Pará registra redução de focos de queimadas em outubro, aponta Inpe

Os dados do Inpe mostram que essa redução ocorre pelo quinto mês consecutivo. Na média histórica, o estado teve uma redução de 35%
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De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pará registrou pelo quinto mês consecutivo queda nos índices de focos incêndios. No mês de outubro o estado teve uma redução de 47% na ocorrência de focos de queimadas em comparação ao mesmo período de 2020.

Em relação à média histórica, a redução chega a 35%, segundo o Boletim de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). De acordo com os dados, em outubro, foram registradas 4.291 ocorrências de queimadas no estado, enquanto que no ano passado houve o registro de 8.052 no mesmo mês.

A média histórica para o período é de 6.636 focos de incêndios. A redução vem sendo registrada de forma consecutiva desde junho, com queda em 14% em comparação ao ano passado. Em julho, a redução foi 49%, em agosto foi de 28% e em setembro, 65%.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Monitoramento Hidrometeorológico da Semas, Saulo Carvalho, o clima é em parte responsável por essa diminuição no número dos focos de calor. “Essa redução na ocorrência de focos de queimadas no Pará, tanto em relação a 2020 quanto em comparação com a série histórica da base de dados de 23 anos do INPE, se deve principalmente a questões climatológicas”, afirma.

Ele ressalta que o aquecimento das águas oceânicas próximas ao continente sul-americano aumenta a evaporação e este vapor chega ao Pará, aumentando a ocorrência de chuvas na região. “Desde o mês de maio deste ano tem-se observado um intenso aquecimento acima da média climatológica na região do Atlântico Equatorial. Isso faz com que o vapor seja liberado para formação de nuvens de chuva. Esse vapor é transportado para o continente, principalmente para o Pará, e interage com sistemas meteorológicos de escala local, o que gera bastante nebulosidade e chuva, a exemplo do que aconteceu ao longo de todo período seco na porção norte do estado. Muita chuva acima do normal foi registrada e isso fez com que gerasse ambiente desfavorável não só a formação, mas à própria ocorrência de queimadas”, explica Saulo.

O Núcleo de Hidrometeorologia da Semas delimita e analisa os focos das queimadas a partir das condições meteorológicas que agravam ou atenuam a formação e propagação do fogo. O Núcleo também tem divulgado os boletins de Monitoramento de Queimadas para apoiar as secretarias municipais de Meio Ambiente, para que estas possam orientar pequenos produtores no manejo adequado do fogo.

Segundo a Semas, a divulgação dos boletins também auxiliam o Corpo de Bombeiros e as coordenadorias estadual e municipais de Defesa Civil na tomada de decisão nas estratégias de combate aos incêndios florestais. As propriedades que apresentam queima ilegal são autuadas pela Diretoria de Fiscalização Ambiental (Difisc), que lavra as infrações in loco, respaldada pelo Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam), que fornece as localizações, por monitoramento remoto, de imagens de satélite.

Tina DeBord- com informações da Semas