PC prende em culto religioso envolvido no assalto ao BB em Cametá

Segundo a PC, o suspeito, que seria membro de uma facção criminosa, tem envolvimento na articulação e participação direta no roubo do banco, ocorrido em 2 de dezembro de 2020
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PC prende mais um acusado de integrar bando que assaltou o BB em Cametá

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Após trabalho de investigação, a Polícia Civil do Pará prendeu, neste sábado (25), em Pacajá, na região sudoeste do estado, um homem suspeito de articular e participar do roubo ao Banco do Brasil (BB) em Cametá, no Baixo Tocantins, no dia 2 de dezembro de 2020. O acusado, que seria membro de uma facção criminosa, foi preso durante um culto religioso.

A prisão foi efetuada pela Delegacia de Pacajá, após troca de informações com a Diretoria de Polícia Especializada (DPE); Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO); e Delegacia de Repressão a Roubos a Banco e Antissequestro (DRRBA).  Segundo a PC, as investigações apontam que o suspeito teve papel importante na organização do assalto, tendo inclusive disponibilizado um sítio de sua propriedade na Vila de Arequembaua, zona rural de Baião, local de onde o bando de assaltantes partiu para a prática do crime.

Ainda segundo a PC, o investigado também utilizou um veículo de sua propriedade para servir como “guia” a uma parte dos criminosos, levando-os até um local às margens do Rio Tocantins, onde jogaram no rio um dos veículos utilizados no assalto. De acordo com Evandro Araújo, delegado titular da DRCO, o trabalho investigativo segue as diretrizes passadas pela Diretoria de Policia Especializada para o enfrentamento das quadrilhas de roubo a bancos.

“O trabalho investigativo dos policiais da DRCO vem prevenindo e reprimindo essa modalidade criminosa em nosso estado, resultando na redução para zero ocorrência no ano de 2021, além da prisão de vários criminosos e apreensão de armamentos, explosivos e veículos utilizados nessas ações”, afirmou.

O acusado é o sexto envolvido no assalto do BB em Cametá preso pela Polícia Civil e já se encontra à disposição da justiça. O delegado-geral, Walter Resende, destaca o trabalho de inteligência da Polícia Civil que deram celeridade ao processo de localização de mais um suspeito.

“Com mais uma prisão, vamos dar continuidade às investigações para identificar outros membros da associação criminosa e continuarmos o trabalho de combate à criminalidade em nosso estado”, avisou.

Durante o ataque ao banco, uma quadrilha com pelo menos 10 criminosos tomou as ruas de Cametá e causando terror na população. Um homem foi morto após ser feito refém.

Outra pessoa foi atingida na perna e precisou ser internada no hospital da cidade, mas sem risco de morte. Segundo a Polícia Civil, a ação teve características semelhantes à registrada em Criciúma, no sul de Santa Catarina, na madrugada do dia anterior, 1º de dezembro de 2020, em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência do Banco do Brasil.

Esse crime é conhecido como “novo cangaço” ou “vapor”, que se caracteriza por ações rápidas, violentas, com muitos disparos de armas de fogo, tomada de reféns e uso de explosivos. As investigações seguem com objetivo de prender outros envolvidos no crime.

Tina DeBord- com informações da PC