Ministério Público recomenda medidas preventivas para atender gestantes em Parauapebas

O objetivo é que as redes pública e privada adotem protocolos específicos para evitar a propagação da Covid-19 entre as gestantes e puérperas

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Em meio a pandemia do novo coronavírus, o Ministério Público do Pará (MPPA) emitiu recomendação para a Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas (Semsa) e as maternidades instaladas na cidade, que adotem protocolos de atendimento ao pré-natal, parto e pós-parto para reduzir os riscos de transmissão do vírus às mulheres gestantes e puérperas (aquelas que deram à luz muito recentemente).

O documento é assinado pela promotora de Justiça Aline Cunha, responsável pela Promotoria de Justiça de Saúde, Educação e Direitos Constitucionais de Parauapebas. A recomendação nº 11/2020 foi expedida nesta terça-feira, 5 de maio, para garantir a melhor assistência às grávidas e puérperas durante a pandemia.

De acordo com o MPPA, o Ministério da Saúde incluiu as gestantes na categoria de alto risco e as puérperas no grupo de risco para infecção humana pela Covid-19. “Em razão disso, é necessário seguir protocolos específicos para proteger a saúde deste público,” diz a recomendação.

No documento, recomenda-se que a Secretaria Municipal de Saúde e as maternidades devem, entre outras medidas, diminuir o contato das gestantes e puérperas com outras pessoas e profissionais durante o atendimento pré-natal, contendo apenas ao estritamente necessário, com a garantia de realização das consultas e exames indispensáveis.

Além disso, elas devem assegurar o isolamento da área de atendimento às gestantes das demais áreas da unidade de saúde, com garantia de espaçamento de horários, distanciamento mínimo, disponibilização de álcool em gel a 70%, bem como orientação e triagem dos sintomas antes da consulta. Tanto a Semsa quanto as maternidades estão orientadas pelo MPPA a capacitar todos os profissionais atuantes na atenção mãe e bebê. 

Esses cuidados devem ocorrer desde a recepção, em especial na atenção ao pré-natal, parto e pós-parto, para que atuem de acordo com o protocolo institucional, em face do novo coronavírus. A promotora Aline Cunha determinou o prazo de cinco dias para que a Secretaria e as maternidades informem ao MPPA as providências adotadas. (Com informações do MPPA)