As denúncias centradas em José Sarney continuam pululando. Depois dos atos secretos, do mordomo "Secreta", dos funcionários do Senado "lotados" no instituto que zela de sua imortal memória, e de agora em diante parece que todos os dias os jornais trarão mais uma. E é bom mesmo que traga. Em pleno ano de 2009, na era da informação, achar que as coisas públicas devem servir ao patronímico, é um exemplo típico de coronelício extemporâneo. Já passou da hora de dar um basta.
"(…) o homem público é o homem da confiança dos seus concidadãos, o de quem eles esperam a ciência e o conselho, a honestidade e a lisura, o desinteresse e a lealdade; é o vigia da lei, o amigo da justiça, o sacerdote do civismo. Não pode ser o composto de uma tribuna e uma alcova, de uma escola e um balcão, de uma pena e uma gazua, de uma consciência e uma máscara. Só assim estará na condição de inspirar fé aos seus conterrâneos; e, se na fé consiste a crença, na fé a segurança, na fé a salvação, ninguém põe a sua fé senão onde tenha a convicção de se achar a verdade. (…) se o homem público há de viver da fé que inspirar aos seus concidadãos, o primeiro, o maior, o mais inviolável dos deveres do homem público é o dever da verdade: verdade nos conselhos, verdade nos debates, verdades nos atos; verdade do governo, verdade na tribuna, na imprensa e em tudo verdade, verdade e mais verdade." Rui Barbosa (A Imprensa e o Dever da Verdade, Edusp, 1990)





