Pará tem 535 mil analfabetos, revela IBGE

É um volume de pessoas alheias à leitura e à escrita suficiente para montar um acampamento do tamanho de duas cidades de Marabá e uma de Redenção em pleno século 21; taxa é 8,4%.
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O estado mais rico da Região Norte tem um exército de mais de meio milhão de pessoas iletradas em pleno século 21. É o que revela, na manhã desta quarta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou números do suplemento de uma Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) específica para a educação. O Blog do Zé Dudu analisou o levantamento completo e constatou 535 mil analfabetos no estado, o suficiente para montar um acampamento do tamanho de duas cidades de Marabá e uma de Redenção apenas com pessoas que não sabem ler e escrever.

Os dados referentes à situação de 2019 melhoraram em relação a 2018, quando se contavam 555 mil paraenses analfabetos. Hoje, segundo o IBGE, são 291 mil homens e 244 mil mulheres com mais de 15 anos sem acesso à escolarização. Quando se consideram cidadãos maiores de idade, ou seja, com mais de 18 anos, o Pará contabiliza 531 mil analfabetos, a maior parte dos quais, 288 mil, homens.

A média de estudo do paraense é de 8,9 anos, a mais baixa da Região Norte, sendo 9,3 para mulheres e 8,4 para homens. Em Roraima está o maior tempo de escolarização do norte do país, 10,5 anos. Em Alagoas está o menor tempo médio: 8 anos. Mas os homens do Piauí são os que menos estudam no país, com 7,6 anos, enquanto as mulheres do Distrito Federal chegam a 11,5 anos.

No Brasil, apenas seis estados têm mais analfabetos, em volume, que o Pará. A Bahia lidera disparado os números: 1,524 milhão de analfabetos. Em seguida vêm São Paulo, com 983 mil; Ceará, com 978 mil; Minas Gerais, com 941 mil; Pernambuco, com 898 mil; e Maranhão, 823 mil. Já Amapá, com 34 mil analfabetos, e Roraima, com 19 mil, têm os menores contingentes.

De acordo com o IBGE, a taxa de analfabetismo do Pará é de 8,4%, inferior à metade da taxa do estado de Alagoas, 17,1%, onde está a maior proporção de iletrados do Brasil. Paraíba, com 16,1%, e Piauí, com 16%, acompanham Alagoas. Por outro lado, há cinco Unidades da Federação onde o percentual de analfabetos não chega a 3%: Distrito Federal (2,7%), Rio Grande do Sul (2,6%), São Paulo (2,6%), Santa Catarina (2,3%) e Rio de Janeiro (2,1%).

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