Padrasto preso acusado de molestar sexualmente de enteada de três anos

Uma série de mentiras envolve o caso e levou a delegada Ana Carolina de Abreu, titular da Deaca, a pedir a prisão preventiva do homem. Ele alega que é inocente e que vai conseguir provar
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Já está em uma das celas da Cadeia Pública de Parauapebas, para onde foi transferido hoje (29), Jhonis de Jesus Pereira, 25 anos. Ele foi preso ontem (28), por uma equipe da Deaca (Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente), acusado de estupro de vulnerável, contra uma enteada de três anos de idade.

Jhonis Pereira nega a acusação e diz que tudo não passa de uma trama armada pelo pai da criança. Entretanto, diante de uma série de mentiras e, com base em coleta provas, a delegada Ana Carolina de Abreu, titular da Deaca, solicitou à Justiça a prisão do acusado.

O caso veio à tona após a criança ter passado o fim de semana com a melhor amiga da mãe dela, quando contou que o padrasto colocou o dedo em sua vagina, que doeu muito e que ele a obrigou a beber água do vaso sanitário.

A mulher procurou a mãe da menina e um tio dela e contou a história. O tio, imediatamente procurou a Deaca e denunciou o caso. Um inquérito foi aberto para apurar os fatos. Logo em seguida, a mãe de criança compareceu à delegacia relatando que o ex-marido, pai da menina, a estava ameaçando e afirmando que foi ele que induziu a garota a contar aquela história, com o único objetivo de prejudicar o atual namorado dela, Jhonis.

A delegada afirma que, desde o início da investigação, a mãe da menina sempre negou viver sob o mesmo teto com o namorado e também nunca acreditou no que a filha contava. Solicitada a levar a criança à delegacia, ela sempre arranjava uma desculpa para não atender ao chamado.

Ana Carolina de Abreu afirma ainda ter constatado que a mulher estava mentindo ao dizer que o namorado não morava com ela, uma vez que ambos vivem juntos há bastante tempo, com Jhonis convivendo com a criança diariamente.

“Eu vi que a mãe, além de não acreditar na fala da filha, estava pouco se importando pela integridade física e psicológica da criança. Acredito que essa mãe não tem condições de continuar com a guarda”, diz a delegada, que vai encaminhar o caso para a Vara da Infância e da Juventude. Ela levantou também que Jhonis manteve a namorada, mãe da garota, em cárcere privado durante dez dias, oportunidade em que ameaçou matar a família toda.

Jhonis nega que tenha tocado na menina, diz que é armação do pai da garota, que tem raiva dele, uma vez que esteve preso por três meses, por violência doméstica contra a mulher e, quando saiu da cadeia, ela já estava com ele.  O rapaz disse que, quando ele e a mulher souberam do relato da menina, foram espontaneamente à Deaca, onde foi feito Boletim de Ocorrência e solicitado exames de conjunção carnal.

Ele repete veementemente que é armação do pai da menina, afirma que, por causa dessas acusações, já perdeu dois empregos. Diz que vai conseguir provar sua inocência e que o homem será processado e terá de indenizá-lo por todas as perdas.

A mãe da menina relata que, após falar com o pai pelo celular, quando estava na casa da amiga, a menina já chegou em casa dizendo que o padrasto havia colocado a mão na vagina dele, que havia sangrado e que ele mandou que ela bebesse água do vaso sanitário. Depois, ainda segundo a mãe, ela disse que o pai lhe prometeu uma bicicleta e muitos outros presentes.

O advogado de Jhonis, Tony Araújo, disse que confia na palavra de seu cliente, lembra que é fácil induzir uma criança de três anos, que há vídeos nos quais o pai promete os presentes à menina, e eles serão anexados aos autos e afirma que o resultado do exame vai mostrar que o padrasto é inocente, adiantando que o laudo inocentará Jhonis Pereira.

(Caetano Silva)

Publicidade