Ourilândia do Norte: Filha de Paulinho Paiakan assume como cacique na Aldeia Kaiapó

A solenidade de posse do novo cacicado na aldeia Moikarakô Ti – Kaiapó começou na sexta-feira (28) e encerrou neste domingo (30) e contou a presença de Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio da Gerência de Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas
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A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, por meio da Gerência de Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas, participou da cerimônia de posse dos novos caciques do povo Kaiapó, que vivem na aldeia Moikarakô Ti – Kaiapó, em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará. A solenidade começou sexta-feira (28) e encerrou neste domingo (30).

Foram empossados como novos caciques Ô-É Paiakan Kayapó e Ireô Kayapó. A coordenadora da GPDPI Puyr Tembé, que é líder indígena pertence ao povo Tembé, da TI Alto Rio Guamá, representou a Sejudh na cerimônia. Ela disse que a participação do estado no evento reforça e reconhece a importância da participação feminina no cacicado.

“O empoderamento das mulheres é de extrema importância e valoriza os espaços de decisão política interna dos povos indígenas”, enfatizou.

Os Kayapó são povos que vivem às margens do Rio Xingu e de seus afluentes, no sul e sudeste do Pará. Diversas aldeias ainda mantêm as tradições originais, como a língua falada que pertence à família linguística Jê.

Ô-É Paiakan Kayapó é mais uma mulher que assume como cacique em aldeia dos Kayapó, do Xingu. Ela é filha do líder indígena Paulinho Paiakan, que faleceu em 2020, vítima da Covid-19. Ele foi uma das lideranças indígenas mais conhecidas da região e chegou a ser acusado de estupro em 1992, contra a estudante Sílvia Letícia, em Redenção, no sul do Pará, caso que ganhou grande repercussão no país e no exterior.

Bep’kororoti Payakan, seu nome na língua do povo Kayapó, ficou famoso nas décadas de 1980 e 1990 ao lutar pela inclusão dos direitos indígenas na Constituição Federal de 1988, pelo cancelamento do primeiro projeto da Hidrelétrica de Belo Monte (denominada de Kararô em 1989) e pela demarcação da Terra Indígena Kayapó em 1991.

Tina DeBord

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