Certa vez, ao ser questionada sobre que incentivo tem o brasileiro para viajar com o caos nos aeroportos, a então ministra do Turismo, Marta Suplicy, sugeriu aos brasileiros: “relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos”.
Ao passar pelo Complexo Altamira e verificar que as obras de infraestrutura iniciadas no governo anterior estão paralisadas fui imediatamente saber os motivos que levaram a empresa contratada a suspender os serviços.
Segundo apurado, há mais de 90 dias dois aditivos contratuais no valor total de pouco menos de 8 milhões de reais estão esperando posição do executivo municipal, que teima em não se posicionar, já que teria sido aconselhado por um secretário a não assinar o aditivo.
Enquanto isso, cerca de cinquenta mil pessoas estão sendo prejudicadas com a paralisação das obras, que já custaram mais de 100 milhões de reais aos cofres públicos.
Então é isso! O governo, além de conviver com incertezas e com o fogo amigo, agora convive com picuinhas que paralisam obras e serviços. É bom lembrar que a obra mencionada é pontual e com o tempo os serviços medidos e pagos podem sofre deteriorações, o que causará um prejuízo ainda maior.
Creio que valeria a pena o prefeito Valmir Mariano mandar apurar essa paralisação, analisando os pros e contra para sua conclusão. Os cinquenta mil usuários do Complexo Altamira agradecem.
Existem momentos em que decisões devem ser tomadas sem que se escute pitacos de secretário A ou Z. Momentos em que o bem estar da população deve vir em primeiro lugar. A obra do Altamira, segundo informado, está em fase final, de acabamento. Não é justo que a população daqueles bairros, (que já sofreu bastante com os dissabores que uma obra dessa magnitude apresenta, quando ruas são interditadas, quando não se pode chegar de carro em suas residências, sem contar na lama e poeira que dominou aqueles bairros por tanto tempo) passe por mais um stress, o de não saber quando a obra será concluída. Ou alguém dessa administração usará a versão da petista paulista, mandando que os cinquenta mil moradores do Complexo Altamira relaxem e gozem?