Pará é o 3º em resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

O Ministério do Trabalho divulgou os resultados de fiscalizações de combate ao trabalho escravo no ano de 2016. Os dados foram atualizados até 6 de janeiro deste ano. Foram 108 operações, com 667 trabalhadores resgatados em situação semelhante à escravidão. Minas Gerais aparece em 1º lugar no número de trabalhadores resgatados, 141. Pará vem em 3º lugar com 77 trabalhadores resgatados e Maranhão em 6º, com 49.

Segundo o Ministério, os resultados de 2016 apresentam significativa redução de fiscalizações e resgates em relação a 2015. A pasta justifica os números por greves realizadas pelos auditores-fiscais e pela mudança de governo com o processo de impeachment no ano passado.

A produção agropecuária continua ocupando as primeiras colocações entre os ramos onde se verifica a existência de trabalho análogo à escravidão, mas segundo o Ministério do Trabalho, uma tendência apresentada nos últimos anos persiste: a ocorrência deste tipo de exploração em setores de atividades tipicamente urbanas, como têxtil e construção civil.

Nesta quarta-feira (25), auditores-fiscais fizeram uma manifestação em frente ao Ministério do Trabalho, em Brasília, contra a impunidade. O dia de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro, relembra a Chacina de Unaí, quando auditores foram mortos durante uma fiscalização. Após 13 anos do crime, os mandantes continuam em liberdade, apesar de terem sido condenados. (EBC)