Municípios que mais sangram floresta estão no coração do Pará, revela Imazon

Em janeiro, Altamira, Senador José Porfírio, Anapu e Pacajá colocaram no chão, juntos, uma área de floresta nativa do tamanho da cidade de Paragominas. Estado do Pará lidera desmatamento
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A faixa que se estende entre os municípios de Pacajá a Altamira — municípios cortados pela BR-230, nacionalmente conhecida como Rodovia Transamazônica — é a que mais perde vegetação natural na Amazônia. As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu, a partir de dados de janeiro deste ano publicados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Em janeiro, 108 quilômetros quadrados de floresta foram devastados no bioma, o equivalente a três cidades do tamanho de Parauapebas. Apenas no conjunto de municípios formado por Altamira, Senador José Porfírio, Anapu e Pacajá sumiram 22 quilômetros quadrados de vegetação nativa, praticamente uma cidade do tamanho de Paragominas. O Pará contribuiu com 37% do desmatamento registrado em janeiro e tem quatro dos dez municípios mais letais para o bioma.

De acordo com o Imazon, o desmatamento está concentrado em áreas privadas ou sob estágio de posse. O restante está concentrado em áreas de assentamento, terras indígenas e unidades de conservação. As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Triunfo do Xingu e Tapajós e as Reservas Extrativistas (Resex) Verde para Sempre e Riozinho do Anfrísio, somadas as Florestas Nacionais (Flonas) do Jamanxim e Carajás são as áreas mais degradadas.

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