Parlamento Amazônico pode ser reativado

Reunião virtual da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, define o assunto no dia 30/11
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Brasília – Criado em 1988 com o objetivo de estabelecer políticas integradas e estreitar as relações entre os países-membros na discussão sobre as questões amazônicas, o Parlamento Amazônico (Parlamaz) pode deve ser reativado, informa o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). “No dia 30 de novembro será realizada uma reunião virtual do Senado para decidir sobre a reativação do colegiado.

“Estamos em contato com os países que detêm território na Amazônia para poder reativar esse parlamento internacional”, informou o senador.

De acordo com Nelsinho Trad, a reativação do Parlamaz servirá para que os países amazônicos tenham um fórum independente que mostre a realidade sobre a região, sem interferência de governos.

“Para que o mundo lá fora não ache que a gente não cuida bem desse bem precioso da humanidade que é a Amazônia”, completou.

“No dia 30/11 teremos reunião virtual na CRE para decidir sobre a reativação do Parlamento Amazônico. Um passo muito importante para o Brasil e os outros oito países que detém uma parte da Amazônia em seus territórios possam liderar a narrativa sobre o que acontece na região em termos de preservação ou não do meio ambiente”, disse.

Nelsinho Trad integrou, recentemente, a comitiva liderada pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que visitou regiões da Floresta Amazônica para verificar a situação ambiental na região e as ações implementadas pelo governo federal para conter o desmatamento, as queimadas e o garimpo ilegal. Com participação de diplomatas estrangeiros, a missão teve o objetivo de melhorar a imagem do Brasil perante a comunidade internacional. 

Parlamaz

O Parlamento Amazônico tem como principais objetivos, estabelecer políticas integradas e estreitar as relações entre os países-membros na discussão sobre as questões amazônicas, promovendo a cooperação e o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Reúne representantes do Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana, Equador e Guiana Francesa.

O Parlamaz funcionou alguns anos e acabou desmobilizado, sendo reativado em 2001, com nova paralisação alguns anos depois. Em novembro de 2004 houve nova tentativa de reativação.

Em abril de 2008, o Senado teve representante na reunião do Parlamaz ocorrida em Lima, no Peru. Em julho desse mesmo ano, o Congresso Nacional sediou reunião do Conselho Diretor do Parlamaz, o que reanimou as atividades do colegiado. Desse encontro resultou a “Carta de Brasília”.

Desde 2011 não há atividades regulares do Parlamaz. A ideia de reativá-lo voltou à tona no ano de 2019. Em fevereiro de 2020, Trad já havia anunciado que pretendia tentar reativar o parlamento a partir do mês de maio, mas a pandemia de covid-19 interrompeu os planos.

Tags: #Senado Federal #Relações Exteriores #Parlamaz #Amazônia

Val-André Mutran – É correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.