Reunião no MPF hoje à tarde discute situação precária de tripulantes do Navio Haidar, que adernou no porto de Barcarena

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

destaque-346532-zxDepois que alguns tripulantes do navio de bandeira libanesa acionaram a Ouvidoria Geral e a Comissão de Combate ao Trabalho Forçado, na última sexta-feira pela manhã, a seccional paraense informou que encaminhará a denúncia à Justiça Federal, bem como se mobilizará para tombamento de inquérito e pleitear os direitos trabalhistas desses estrangeiros desamparados.

Na tarde de hoje (7), às 17h, o procurador Bruno Valente, do Ministério Público Federal, realiza uma reunião para debater o assunto. Um tradutor traduzirá todas as denúncias da língua árabe para o português.

“Vamos buscar os direitos desses trabalhadores e verificar se alguém está extrapolando limites”, assegurou Ivanilda Pontes, ouvidora da OAB/PA. O presidente da Comissão de Combate ao Trabalho Forçado, Giussep Mendes, que estará presente no MPF, também ouviu os relatos dos estrangeiros, que não recebem salários e estão sem dinheiro para comprar suprimentos básicos de higiene e dificuldade para se comunicar.

Há quase dois meses, o navio Haidar naufragou com cinco mil bois, no município de Barcarena. Esses trabalhadores estão sendo mantido em situação precária em um hotel no Ver-o-Peso, em Belém. Suas roupas, por exemplo, foram doadas. Alguns precisaram de cuidados médicos e não tiveram como comprar remédios.

Segundo um dos tripulantes, Mohmoud Abdulrahman Kara Qash (21), o grupo não tem informação de como está processo referente à medida cautelar emitida pela Justiça, cuja determinação concede prazo inicial de 90 dias para que autoridades policiais continuem à investigação sobre o naufrágio.

O grupo denunciou ainda que há 21 tripulantes do navio hospedados em Barcarena, incluindo o capitão, o engenheiro-chefe e o chefe de cozinha, que estão recebendo o salário normalmente. As empresas envolvidas no caso são: Minerva Food, Servport Serviços Marítimos e Global Agência Marítimos.

Por Luiz Flávio M.Costa – Assessoria de Imprensa MPF

Deixe seu comentário

Posts relacionados