Sintepp de Tucuruí anuncia greve humanitária dos profissionais da educação

A paralisação tem início previsto para a próxima segunda-feira (8) e é um sinal de insatisfação pela forma como o governo municipal vem tratando o pessoal da educação durante a pandemia
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Uma greve prevista para iniciar na próxima segunda-feira (7) pretende paralisar as atividades na área de educação do município de Tucuruí, no sudeste do Pará. Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) – Subsede Tucuruí, o movimento é uma reação contra o silêncio do governo municipal em relação aos questionamentos da categoria sobre as atividades durante a pandemia do novo coronavírus.

Coordenador da subsede, Gleberson Silva de Oliveira informou que a greve foi aprovada em assembleia geral realizada no dia 1º, às 17h30. E levou em consideração o número de vítimas atribuídas à covid-19, que em Tucuruí registrou 744 casos confirmados e 19 mortes.

A decisão de decretar a greve humanitária com paralisação das atividades foi reforçada também após uma inspeção realizada pelo Sintepp em quatro escolas da zona urbana: Gumercindo Gomes, Maestro João Leite, Zolima Tenório e Darcy Ribeiro. “Nesta última quase 20 servidores testaram positivo para a covid-19 ou apresentaram sintomas”, diz o sindicalista.

Mesmo assim, os profissionais da educação estão trabalhando na entrega de kits de alimentos e material para o alunado. “O município não implementou testagem gratuita em servidores que estão em regime de escala nas escolas”, aponta Gleberson.

O sindicalista afirma que ofícios foram encaminhadas à gestão pública com solicitação de audiência pública para discutir um plano de combate e enfrentamento à pandemia. A Reportagem aguarda resposta da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Tucuruí sobre a decisão da categoria.

Em relação à vacinação do grupo prioritário dos profissionais da educação, ontem, conforme boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do município, apenas 150 profissionais receberam a primeira dose do imunizante. E nenhum não recebeu a segunda dose.

(Antonio Barroso)

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