Só 20% das empresas com até 10 anos sobrevivem no Pará

Estado tem 2ª mais alta taxa de extinção de negócios do país. Situação afeta negativamente o potencial de geração de renda formal e aprofunda desemprego e desigualdades intermináveis.
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Das 10.059 empresas que nasceram no estado em 2008, apenas 2.000 continuavam existindo em 2018. O Pará possui uma das menores taxas de sobrevivência de novos negócios no país e isso impacta negativamente na geração de emprego e renda, bem como desequilibra o progresso social do estado como um todo. As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou dados de uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo “Demografia das Empresas”, que tem como ponto de partida o Cadastro Central de Empresas (Cempre) mantido pelo IBGE, mostra que 75,8% das empresas criadas no Pará sobrevivem um ano, taxa que cai a 40,5% ao final do quinto ano de vida. Em dez anos, serão apenas 20,1% sobrevivendo no mercado. Só no Amazonas (16,4%), Amapá (16,9%), Acre (17,1%), Roraima (18,8%) e Maranhão (19,5%) as empresas conseguem resistir ainda menos. O IBGE afirma que o Pará tem a segunda maior taxa de extinção de empresas, 20,8%, só atrás do Amazonas, onde 20,7% dos negócios recebem baixa anualmente.

De acordo com a pesquisa, o número de empresas ativas em 2018 era de 68.855 unidades, 13 mil a mais que as 55.525 unidades de 2008. Nesse período, o número de trabalhadores passou de 470 mil para 616 mil e o salário médio saltou de R$ 975 para R$ 2.108. A massa salarial movimentada pelos trabalhadores das empresas paraenses passou de R$ 5,892 bilhões para R$ 16,594 bilhões.

Dados por município

A pesquisa divulgada nesta quinta pelo IBGE não traz dados detalhados por município, ainda assim o Blog do Zé Dudu cruzou dados diretamente da fonte do Cempre para trazer ao leitor o ranking das dez localidades paraenses com mais empresas ativas. Belém, como já se sabe, é o maior polo empresarial do estado, com 17.300 unidades. Já o pequenino São João da Ponta tem apenas 11 estabelecimentos. Belém também lidera o número de assalariados, com 394.500 trabalhadores nessa condição nas empresas, além de garantir o pagamento da maior massa salarial, muito devido ao seu tamanho, uma metrópole de 1,5 milhão de moradores.

MUNICÍPIOS PARAENSES COM MAIS EMPRESAS ATIVAS

1º Belém — 17.300

2º Ananindeua — 3.915

3º Santarém — 3.850

4º Marabá — 3.278

5º Parauapebas — 2.801

6º Castanhal — 2.527

7º Altamira — 1.606

8º Redenção — 1.493

9º Itaituba — 1.365

10º Paragominas — 1.362