Programa para enfrentar sífilis na gravidez é aprovado pela Alepa

Número de casos da doença é maior nas regiões de Carajás, Tapajós e Rio Capim, mas iniciativa ainda depende da sanção do governador. Outro projeto aprovado homenageia profissionais da comunicação.
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

Em sessão tranquila, com vários pronunciamentos parabenizando o professor pela data de hoje (15), a Assembleia Legislativa aprovou dois projetos de lei e um de decreto legislativo, que passaram por todos os turnos de votação sem qualquer polêmica.

Impasse mesmo está no projeto de lei do deputado Galileu (PSC) e no projeto de indicação do deputado Nilton Neves (PSL), ambos tratando sobre a jornada de trabalho dos farmacêuticos, o que na semana passada levantou debate na Alepa sobre proposições que fogem completamente da competência tanto do Legislativo quanto do Executivo. Por acordo de lideranças, os dois projetos tiveram a discussão e votação adiadas.

À unanimidade, foi aprovado o projeto de lei do deputado Carlos Bordalo (PT), que institui no Pará o Programa Estadual de Resposta Rápida à Sífilis Congênita, que é aquela transmitida pela mulher grávida ao feto, a partir dos quatro a cinco meses de gestação. 

Carlos Bordalo informou que não existem dados recentes sobre a doença. Os últimos foram apresentados em 2016 na pesquisa intitulada “Tendência da Sífilis Congênita no Estado do Pará até 2025”, do Programa de Pós-graduação em Doenças Tropicais da Universidade Federal do Pará (UFPA), que alertou para o aumento gradativo da incidência da sífilis congênita no Estado.

De 2007 a 2013, o Pará registrou mais de 2,5 mil casos, com maior incidência nas mesorregiões do Tapajós, Carajás e Rio Capim. Segundo a pesquisa, em 2010 foram 440 casos de sífilis congênita em todo o Estado e em 2013 o número já estava em 608. No ano seguinte, houve mais de 700 registros.

Na região do Carajás, o número de casos por 10 mil bebês nascidos vivos saltou de 22,6 para 120,4 entre 2007 e 2013. No Rio Capim, saltou de 34,6 para 61,9. “Até 2025 devemos alcançar cada vez maior incidência de sífilis congênita entre os paraenses”, alertou Bordalo.

Caso o projeto seja sancionado pelo governador Helder Barbalho, o programa irá promover a mobilização social e institucional para enfrentamento da sífilis congênita, considerado um grande desafio em saúde pública. Irá também assegurar adequação para sensibilidade na captação de casos da doença e diminuir a subnotificação em gestantes; estimular a participação dos profissionais e gestores de saúde nas atividades; reduzir as taxas de incidência e dar maior visibilidade à sífilis congênita.

A ocorrência (da sífilis congênita) evidencia falhas dos serviços de saúde, particularmente da atenção ao pré-natal, pois o diagnóstico precoce e tratamento da gestante são medidas relativamente simples e bastante eficazes na prevenção dessa forma de doença”, diz a pesquisa da UFPA.

Reconhecimentos

Ainda na sessão de hoje da Alepa foi aprovado o projeto de decreto legislativo do deputado Eliel Faustino (DEM), que institui a comenda especial “Mérito da Comunicação”, para homenagear profissionais da área de comunicação que se destacam e/ou destacaram em virtude do trabalho que desenvolvem no Pará.

Foi aprovado ainda o projeto do deputado Dr. Daniel Santos (MDB) que declara de utilidade pública para o Pará o Instituto Cultural Comunitário Sucuritinga, que desenvolve atividades sociais e culturais no bairro da Guanabara, na Região Metropolitana de Belém.

Por Hanny Amoras – Correspondente do Blog em Belém

Publicidade

Relacionados