Pará ultrapassa Minas e se torna maior minerador do Brasil

É oficial: produção do estado cresceu 57,5% impulsionada pelo minério de ferro e ultrapassou Minas. Vale movimentou sozinha 89% da extração de bens minerais, liderando ferro e cobre.
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Desde 1696, quando as primeiras jazidas de ouro foram identificadas nas montanhas do Vale do Ouro Preto durante as bandeiras que partiam de São Paulo rumo ao sertão, Minas Gerais se consolidou como maior província mineradora do Brasil e uma das mais interessantes do mundo. Mas em 2019 essa hegemonia chegou ao fim: a Agência Nacional de Mineração (ANM) registrou, pela primeira vez, a ultrapassagem do Pará sobre Minas, que finalizou o ano como maior potência mineral do país, conforme o Blog do Zé Dudu havia previsto e antecipado ainda em março (relembre aqui).

Dados levantados com exclusividade pelo Blog revelam que o Pará produziu R$ 66,91 bilhões em 2019, um crescimento astronômico de 57,5% em relação à produção de R$ 42,47 bilhões contabilizada em 2018. Já Minas Gerais encerrou o ano passado com produção total de R$ 58,24 bilhões, cerca de 33,3% superior aos R$ 43,7 bilhões lavrados em recursos minerais no ano anterior.

No confronto direto entre Pará e Minas pela hegemonia do minério de ferro, commodity mais valiosa do mundo mineral, o estado do Sudeste também perdeu o reinado para o estado do Norte. É que, ao longo de 2019, o Pará lavrou R$ 51,5 bilhões em ferro, ao passo que Minas Gerais produziu R$ 47,35 bilhões. A produção paraense de minério disparou impressionantes 81,5% em relação a 2018, segundo dados da ANM.

Aqui no estado, depois do minério de ferro, a principal commodity da cesta é o cobre, que movimentou R$ 7,77 bilhões. Em seguida, aparecem alumínio, R$ 4,02 bilhões; ouro, R$ 1,65 bilhão; e manganês, R$ 985 milhões. A Vale sozinha retirou R$ 59,7 bilhões do subsolo paraense, o que corresponde a 89,2% da produção estadual. Na sequência, surgem as empresas Mineração Rio do Norte, com R$ 1,83 bilhão; Mineração Paragominas, R$ 1,3 bilhão; Alcoa, R$ 897,8 milhões; e Buritirama, R$ 572,7 milhões.

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