Duas pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (16), logo após sacarem R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo em uma agência bancária de Belém. A PF não confirmou quem são os investigados.
De acordo com a PF, o dinheiro apreendido é fruto de desvio de recursos públicos e tinha como destino final o financiamento ilegal de campanhas políticas no estado.
Além do montante milionário em cédulas, os policiais federais apreenderam uma arma de fogo e diversos documentos e materiais de interesse para a investigação. Todo o conteúdo apreendido passará por perícia técnica.
Rastreamento do dinheiro
A operação que resultou no flagrante contou com a colaboração ativa da Controladoria-Geral da União (CGU).
Técnicos do órgão federal auxiliaram os investigadores na análise financeira e no rastreamento da origem dos recursos, o que permitiu identificar o momento exato da retirada do dinheiro no banco.
A suspeita é de que o esquema utilize “caixa dois” para abastecer candidaturas locais, configurando crime eleitoral.
Crimes investigados
Os dois suspeitos presos foram encaminhados à sede da PF e, posteriormente, colocados à disposição do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, por uma série de crimes graves, entre eles:
- Lavagem de dinheiro;
- Peculato (desvio de dinheiro público por servidor);
- Corrupção eleitoral;
- Associação criminosa;
- Porte ilegal de arma de fogo;
- Resistência à prisão.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema de desvio e receptação dos valores.
Fonte: G1







