Paragominas planeja comprar quase R$ 500 mil em mudas de cacau

Administração municipal busca otimizar rendimento por área cultivada e gerar renda às famílias da cadeia do cacau, impulsionando agroindústrias de processamento de frutos e amêndoas.
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Potência paraense da soja, Paragominas está de fora do listão de 300 municípios brasileiros que, em 2018, faturaram de alguns poucos reais a mais de R$ 400 milhões com uma delícia de commodity em que o Pará se especializou nas últimas duas décadas: o cacau. Mas, no que depender da prefeitura local, essa realidade vai mudar.

É que o governo do município, um dos mais socioambientalmente desenvolvidos do estado, botou na rua um edital de licitação para comprar 100 mil mudas de cacau, sendo 70 mil híbridas e 30 mil clonadas. O custo estimado da aquisição é de aproximadamente R$ 454 mil, conforme apurou o Blog do Zé Dudu (você pode conferir a íntegra do processo aqui). As propostas comerciais serão conhecidas nesta quarta-feira (22).

De acordo com a Prefeitura de Paragominas, a compra das mudas vai fomentar as atividades da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) no desenvolvimento da agricultura familiar, cujos colonos compõem 95% da população rural. “As mudas serão necessárias para a consolidação dos programas de desenvolvimento sustentável do município”, diz a prefeitura em nota de justificativa para respaldar a contratação.

O governo do município adiciona que a produção local busca proporcionar maior rendimento por área cultivada, utilizar sustentavelmente o solo e promover segurança alimentar e geração de renda às famílias envolvidas na cadeia do cacau, por meio do abastecimento de agroindústrias de processamento de frutos e amêndoas visando à produção de polpas, chocolates e outros derivados.

Dados levantados pelo Blog nos resultados definitivos do Censo Agropecuário 2017, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paragominas movimentou R$ 5,84 milhões na agroindústria local. No entanto, a produção ainda está concentrada em praticamente três produtos: farinha de mandioca (R$ 3,46 milhões), polpas de frutas (R$ 1,51 milhão) e queijo e requeijão (R$ 663 mil). Ainda há muito espaço para o aproveitamento de delícias como o cacau.

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