Médico de Parauapebas é preso acusado de ter espancado a companheira dentro de um carro

Após a agressão, ele saiu da cidade e foi preso em Canaã dos Carajás, por uma equipe da Polícia Militar
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Continua preso, em Parauapebas, aguardando decisão da Justiça, o médico Vinícius Rodrigues Melo Ávila. Ele é acusado de ter espancado ontem, segunda-feira (29), dentro de um carro, sua companheira, cujo nome está sendo mantido em sigilo e que ficou bastante machucada e traumatizada, conforme constatou a equipe da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), que a atendeu e a levou para a Delegacia de Polícia Civil.

De acordo com a delegada Ana Carolina de Abreu, ela se deslocava de Marabá para Parauapebas quando recebeu uma ligação de policiais de sua equipe, dando conta de que uma mulher estava sendo espancada pelo companheiro dentro de um carro. Os policiais disseram à delegada que tentaram comunicar a PM, mas não conseguiram.

Ela, então, ordenou que a equipe fosse ao local indicado e resgatasse a vítima, a qual, ao ser encontrada, contou que o agressor, transtornado pelo ciúme, a agrediu fisicamente e estaria circulando pela cidade no carro dele, inclusive portando uma arma longa.

A delegada relata que solicitou que o carro do homem fosse localizado com o auxílio do CCO (Centro de Controle Operacional), por meio das câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade. Porém, Vinícius foi preso à tarde, em Canaã dos Carajás, pela Polícia Militar, e conduzido para Parauapebas.   

Na audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira (30), por videoconferência, o juiz decidiu mantê-lo preso por ter infringido a Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que coíbe e previne a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Ouvido pela Reportagem do Blog, o advogado do médico, Wesley Maciel, disse que já interpôs recurso a fim de conseguir a liberdade dele, alegando que Vinícius Ávila é pessoa de bem, uma pessoa pública, diretor de vários hospitais na cidade e um os profissionais que está na linha de frente do combate à covid-19.

Sobre as agressões à companheira, ele tentou minimizar o caso, afirmou que se tratou apenas de uma discussão corriqueira de casal e negou que seu cliente tivesse espancado a mulher, ao contrário do que constatou a equipe da Deam.

(Caetano Silva)  

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