No dia da mulher, índices de estupro e de violência doméstica continuam alarmantes em Canaã

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O mundo inteiro comemora em 8 de março o dia da mulher. Pelas redes sociais, chuvas de homenagens circulam desde as primeiras horas da manhã. Muita gente aproveitou o dia para investir em palavras bonitas, presentes caros e abraços sinceros. Em Canaã dos Carajás não foi diferente: rosas e bilhetes de comemoração deram a tônica do dia. O que muita gente esquece, no entanto, é que a luta feminina continua nos outros 364 dias do ano.

Nos últimos seis meses, os casos de violência doméstica, estupro, ameaças e difamações cresceram de maneira assustadora em Canaã. De acordo com os números oficiais da Polícia Civil, só nos últimos 180 dias, o município registrou 18 casos de lesão corporal, 5 casos de ameaça e difamação e, o mais alarmante, 7 casos de estupro de vulneráveis. Os altos índices seguem uma tendência em todo o Brasil.

O delegado Thiago Carneiro falou sobre o caso e disse que os números podem ser até maiores: “Nós encontramos por aqui neste período índices alarmantes de violência contra a mulher. Nós acreditamos que haja até mais casos, pois infelizmente muitas mulheres não vêm denunciar situações de agressão, violência psicológica, sexual e até moral. Esses dados são preocupantes.”

Apesar do aumento de casos, Thiago afirmou que o trabalho da Polícia no combate à esses crimes continua a acontecer: “Canaã não tem ainda uma Delegacia da Mulher, mas nós estamos fazendo um trabalho com algumas mulheres no sentido de apuração de inquéritos policiais. Solicitamos diversas medidas protetivas e todas foram deferidas pelo poder judiciário. Após a decretação das medidas, não tivemos nenhum tipo de incidência praticada pelos supostos agressores e eles pararam de perturbar a vida da mulher.”

O delegado também explicou que há diferentes formas de violência contra o sexo feminino: “Vale ressaltar que existe a Lei Maria da Penha, que abarca a violência doméstica, mas também tem a situação de violência de gênero. Essa acontece somente pelo fato da vítima ser mulher. Isso infelizmente ainda acontece. Estamos apurando diversas situações, diversos inquéritos para tentar diminuir isso. Em Canaã, também contamos com o apoio importante do Conselho Tutelar e demais órgãos municipais, que nos auxiliam bastante no intuito de reduzir esses números. Acredito que a luta continua.”

No dia 8 de março, conforme explicou o delegado, fica claro que nem tudo está bem. Por fim, Thiago falou sobre a necessidade de se denunciar o que acontece: “Sempre que houver qualquer situação de agressão física, psicológica e sexual é precisa que se denuncie. Se não houver vontade de relatar à autoridade policial, a pessoa pode procurar outros órgãos para denunciar, como o Conselho Tutelar, pois eles têm profissionais especializados nesse tipo de situação, como psicólogos, assistentes sociais e outros. Com certeza iniciaremos uma investigação e puniremos os agressores.”

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