MST inicia atividades no Pará em comemoração ao 17 de abril dia internacional da luta camponesa

As atividades contarão com a presença de ministro do desenvolvimento agrário, presidente do INCRA e embaixadora da Venezuela no Brasil; os eventos também festejam os 25 anos do MST no estado e lembram os 19 anos do Massacre de Eldorado de Carajás.

Começa hoje de noite (10/04) as atividades organizadas pelo MST no Pará em torno do dia 17 de abril, dia internacional de luta camponesa.

Curva do SA inauguração dos diversos eventos começa com o 10º Acampamento da Juventude Camponesa na curva do “S” para relembrar os 19 anos do Massacre de Eldorado de Carajás no Pará, ocorrido em 17 de abril de 1996, quando a polícia do estado matou 19 Sem Terras.

De 10 a 17 de abril os jovens se reuniram para discutir gênero, artes, agitação e propaganda além de realizar o tradicional ato de fechamento da estrada todos os dias às 17h para recordar o genocídio contra os camponeses e a violência que segue contra os trabalhadores rurais cotidianamente pela disputa de terras na região.

Ademais, os eventos promovidos pelo MST no estado pretendem comemorar os 25 anos do MST no Pará com o lançamento do livro: O MST e a Luta pela Terra no Pará, de André Carlos Rocha, lançado pela Editorial Iguana.

O livro relata os principais momentos de constituição do movimento no estado paraense, bem como os acontecimentos primordiais que fizeram do MST Pará figura social notória na política  e na organização de uma massa de despossuídos da terra na Amazônia. 

Fora isso, esse ano a programação do Acampamento da Juventude contará com o FIACINEFRONT- Festival Internacional Amazônia de Cinema de Fronteiras – realizado pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará / UNIFESSPA com colaboração de entidades e movimentos sociais da região.

As temáticas dos filmes abordam a realidade da Amazônia, desde o período colonial explorada meramente como fonte de matéria-prima e recursos minerais, e hoje figurando como região de potencial hidrelétrico, do agronegócio e da mineração.

Bandeira MST

Por fim, um grande Ato Político e Cultural em Defesa da Reforma Agrária fará o encerramento das atividades no dia 17 de abril na Curva do “S”. Estão confirmadas as presenças do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, da presidenta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Maria Lucia Falcon e do dirigente nacional do MST João Pedro Stédile, entre outros deputados federais.

“Será um massivo acontecimento em defesa da reforma agraria no estado do Pará, por isso a convocação dessas figuras públicas e de todos e todas trabalhadores rurais Sem Terra, entidades que também lutam contra o latifúndio e todas e todos aqueles da cidade e do campo que querem uma sociedade justa”, assinala Ayala Ferreira da coordenação nacional do MST.

Belém

Na capital, em Belém, uma série de atividades também será realizada ao longo da semana, como as rodadas de audiências na Secretaria de Agricultura (SAGRI) e com o Instituto de Terras do Pará (ITERPA) nos dia 15 e 16 de abril.

Ainda, um evento público em prol da Reforma Agrária, com diversos movimentos sociais acontecerá no dia 17 de abril, a partir das 17h na Praça Mártires de Abril, em São Braz. No mesmo local no dia 18, o MST promove durante todo o dia a Feira da Reforma Agrária.

Para finalizar, os belenenses poderão participar do II Festival Cabano-Bolivariano (19/04) na Praça da República das 8h às 16h. Organizado junto ao consulado da Venezuela que contará com a presença da Embaixadora venezuelana no Brasil, Maria Lourdes Urbaneja e vários cantores e artistas de Belém, entre eles, Rafael Lima.

Posts relacionados

Incra emite nota sobre a ocupação da BR-155 pelo MST

Em relação ao bloqueio da rodovia BR-155, entre os municípios de Marabá e Eldorado dos Carajás pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reafirma seu interesse em resolver os conflitos agrários na região, a fim de assegurar que as famílias

17 de abril: MST prepara evento na Curva do S para lembrar a morte de 19 sem-terra

Para lembrar os 22 anos do episódio que ficou conhecido como “Massacre da Curva do S”, ocorrido em 17 de abril de 1996, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) realiza nesta terça-feira (17), das 9h às 13h, Ato Ecumênico seguido de Ato Político. Para Tito Moura, um dos líderes do movimento, é uma forma de não deixar a luta morrer, embora a Reforma Agrária não tenha avançado, apesar do sacrifício das 19 vidas. Durante a manifestação, o tráfego deve ficar lento na Rodovia BR-155, por conta

MST de todo o Pará realiza atividades pelos 20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás

No contexto da crise política, social e ambiental vivenciadas pela sociedade, e os recentes acontecimentos em torno a questão agrária e conflitos no campo, como o caso dos sem terras no estado do Paraná, sul do Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realiza (MST) em memória e justiça aos mártires da luta pela terra, assassinados na curva do “S” em Eldorado dos Carajás, em 17 de abril de 1996, que se tornou um marco para a luta do/as

Incra emite nota sobre a ocupação da BR-155 pelo MST

Em relação ao bloqueio da rodovia BR-155, entre os municípios de Marabá e Eldorado dos Carajás pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reafirma seu interesse em resolver os conflitos agrários na região, a fim de assegurar que as famílias possam viver com dignidade e reitera que todos os imóveis a serem destinados à reforma agrária no sul e sudeste do Pará, deverão comprovar sua viabilidade socioeconômica e cumprir os

Nota do MST sobre a ocupação da BR-155, no trecho entre Eldorado dos Carajás e Marabá

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PA) esclarece a população paraense sobre os motivos do bloqueio da BR 155 desde o dia primeiro de dezembro, que liga Marabá ao sudeste do Pará. Somos atualmente dois mil e doze famílias acampadas entre as principais cidades do sul e sudeste paraense em terras que foram usurpadas por oligarquias familiares, banqueiros e latifundiários que nada produzem nessas áreas. Por direito, essas terras são do povo paraense, e não de especuladores que lucram