Senador Paulo Rocha solicita hospitais de campanha para Cachoeira de Arari e Cametá

As duas cidades localizadas na região do Marajó e do Baixo Tocantins não possuem nenhum leito de UTI
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Brasília — O senador Paulo Rocha (PT-PA) está fazendo gestões junto ao Ministério da Saúde, em parceria com governo do Pará, para que seja atendido os pedidos de municípios que compõem as regiões do Baixo Tocantins e do Marajó. Com o avanço da pandemia da covid-19 em direção ao interior do Pará, e sem nenhum suporte de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o parlamentar teme o óbvio: a perda de vidas humanas devido a ausência de pronto atendimento aos casos graves da nova doença.

Em ofícios enviados ao Ministério da Saúde, o vice-líder do PT no senado, solicitou a implantação de dois hospitais de campanha no Estado do Pará: um na área oriental do arquipélago do Marajó, no município de Cachoeira de Arari, e outro na região de Integração do Tocantins, em Cametá.

A região do Marajó comporta 16 municípios e se subdivide em duas grandes áreas: ocidental e oriental. A ocidental já conta com um hospital regional e um de campanha, na cidade de Breves. Já a parte oriental não conta com nenhum dos tipos de unidade de saúde, em uma área onde os principais meios de locomoção são os transportes fluviais.

“Boa parte da população se desloca pelos rios, aglomeradas em embarcações fluviais em busca de serviços e mercadorias. Isso dificulta muito para quem vive nas áreas ribeirinhas de obter um serviço médico adequado”, explica Paulo Rocha.

Na região de Integração do Tocantins, o senador afirma que há riscos iminentes do coronavírus se espalhar. Apenas em Cametá, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado no dia 18 de maio, já são 572 casos confirmados e 28 óbitos.

O hospital de campanha de Cachoeira do Arari servirá aos moradores do município e de Santa Cruz do Arari, Ponta de Pedras, Muaná, São Sebastião da Boa Vista, Soure e Salvaterra. Já a unidade da região de Integração do Tocantins atenderá, além de Cametá, aos municípios de Abaetetuba, Acará, Baião, Barcarena, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Moju, Oeiras do Pará e Tailândia. O pedido é para que o Ministério da Saúde, em parceria com o governo do Estado do Pará, implante em regime de urgência unidades hospitalares e equipamentos como respiradores. Uma das principais dificuldades para atender o interior do Pará é a extensão territorial do Estado: 1,2 milhão de quilômetros quadrados, maior que toda a região do Sudeste do Brasil e superior duas vezes ao tamanho da Espanha.

Patrimônio histórico e fatos históricos

O município de Cametá foi capital legal da Província do Grão-Pará durante cerca de doze meses, quando Ângelo Custódio administrava o governo legalista direto da sua cidade natal, paralelamente ao governo instituído pelos cabanos na capital. É a terra natal de notáveis paraenses, notadamente de membros fundadores do Movimento da Cabanagem. A resistência à Cabanagem é lembrada em um grande painel instalado na Praça da Cultura, no centro da Cidade. Perto dali, fica o Museu Histórico de Cametá Raimundo Penafort de Sena, que preserva diversos artefatos da época, como moedas, armas, louças e objetos pessoais de alguns personagens desse período. O museu tem mais de duas mil peças que registram momentos importantes da cidade, fundada em 1635 e declarada Patrimônio Histórico Nacional.

Reportagem: Val-André Mutran – Correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.

Publicidade