Prefeitura de Parauapebas escolhe esta semana empreiteira de ciclovia da PA-160

Com mais de 105 mil veículos automotores, município quer desembaçar caos e selar paz entre condutores e ciclistas, organizando o fluxo entre rotatória do Tropical e entrada do Amazônia.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Na próxima quinta-feira (26), o governo do prefeito reeleito Darci Lermen vai apreciar as propostas comerciais das empresas interessadas em faturar o contrato para construção de uma ciclovia no trecho urbano da PA-160, precisamente entre o perímetro que vai da rotatória do Bairro Tropical à entrada do Bairro Amazônia, no sentido à cidade de Canaã dos Carajás. O orçamento da empreitada é de R$ 5.271.511,11, mas a empresa que se dispuser a executar a obra por menos vai ganhar a licitação.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que observou nesta segunda-feira (23) um aviso de concorrência publicado nos meios oficiais. O Blog apurou que pelo menos 11 empresas já estão no páreo. As construtoras Belmonte, JM Terraplanagem, Sul Elétrica, JO Batista, Rei Engenharia, JC Projetos, Laca Engenharia, Transvias, MCS Manutenção, Spaço Incorporações e GM Engenharia vão disputar centavo por centavo a construção da ciclovia, que inclui também serviços de drenagem, reconstrução de pavimento no trecho urbano da rodovia e sinalização horizontal. Há expectativa de geração de até 100 postos de trabalho com carteira assinada.

De acordo com a prefeitura, as ciclovias têm se tornado demanda recorrente em grandes centros urbanos, uma vez que a utilização de bicicletas é enxergada como uma das soluções modernas para o transporte urbano. Em parecer técnico, a Secretaria Municipal de Obras (Semob) defende que as rotas específicas para bicicletas configuram-se meio para redução da emissão de gases poluentes, incentivo à prática de atividades físicas e otimização do trânsito, impactando em redução de acidentes, muitas vezes ocasionados pela disputa entre carros, motos e bicicletas por ruas e avenidas.

No ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde, 45 pessoas perderam a vida em Parauapebas em decorrência de acidentes de transporte.

Fluidez do trânsito

Apesar das inúmeras vantagens, a implementação de vias destinadas ao tráfego de bicicletas nem sempre é recebida como algo positivo por toda a população. Há quem encare as ciclovias como problema no trânsito e as acusam de não possuir finalidade real, mas, para o governo municipal, elas são indispensáveis à integração de todo o sistema viário, de forma a colaborar para o bem-estar e a segurança de transeuntes, ciclistas e condutores, além de garantir fluidez no trânsito da cidade.

Dados de outubro do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que o município de Parauapebas já contabiliza 105 mil veículos automotores em circulação, a 5ª maior frota do estado. Embora nos últimos anos tenha apresentado crescimento considerável na frota local, ainda há significativo contingente de modais não poluentes, em que a bicicleta se destaca como meio de deslocamento dominante para o trabalho e a escola nas camadas mais pobres da população, interligando bairros muitas vezes distantes.