Pará supera média nacional na geração de empregos nos últimos nove anos

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Artigo do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), divulgado nesta quarta-feira (2), mostra que o Pará registrou um crescimento de 94,8% na geração de empregos formais, o equivalente a 462.867 novos postos de trabalho, entre os anos de 2001 e 2010, índice bem maior que a média nacional, que ficou em 62,1%. O documento destaca alguns aspectos da dinâmica do mercado de trabalho paraense, no período pesquisado, a partir da sistematização de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o artigo, o mercado de trabalho no Estado segue a tendência nacional de formalização dos vínculos empregatícios, comportamento causado por vários fatores, entre os quais a demanda crescente por profissionais de áreas, como saúde e educação, devido à expansão e descentralização de serviços públicos universalizantes; as políticas de transferência de renda e de valorização do Salário Mínimo, estimulando a demanda por bens e serviços; o aumento e diversificação do crédito financeiro, tanto para famílias quanto para empresas; implantação de imposto simplificado voltado às micro e pequenas empresas, favorecendo a formalização e a criação de empreendimentos, e maior atuação do Ministério do Trabalho e Emprego na fiscalização das contratações de mão de obra.

Sobre a descentralização espacial, no Pará também foi possível observar um crescimento na participação de vários municípios do interior na geração de empregos. Enquanto, no período analisado, Belém registrou uma expansão de 47,3% na criação de novos empregos formais, os outros municípios cresceram 51,4%.

Grupo de municípios
Entretanto, mesmo sem levar em consideração a capital, os empregos ainda se concentram em um grupo pequeno de municípios do interior. No período foi observado que apenas 12, dos 143 municípios paraenses, foram responsáveis por 51% da geração de empregos formais – Ananindeua, Marabá, Parauapebas, Santarém, Castanhal, Paragominas, Barcarena, Marituba, Tucuruí, Redenção, Altamira e Tailândia.

Dentre as Regiões de Integração (RI), as seis que apresentaram crescimento relativo superior à média do Estado (151,3%) foram: Tapajós (276,4%), Carajás (260,1%), Tocantins (206,9%), Araguaia (193,4%), Marajá (170,6%) e Xingu (167,0). Em consequência, aumentaram suas participações no estoque de empregos do Estado, destacando-se a RI Carajás, que passou de 11,9%, em 2001, para 17,1%, em 2010, registrando o maior crescimento em termos absolutos, com destaque para os municípios de Marabá e Parauapebas.

Por fim, a diversificação econômica ocorrida no Pará, durante o período analisado, deve-se fundamentalmente aos grandes projetos de mineração, às construções de usinas hidrelétricas e à expansão da agropecuária.

A íntegra do artigo está disponível no site do Idesp (www.idesp.pa.gov.br).

Fonte: Agência Pará de Notícias

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