Operação Tolerância Zero devolveu a tranquilidade à população de Parauapebas

Todos os órgãos de segurança pública e ambientais se uniram e, durante quatro dias, fizeram os casos de polícia caírem em quase 70%
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Ao contrário da primeira semana do ano, quando a cidade viveu dias de apreensão e medo, Parauapebas teve quatro dias de paz no último fim de semana.  O clima de tranquilidade deveu-se à Operação Tolerância Zero, que iniciou na quinta-feira (9) e se estendeu até ontem domingo (12).

Na manhã desta segunda-feira (13), os representantes dos órgãos envolvidos concederam coletiva aos meios de comunicação locais, quando fizeram um balanço da ação, que, segundo a PM, reduziu em 69,2% as ocorrências policiais nessas 96 horas.    

Participaram da ação, na modalidade, “patrulhão”, Polícia Militar, Polícia Civil, 23º Grupamento Bombeiro Militar, Guarda Municipal, Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT), Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

O principal objetivo da ação, segundo o capitão Faustino José da Silva, do 23º Batalhão da PM, foi minimizar ao máximo a onda de criminalidades na cidade, prevenir acidentes envolvendo motoristas alcoolizados e, assim, promover maior segurança na sociedade.

A coletiva aconteceu no auditório do 23º BPM, quando Faustino contou que, diante da onda de assassinatos e outros crimes que marcaram a primeira semana do ano, planejou a ação. Em seguida, procurou a Secretaria Municipal de Segurança Institucional, onde obteve parceria; e o Comando de Policiamento Regional II, o qual, além de apoiar a ação, enviou reforço de 15 motocicletas e 24 policiais a Parauapebas.

Segundo o oficial, 518 PMs estiveram nas ruas, divididos em quatro frentes de trabalho: abordagens, fiscalização em estabelecimentos,  dando suporte a outros órgãos; barreira, com a participação do DMTT, Detran e PRE; e  saturação em áreas periféricas, com motos, envolvendo 60 policiais, tendo como alvos áreas específicas: VS-10, complexos Altamira e Tropical e bairros Primavera e Liberdade.

Duzentos e trinta e nove carros, 393 motocicletas e 734 pessoas foram abordadas. Sessenta e três estabelecimentos foram fiscalizados, entre bares e casas de diversão, e 20 foram fechados, vários por se encontrarem sem documentação, outros com documentação fora dos padrões e diversos com a presença de menores. 

Pela Semurb, Francisco Soares elogiou a iniciativa e disse que, da parte da secretaria a ação foi proveitosa porque deixou livres as calçadas ocupadas por bares e restaurantes, o que oferece perigo de acidente ao pedestre que é obrigado a caminhar pelo leito da rua.

O inspetor João dos Santos Monteiro, do DMTT, disse que a operação foi muito produtiva, com o registro de apenas um acidente de trânsito sem consequências mais graves e que não foi provocado por condutor alcoolizado.

Disse ser importante que operações como essa continuem a acontecer, inclusive já visando a quadra carnavalesca que se aproxima. Contabilizou 450 abordagens, 120 notificações e sete veículos recolhidos, pelo cometimento de infrações por seus condutores.

Luciano do Nascimento, coordenador de Logística da GM, disse que, nas quatro noites, 74 agentes e seis veículos, entre carros e motos foram empregados na operação que deu mais tranquilidade à população.

O delegado Élcio Fidélis de Deus, diretor da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, disse que a operação teve todo o apoio da instituição e que serviu para notificar donos de estabelecimentos que estavam funcionando sem a licença expedida pela Delegacia de Polícia Administrativa.

Pelos Bombeiros, o capitão Zilvandro Pinheiro de Macedo afirmou que durante a operação foram fiscalizados estabelecimentos com grande concentração de púbico, como casas de shows e boates. Nesses locais foram verificadas licenças, autos de vistoria e autos de conformidade vencidos. Todos foram notificados. Foram detectadas também instalações não condizentes com os sistemas fixos e móveis de proteção contra incêndio e pânico. Doze, 12 notificações e orientações foram emitidas.

Ademir Silveira Júnior, coordenador de Fiscalização Ambiental de Parauapebas, relatou flagrantes de atividades sem licenciamento ambiental e cometendo poluição sonora. Para ele, o resultado foi excelente, com 11 procedimentos administrativos: três multas veículos com som automotivo com volume acima do permitido, cinco multas poluição sonora em estabelecimentos e três advertências por ausência de licenciamento ambiental.

(Caetano Silva)

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