (64), Eldorado do Carajás (39), Tomé-Açu (25), Benevides (21), Marabá e Breu Branco (ambos com 19). Por outro lado, 34 fecharam vagas, e os destaques negativos, com mais de uma centena de demissões, foram Belém (964), Barcarena (601), Ananindeua (143) e Altamira (105). A construção civil foi o setor que mais destroçou o mercado de trabalho paraense em janeiro.

Comércio e serviços

No combinado dos setores, 64 municípios paraenses apresentaram saldo positivo, sendo que a liderança ficou com Abaetetuba (202), Parauapebas (155), Castanhal (114), Salinópolis (68), Benevides (48), Cametá (27) e Rondon do Pará (23). Mas 61 localidades tiveram saldo negativo, com grandes volumes de demissões, especialmente Belém (603), Marabá (117), Redenção (88), Barcarena e Altamira (82), Santarém (75), Ananindeua (60), Paragominas (58) e Marituba (55). No setor da Administração pública não houve movimentação de empregos relevante, a não ser uma contratação em Pacajá e Ananindeua e, por outro lado, três demissões em Belém e uma em São Geraldo do Araguaia.

Agricultura

Em 41 municípios paraenses, o setor foi feliz, com destaque para São Félix do Xingu (26), Moju e Santa Maria das Barreiras (24), Tomé-Açu (23), Santana do Araguaia (21) e Bannach (14). Entretanto, 69 lugares do estado viram a situação ficar crítica, com destaque para Tailândia (292), Paragominas (81), Bragança (78), Bonito (58), Almeirim (46), Acará (41), Santa Bárbara do Pará (36) e Santarém (23).

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