Não somos forasteiros

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Vivenciaremos em breve o plebiscito que servirá para apontar o desejo da população do sul e sudeste do Pará de criar um novo Estado para chamar de seu, o Estado do Carajás.

Diferente do que dizem alguns contrários a separação, os desejos não são novos e nem dos chamados “forasteiros”. Eles datam dos fins do século XIX, quando a população dos vilarejos ao longo dos rios Araguaia e Tocantins já reclamavam da falta de assistência da província do Grão-Pará (atual estado do Pará). Em 1908, o movimento emancipatório desenvolvido em Marabá, levou o advogado provisionado João Parsondas de Carvalho a levar ao governo de Goiás a proposta dos vilarejos de Marabá, Conceição do Araguaia e São João do Araguaia de vincular-se àquele Estado. A região pertencia ao município de Baião, que nenhuma assistência podia dar à região, pois a sede municipal era muito distante. O Governo goiano enviou nomeação a Norberto de Melo, para ser arrecadador de tributos. O governo do Pará reagiu, criando o município de São João do Araguaia.

Em 1940 o brigadeiro Lysias Augusto Rodrigues, formulou uma proposta e apresentou ao então presidente Getúlio Vargas, de desmembramento das comarcas do norte de Goiás, do sul do Maranhão e do sul (e sudeste) do Pará, de forma que estas viessem integrar a unidade federativa do Tocantins, sendo que pela proposta do brigadeiro a capital de tal estado deveria ser Marabá no sudeste do Pará.

Em 1969, a região passou a abrigar guerrilheiros do PC do B, que objetivavam, montar uma guerrilha na região para combater o regime militar instalado no Golpe de 1964. Os guerrilheiros eram cientes de que a região não tinha acesso aos serviços públicos essenciais, e levavam á população local, atendimento médico e educacional, a fim de conquistar o apoio local. A região por fim se transformou no palco da Guerrilha do Araguaia, que foi derrotada pelas tropas federais.

Mesmo com as obras federais de integração da Amazônia durante o regime militar, e com a intensa atividade garimpeira, a região sempre ficou a margem do desenvolvimento do estado. Entre os anos de 1980 e 1988 com o fortalecimento do “Movimento Pró-Criação do estado do Tocantins”, a região voltou reclamar sua emancipação, criando o Movimento Pró-Carajás, mas somente o Tocantins consegue o pleito.

O desejo de separação não terminou aí. Foi criada a Comissão Brandão, que manteve acesa a chama da separação culminando agora com a autorização do Congresso Nacional para que seja realizado o plebiscito.

Os fatos acima descritos, retirados do site Wikipédia, mostra que a história de Carajás não começou agora e tão pouco é desejo apenas de goianos, mineiros, capixabas, maranhenses e outros bravos lutadores que na região se instalaram, povoando-a, cultivando-a, criando raízes. A falta de interesse do governo estadual em assistir essa região não é de hoje e está intrinsicamente  ligado ao desejo de separar.

Nenhum morador da região sul e sudeste do Pará, tem motivos para falar mal do Pará. O Estado nos acolheu, nos deu a chance de aqui trabalhar e ganhar nossos sustentos. Geramos, em contrapartida, emprego e renda. Contudo, como um filho que cresce, chega o momento de separar e criar sua própria família. Assim como a dor de pai e mãe pela separação, entendo a posição de alguns paraenses, contrários a separação, e digo sempre: esta divisão vai somar.

Taxar os que apostam e torcem pela separação de “forasteiros” é uma falta de respeito e uma bobagem dita apenas por aqueles que não têm argumento melhor para defender sua ideia. Eu, como muitos, estou aqui há 27 anos e não me considero menos paraense do que alguns nativos.

22 comentários em “Não somos forasteiros

  1. sérgio Responder

    Se todos que se mobilizam pela divisão tivessem este mesmo ânimo contra o governo municipal, não precisaríamos dessa discussão em torno dos estados do Carajás e Tocantins.
    Se o problema é a dimensão territorial, porque o Maranhão é o estado mais pobre do Brasil? O Sarney hoje, parece-me, manda mais que a Dilma, coloca quem êle quer no Governo. Desde que que saiu da presidência o Sarney governa este país e nem por isso a situação do Maranhão melhorou. A de seus familiares sim. O problema é que temos que nos organizar e insurgir contra todos estes políticos ladrões ( 100% da classe ). Todo dia surge uma maracutaia denunciada por alguèm que não conseguiu a sua maracutaia. Lembram-se do Jefferson. Denunciou, não levou nada, a não ser a aposentadoria e os ladrões permaneceram.

  2. Lidio Oliveira Responder

    Baltazar, claro que respeito não só a sua opinião, como a de qualquer pessoa. democracia é isso. é o respeito é a base de tudo. vou te add. um grande abraço

  3. Gleydson Responder

    Lídio, perdão, mas o seu amigo Baltazar não faz nenhuma falta aqui. Se, assim como ele, outros que vieram ganhar dinheiro no Pará fossem usufruir do dinheiro em outras plagas, não haveria esse movimento pelo retalhamento do nosso querido Pará.

  4. Baltazar Gonçalves - "Goiano" Responder

    Zedudu…pedir licença de seu espaço para me comunicar com um amigo…Fala Lídio “neguinho”…voltei pra Goiás…pq precisei vir cuidar de assuntos particulares…mas saiba que…o Pará…ou Carajás…sempre estará aki comigo…bem como todas a pessoas com quem convivi…e se minha opinião diverge da tua…perdão!…mas…nos 10 anos que morei em Parauapebas…a influencia do Governo do Estado do Pará no município…aos meus olhos…foi quase nula…
    “Neguinho”…um grande abraço…me add aí no msn pra gente conversar mais…baltazar.7@hotmail.com

  5. Lidio Oliveira Responder

    fala Baltazar,tudo bom com vc! fiquei triste em saber que como os que querem dividir o estado vc tambem ganhou dinheiro em Parauapebas e foi usufruir dele em outras plagas. volte pra votar no plebiscito e sempre que seu caixa estiver em baixa, o PARÀ o recebera de braços abertos. um abraço. Ras Lidio

  6. Ze Roberto Responder

    Existem sempre duas razões para se fazer uma coisa. Uma boa razão e a razão verdadeira.
    Portanto, uma boa razão está com as pessoas bem intencionadas que desejam melhoria de vida, que sonham com mais saúde em suas cidades afastadas da capital, assim como com mais emprego, educação e tudo mais. Estas pessoas são massa de manobra nas mãos das daqueles que desejam a divisão.
    Mais a razão verdadeira está bem distante disto. Os que desejam dividir o Pará, estão mirando nos milhões que podem lucrar com a criação de novos estados. Isto significa criar toda uma estrutura nova e oficial para tirar proveito. Mais duas Assembléias legislativas como a nossa para desviar mais recursos, com mais vereadores e deputados, sustentados em suas modormias pelo povo simples, que irão criar funcionários fantasmas, assessores e “parentes” em seus cargos publicos, com salários e ajuda de gabinete astronômicas.
    Querem mais dois governos para licitações fraudulentas, para tráfico de influências, conchavos, propinas para aprovar projetos e assim por diante. Com a grande vantagem de administrarem como quiserem, criando suas leis para legitimar seus interesses. O ponto é que essa pessoas usam das pessoas de boa intenção para alcançar seus objetivos.
    Não será com a divisão do estado que avançaremos, mais sim com uma boa administração descentralizada e um pesado combate a corrupção que suga o dinheiro em todos os cantos deste país. Deixando filas na saúde, escolas demoronando, asfalto só no papel e desmpregados e miseráveis por todo lado.
    Dividir nosso território não é a solução. Planejamento e vontade politica já é meio caminho andado. Um Estado do Pará inteiro não é só pra ficar bonito no mapa. Mais sim porque bem administrados somos bem mais forte.

  7. Gleydson Responder

    Zé Dudu, todas as pessoas que eu citei (e você escondeu) tem seus nomes em denúncias que são de domínio público. Daqui a pouco o Jader Barbalho vai virar santo, Sarney será um paladino da ética, Maluf será a Madre Teresa de Calcutá aqui no seu blog.

  8. Gleydson Responder

    Dados sobre a Divisão do Estado
    1 – QUEM PAGA A CONTA. Diversos estudos demonstram a inviabilidade da
    relação tributos/despesas destes novos estados, ou seja, os estados já
    nasceriam falidos, e a União teria que complementar esta diferença, ou
    seja, todos os brasileiros iriam bancar esta despesa.
    2 – ESTRUTURA: um novo estado demanda grandes investimentos em
    estrutura governamental, então seriam criados um governo estadual, uma
    assembléia legislativa, um TJE, um MPE, um TCE, um TCM, cargos
    comissionados, etc. E o dinheiro para educação, saúde e segurança
    pública para essas populações? Não iria sobrar!
    3 – POPULAÇÃO X TERRITÓRIOS: Há um equívoco quando dizem que o estado
    é muito grande por isso tem que dividir. Estes novos estados teriam
    uma população muito rarefeita, sendo que os dois teriam uma população
    menor do que o município de Belém, excluindo região metropolitana
    (Ananindeua, Marituba e Benevides, santa Isabel e Santa Bárbara). será
    razoável um gasto tão grande para, em tese, beneficiar uma população
    bem pequena? Ressalte-se que criação de estados por si só, não gera
    riqueza, apenas para alguns. Vejam a região Nordeste (MA, PI, CE, RN,
    PB, PE, SE, AL,BA) é a região mais pobre do Brasil, enquanto que a
    região sul (RS, SC, PR) é a mais desenvolvida social e economicamente.
    4 – FALÊNCIA DO ESTADO DO PARÁ. Mal ou bem o estado do Pará, possui
    uma estrutura governamental para atender todo o estado. Com a divisão
    os servidores públicos estaduais teriam o direito de optar em ficar ou
    voltar para o estado do Pará, além do pagamento dos servidores
    aposentados e pensionistas. Como o Pará iria bancar estes servidores,
    se ocorrer diminuição de receita? Os investimentos que o governo do
    Pará efetuou nestas regiões, Como o Pará iria quitar estes débitos? se
    estes estados nascem livres de dívidas! como o Pará se sustentará com
    diminuição de receita, mas a continuidade de maior parte das despesas,
    já que ficará com a miaor parte da população?
    5 – RIQUEZAS NATURAIS: Quando o capitão-mor FRANCISCO CALDEIRA DE
    CASTELO BRANCO no ano de 1616 fundou o povoado de Santa Maria de Belém
    do Grão-Pará, estas riquezas naturais (Serra dos Carajás), Rio
    Tocantins (Tucurui) Rio Xingu (Belo Monte), Rio Tapajós (Alter do
    Chão) entre outras já pertenciam a Provincia de Grão-Pará e Maranhão.
    Assim, não se sustenta o argumento daqueles que chegaram no Pará,
    durante a colonização da Amazônia, de que essas riquesas seriam suas e
    que Belém se apropria delas, sem dar retorno para essas regiões.
    6 – AUSÊNCIA DE PARAENSES NO SUL DO PARÁ – Um dos argumentos dos
    separatistas é de que na região de Carajás não teria paraenses. Esta
    informação é equivocada. O último censo do IBGE listou a origem dos
    habitantes do Sul do Pará. O maior contingente populacional são de
    nascidos no estado do Pará (40%), em 2º lugar, Maranhense (20%), 3º
    Tocantinenses, 4º goiano etc. A grande confusão dos separatistas é
    afirmar de que existem poucos paraenses no Sul, na verdade, existem
    poucos belenenses nestes lugares, a maioria ocupantes de cargos
    públicos. Em uma reunião na cidade de Redenção na época, quando eu
    respondia lá, foi levantada esta situação, de que existem poucos
    paraenses no Sul do Pará. Tinha um mineiro, um paulista e um goiano e
    eu questionei quais deles eram oriundos de suas capitais de seus
    respectivos estados. Nenhum!!!!!!!! Era de capital de estado, e sim do
    interior!!!!, apenas eu era oriundo de Belém.
    7 – DIFERENÇA CULTURAL – UM dos argumentos é de que existem diferenças
    culturais entre o sul do Pará e o resto do Pará. Outra informação
    equivocada, somente de Xinguara pra baixo e pro lado direito com
    destino até Saõ Félix do Xingu, que a cultura é diferente, pois
    Marabá, Parauapebas, Tucurui a cultura paraense é dominante ou muito
    relevante, além do quê este fato por si só não justifica a criação de
    um estado.
    8 – INTERESSE PESSOAL X INTERESSE COLETIVO – um dos aspectos que se
    observa, é que algumas autoridades destas áreas efetua um raciocínio
    dentro de uma perspectiva individual (o que eu ganho com a separação?)
    do que propriamente o interesse coletivo.Em uma audiência eleitoral na
    comarca de Curionópolis, os advogados de Parauapebas e Marabá estavam
    comentando acerca da distribuição dos Cargos no futuro estado do
    Carajás. Lá foi dito que o atual prefeito de Parauapebas, Darci seria
    conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Governador seria Asdrúbal
    ou Giovani, sendo uma vaga de senador seria para um deles. O prefeito
    de Curionópolis Chamonzinho seria dep. Federal. Em Marabá, alguns
    juízes estão eufóricos com a possibilidade de virem a ser
    desembargadores, inclusive uma já se intitula futura presidente do
    TJE/Carajás ou desembargadora. Alguns advogados já estão fazendo
    campanha pela separação para entrarem pelo quinto constitucional como
    desembargadores ou entrar como Juiz do TRE/Carajás.
    Questiono onde está o interesse público tão almejado?
    9 – PLEBISCITO – A legislação é clara sobre quem seriam os eleitores
    do plebiscito. A população diretamente interessada (art. 18, §3º da
    Constituição Federal) A legislação ordinária já regulamentou o tema.
    Art. 7º da lei nº 9709/98. In verbis:
    “Art. 7o Nas consultas plebiscitárias previstas nos arts. 4o e 5o
    entende-se por população diretamente interessada tanto a do território
    que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em
    caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer
    anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se
    aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da
    população consultada.”
    Bom creio que não há dúvidas acerca do tema.
    Após a publicação do decreto legislativo do plebiscito de Carajás, a
    Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, ajuizou ação perante o STF
    requerendo liminarmente que apenas os moradores da região sul e
    sudeste do Pará a ser cindida (Carajás) seja ouvida no plebiscito,
    excluindo o oeste do Pará, Região Metropolitana de Belém, região da
    Transamazônica, região Nordeste e ilha do Marajó. O Relator é o
    Ministro Dias Tófoli, e o Estado do Pará, foi citado e já apresentou
    Memoriais e argüindo a ilegitimidade ad causam, e no mérito, que todos
    os paraense possam opinar.
    Com que ética se espera destes cidadãos que estão a frente desses
    movimentos separatistas? Que dizer então que como paraense nato, não
    posso opinar sobre os rumos do meu estado?
    10 – PLANEJAMENTO DO DESENVOLVIMENTO – Entendo a relevância deste
    debate, pois as mazelas que existem no interior do estado devem ser
    enfrentadas para se propiciar maior cidadania e dignidade a estas
    populações. A mera divisão territorial não é o remédio adequado para
    sanar subdesenvolvimento. O Jornal “FANTÁSTICO” apresentou matéria
    especial acerca do lugar mais violento do Brasil, com índices de taxas
    de homicídio superior a regiões que estão em guerra, perdendo apenas
    para Honduras. É a região do Entorno do DF (estado de Goiás) onde a
    pobreza é alarmante, os médicos pediram transferência ou exoneração,
    postos de saúde fechados e a PM de Goiás tem medo de trabalhar lá.
    Fica apenas 40 quilômetros do Palácio do Planalto (Casa da Dilma),
    distância equivalente entre Belém e Santa Isabel. E 60 quilômetros de
    Goiânia, distância equivalente entre Belém e Castanhal.
    Constatem que no centro político do Brasil existe esta região carente
    de políticas públicas, o que rechaça os argumentos dos separatistas,
    de que a pobreza do interior do Pará seja decorrente da distância de
    capital Belém.
    No meu entendimento, o que falta é melhorar a gestão da administração
    pública, devendo atuar com mais agilidade e competência, combater a
    corrupção e os vícios dos serviços públicos, e aumentar os
    investimentos na Educação, Saúde e Segurança Pública, com maior
    capacitação dos profissionais da área e melhorias salariais e das
    condições de trabalho. Creio que atuando desta forma, existem chances
    concretas de resgate da dignidade dessa população do interior e de
    todo o Estado do Pará.

  9. Gleydson Responder

    “Nenhum morador da região sul e sudeste do Pará, tem motivos para falar mal do Pará. O Estado nos acolheu, nos deu a chance de aqui trabalhar e ganhar nossos sustentos”

    Essas suas palavras por si só respondem a tudo. Pena que no discurso é assim mas na prática é outra coisa. Teve até um que falou em “se livrar das garras dos paraenses”.

    Como já responderam aí: quem encabeça esse movimento são grileiros, madeireiros, latifundiários, politicos corruptos como xxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx xxxxxxxx… você só se esnquece de dizer que quem são tratados de forasteiros nessa região são os…paraenses.

    • Zé Dudu Autor do postResponder

      Gleydson, sem querer aqui tirar o seu sagrado e democrático direito de opinar, mas você não pode fazer acusações que não possa provar ou cujo fatos ainda não tenham um parecer da justiça

  10. Baltazar Gonçalves - "Goiano" Responder

    Morei por 10 anos em Parauapebas…fui muito feliz…cidade que me acolheu…e me deu oportunidade de progredir…como pessoa…onde aprendi a lidar com culturas diferentes…a respeitar e entender os hábitos de pessoas de diferentes costumes…e tbm tive a chance de crescer financeiramente…não posso deixar de falar isso…ressalto isso como forma de agradecimento…longe de querer usar esse espaço para me vangloriar…e SOU sim a favor da divisão…por todo o tempo em que morei no estado do Pará…sempre senti o descaso com o sul e sudeste paraense…pontes que caiam e ficavam anos e anos para serem refeitas…havia sempre o improviso…que acabava se tornando permanentes…se eu for enumerar todos os descasos em relação a essa parte do estado…passaria uma grande parte do meu dia citando…ainda não transferi meu título eleitoral para a cidade onde moro…e quero fazer um esforço para ir até Parauapebas…dar meu voto a favor da divisão…e rever meus amigos…isso…será o mínimo que eu poderia fazer à um povo que me acolheu tão bem…dar minha pequena parcela de contribuição…O MEU VOTO!…que é só 1…mas…é do tamanho do estado de CARAJÁS todinho…
    Abraços à todos…

  11. Luis Responder

    “Garras dos paraenses”???

    Meu amigo, não são paraenses que cravam suas garras em nosso povo. Creio que poucos políticos da nossa região são paraenses e a culpa por esse “falta tudo” é deles, que são fracos e corruptos. Você acha mesmo que a criação do estado vai mudar alguma coisa, além de aumentar o saldo bancário deles?

  12. Pablo Responder

    Vocês dizem que não são forasteiros, mas se chega alguém do nordeste do estado em Parauapebas tratam de maneira diferente, ora, os Paraenses então são os forasteiros?

  13. Pablo Responder

    Esse tal de Raimundo cabeludo que eu saiba chegou aí em Parauapebas por volta de 2007 e abriu logo a rádio dele, bestão né… Dizem que no Maranhão ele não ganha nada nem pra vereador, tá certinho dizerem que Parauapebas (como todo sul do pará) é terra de muro baixo.

  14. JOÃO RIBEIRO Responder

    Zé, só um reparo da maior importancia. Os “guerrilheiros do araguaia” não lutavam contra a ditadura, lutavam para instaurar outro tipo de ditadura, a comunista inspirada no regime albanês, e orientados por Henver Hoxa, um dos ditadores mais crueis que já existiram, tanto que a “guerrilha” tinha um programa diário na rádio TIRANA.

  15. Elton União Brasileira dos Estudantes Secundaristas Parauapebas Responder

    Caro zé è meio estranho essa questão da divisão do estado entre os estudantes. a Direção estadual da UBES è contra eu nem sei que posição aderir enquanto representante nacional no municipio, é complexo quando eu estou conversando com os companheiros de luta nas escola muitos são contra assim como muitos são afavor no meu caso eu me mantenho neutro por razões proprias. mais eu acho que esse assunto deveria ser mais exclarecido a nossa categoria estudantil vc Não concorda Zè, muitos estudantes se quer sabem que o estado do pará pode se dividir e gerar outro estado.

  16. josé carlos soares abreu Responder

    Nós da região sul e sudeste somos sim a favor da divisão do estado só assim vamos nos libertar das garras dos paraenses, aqui na região não temos nada ou seja falta tudo, estradas, uma saude de qualidade, energia, segurança, em dezembro é a nossa oportunidade de dizer sim a divisão e sermos independente chega de sofrimento. É carajás.

  17. Márcio Responder

    O movimento separatista de Carajás é encabeçado por madereiros, grileiros, latifundiários, politicos com interesses escusos, forasteiros (inclusive o marqueteiro latifundiário)… Ou seja, os responsáveis pelo Pará liderar as listas de Trabalho Escravo, Desmatamento Irregular, Comércio de material floretal de procedência ilegal… é com esse tipo de gente que o Estado de Carajás poderá dar seus primeiros passos, desta forma imagine como será o futuro de um estado assim. Pará que te quero grande.

  18. flávio costa; geografo Responder

    insisto novamente, aqueles candidatos que foram aprovados no concurso da prefeitura municipal de Parauapebas de 2009 e não empossados, se houver pesbicito em dezembro a prefeitura tem até inicio de setembro para empossarem os ou o concurso prescreverá, pois pela lei só poderá chamarcontratados ou concursados 3 meses antes de eleições ou trê meses depois; ou seja só em Março de 2012. quando o mesmo já estará prescrito;pois é da data de 20 de dezembro de 2009.

  19. Lidio Oliveira Responder

    Zé Dudu, sou contra, mas respeito a opinião de quem quer a separação, assim como espero que a minha seja respeitada.
    Agora você há de convir que algumas coisas chamam a atenção de quem vive o dia a dia nesta cidade,vou citar apenas uma pra você me entender: em uma garagem localizada na rua dez que trabalha com venda de veiculos tem um veiculo envelopado com arte alusiva a separação e uma foto do sempre “solidario” Raimundo cabeludo. tudo dentro da mais singela divulgação, apenas uma coisa chama a atenção dos observadores, a placa do referido veiculo é de Imperatriz do nosso visinho Maranhão. Vou me limitar apenas a essa pra não aumentar muito o comentario. Obrigado

  20. Pablo Responder

    Você é a favor ou contra a divisão do Pará? Cedo ou tarde os paraenses terão que responder essa pergunta. O plebiscito que definirá se ocorre ou não a criação do Estado de Carajás já foi aprovado pelo Congresso Nacional. Corre simultaneamente no Legislativo o projeto para criação do Estado do Tapajós, que foi aprovado com modificações na Câmara dos Deputados e, por isso, deverá retornar ao Senado para reapreciação.

    O que ainda causa dúvidas é falta de informação sobre o assunto. Segundo o presidente do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (Corecon-PA), Eduardo Costa, esse é um fato importante e histórico para o Estado que vai interferir diretamente na vida econômica e política da população do Pará. “É o fato mais importante desde a adesão do Pará [ocorrida em 15 de agosto de 1823]”, afirma.

    Para tentar esclarecer sobre o assunto, o Conselho Regional de Economia (Corecon-PA), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), realiza no próximo dia 30 uma mesa-redonda com o tema “Separatismo: caminho para o desenvolvimento ou panaceia?”. Eduardo fala que o debate é um meio para que as pessoas possam criar sua opinião. “Nós vamos colocar os dois lados: líderes políticos que são a favor e que são contra, promovendo assim um momento democrático”, diz.

    Entre as preocupações do presidente do Corecon-PA está a necessidade de fazer com que as pessoas questionem os custos dessa divisão. Qual Estado vai ficar com a dívida na hora da divisão? Quais serão os benefícios ou prejuízos?

    O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, será o mediador da mesa. O evento contará com a presença do deputado federal Lira Maia, que defende a criação do Estado de Tapajós; do deputado federal Giovanni Queiroz, defensor da criação do Estado de Carajás e dos deputados federais Arnaldo Jordy e Zenaldo Coutinho que estão lutando pela integridade do Estado.

    A mesa-redonda será realizada nesta quinta-feira (30), no auditório do Centro de Convenções Benedito Nunes, campus da UFPA, em Belém e transmitido pelo Portal da Universidade, a partir das 9h. Fonte: Diário do Pará

  21. Val-André Mutran Responder

    Esse texto resgata uma pesquisa do professor Brandão, que é homenageado com seu nome na 1.a comissão Pró-Carajás criada e ainda na ativa. Aliás, a única que nunca se utilizou de interesses políticos para fazer o seu importantíssimo trabalho de conscientização da população da região do futuro Estado.
    Me encontrei com o professor ontem, aqui em BSB no Gabinete do dep. Giovanni.
    Marcamos outro encontro para o sábado na casa do empresário Ferraz para discutirmos assentos pertinentes ao Carajás.

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