Redenção: Hospital Regional Público do Araguaia volta a fazer transplante renal

Os transplantes intervivos, um já realizado e o outro marcado para esta terça-feira (26), beneficiam dois pacientes que dependiam de hemodiálise
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HRPA está equipamento com tecnologia de ponta para realizar transplantes de órgãos

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Após a normalização dos serviços devido à redução do atendimento de casos de Covid-19, o Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA), no município de Redenção, no sul do Pará, retoma as cirurgias de transplante renal. Os procedimentos foram agendados para esta segunda (25) e terça-feira (26).

Os pacientes transplantados realizam hemodiálise há três anos no HRPA. Os transplantes são por doador vivo, com órgãos doados por parentes.

O primeiro paciente a receber a doação foi Wilson Vieira dos Santos, 46 anos, residente no município de São Domingos do Araguaia, no sudeste do estado, que agora tem um rim do irmão, Edimilson Vieira dos Santos, 48 anos. “Esse momento representa uma vida nova, que é sair da máquina (de hemodiálise), receber um órgão novo e me reabilitar a esta nova realidade. Estou muito alegre em receber a doação do meu irmão. É um sentimento de vitória e de renascimento”, definiu Wilson.

O paciente também reforçou o valor da doação de órgãos para pessoas que necessitam de transplante. “A doação de órgãos é muito importante. Quanto mais pessoas doando, mais vida e cura são possíveis”, ressaltou Wilson Vieira.

A segunda cirurgia, que será realizada nesta terça-feira, beneficiará a paciente Oneide Venâncio da Silva, de 46 anos, do município de Colinas do Tocantins (TO). A doadora é sua prima, Josielma Gonçalves de Castro, 43 anos.

Oneide da Silva também enfatiza a importância da doação de órgãos e destaca a esperança na nova vida que vai receber. “Ficar presa à máquina de hemodiálise é muito difícil. Não tinha a liberdade de passear, trabalhar. Estou muito feliz por esse dia ter chegado. Terei uma vida nova”, acredita.

Doadora do órgão para a prima, Josielma de Castro disse estar feliz em proporcionar essa nova vida à Oneide. “É muita alegria poder doar e devolver a vida dela de volta. A pessoa que faz hemodiálise não tem uma vida social e, agora, depois do transplante, ela vai poder ter a vida dela de antes. Poder viajar, passear. É muito gratificante”, resumiu Josielma.

O médico nefrologista Juliano Mundim, responsável pelos transplantes, se diz otimista com a retomada do serviço. Segundo ele, o transplante renal é a melhor alternativa de tratamento para os pacientes com disfunção renal crônica, ajudando na recuperação e reduzindo a fila de transplante. “Após quase um ano sem realizar transplante renal, finalmente retomamos as atividades. Um marco muito importante não apenas para a nossa região, mas também para todo o Brasil. Para pacientes renais crônicos, que dependem da máquina de hemodiálise para viver, o transplante renal é sinônimo de esperança. O transplante melhora expressivamente a qualidade de vida do paciente, devolvendo-lhe a liberdade de poder transitar em qualquer lugar, sem estar preso a uma máquina de hemodiálise”, ressaltou o médico.

Ele observa que o Hospital Regional do Araguaia oferece medicina de ponta e uma excelente estrutura para cirurgias com doadores vivos, além de uma equipe qualificada. “Estamos superando a fase da Covid-19 e retomando, aos poucos, a vida normal”, pontuou o especialista.

Para o médico Juliano Mundun, a retomada das cirurgias vai possibilitar que mais pacientes tenham melhor qualidade de vida. “Os demais hospitais já iniciaram o contato solicitando o início do estudo de seus pacientes, o que é muito gratificante. Estamos todos muito felizes e na torcida para dar tudo certo para esses primeiros pacientes transplantados após a retomada dos serviços”, disse o nefrologista.

Na avaliação do secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, incentivar a doação de órgãos se tornou mais urgente em função da queda dos indicadores de casos de Covid-19, porque há contraindicação médica de doação de órgãos em pessoas que testam positivo para a doença. Nesses casos, a doação só pode ser feita após a recuperação e com teste negativo para a doença.

 “É muito gratificante testemunhar esse momento realizado pelo HRPA. Ver toda a equipe de nefrologia e transplante renal do hospital ajudando o serviço na sua retomada, é muito bom”, elogia o secretário.

Segundo a direção do hospital, o Hospital Regional Público do Araguaia realiza procedimentos de média e alta complexidade no sul do Pará, incluindo, desde 2012, transplantes de órgãos. Já foram feitos 65 transplantes, sendo dois de doadores falecidos e 63 intervivos. O HRPA é um hospital do governo do estado, administrado pela Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (Aselc).

Tina DeBord- com informações do Ascom HRPA

Fotos: Ascom HRPA